PINO DE PATROLA DE PEQUENA BITOLA

Por Dartagnan da Silva Zanela

VEM QUE VAI - O dólar e os impostos subiram. Meu brasílico sangue também. Meus olhos tem vergonha do que veem, minha alma estremece diante do império da desfaçatez rubra que fez meu amado país cair tão melancolicamente nessa triste noite escura que os sicofantas tanto querem que não tenham fim. Eu quero, sim, o fim dessa ópera bufa. Não quero saber dessa conversa fiada de “pátria grande”. Basta de cascatas bolivarianas! Quero, hoje e sempre, que minha Pátria amada seja honrada, que ela não mais seja vilipendiada por nenhum covil. Enfim, quero menos idolatria bolivariana e mais Brasil.

E TE DIGO UMA - Quer levar o Brasil pro beleléu? Então vá pra Cuba pentear a barba de Fidel. Detesta nossa Pátria amada? Então vá pra Havana limpar privada.

E TE DIGO OUTRA - Ir pra Miami limpar privada é mais interessante que ir pra Havana e viver como a barata de Kafka.

E TE DIGO MAIS - Prova de desamor pelo Brasil maior não há que fazer o país cubanizar-se desgraçando as futuras gerações.

SEM RODEIOS - Qualquer forma de respeito por uma “democracia” com vocação para instauração dum regime de partido único é uma confissão de insensatez desmedida ou de cumplicidade canalha. Qualquer meio termo sobre esse ponto não passa duma palhaçada sem graça.

A HISTÓRIA ENSINA SE FOR ESTUDADA – Militontos, de todos os matizes e colorações, adoram olhar para os cidadãos comuns, com aquele apolíneo ar de desdém, e dizer que eles deveriam conhecer um pouco mais de história antes de abrir a boca pra clamar qualquer coisa. Como eles adoram fazer isso.

Todavia, essas gracinhas, que imaginam conhecer tão bem a história de nossa nação e toda humanidade, na verdade, apenas decoraram algumas palavras de ordem e outro tanto de frases feitas para rotular os seus desafetos ideológicos e, pasmem, pra fingir que entendem alguma coisa. Frases e cacoetes esses que eles imaginam ser a mais transparente verdade histórica, mas que, na real, não passam duma forma pouco refina de ignorância voluntária.

Isso mesmo! Pergunte aos fofinhos quantos livros eles leram a respeito da história recente do Brasil. Quantos? Quantas versões sobre os fatos, que eles dizem conhecer tão bem, eles leram? Não é muito difícil de saber a resposta para essas perguntas, não é mesmo? As referências desses tipos humanos são, geralmente, tão limitadas quanto seu amor às liberdades democráticas.

Falando-se nos conhecimentos históricos desses presunçosos conhecedores, seria interessante, também, fazer as mesmas indagações a respeito da história do movimento revolucionário que eles amam com tanta paixão. Pois é, quantos livros, sobre o assunto, os queridinhos leram? Quantas interpretações da tragédia vermelha eles conhecem? Que coisa, em? Isso sim é que é conhecimento criticamente construído.

Enfim, é essa gente vazia, de minguada honestidade intelectual, que gosta de passar pito nos outros posando de profundo conhecedor de algo que eles nunca pararam para estudar e compreender e que, no fundo, desprezam de maneira calhorda e inconfessa.

DEMOCRACIA DE MILITONTO – A palavra democracia, no cenário atual de nossa república de triste figura, é literalmente uma expressão sem significado. Muitas vezes, dependendo da boca que a evoca, sinaliza o contrário de sua realidade originária. Por exemplo: quando um idólatra marxista que acha a ditadura cubana a coisa mais linda do mundo e considera a tirania totalitária que impera na Coreia do Norte uma democracia incompreendida abre a boca pra dizer que está defendendo as liberdades democráticas, afirmando que todos aqueles que contrariam as suas crendices ideológicas são golpistas, cuidado! Cuidado com o democratismo dessa gente porque eles não amam nenhuma liberdade e desprezam a democracia. Para esses indivíduos, democracia e liberdade, são o avesso da liberdade e o contrário da democracia. Basta ouvi-los falar entre os seus para constatar essa tosca verdade.

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