PALAVRAS AO MOLHO MADEIRA

Por Dartagnan da Silva Zanela

[i] A história é uma juíza? Não. Nossa consciência individual o é. Ela, a história, é apenas espécie de advogada que pode militar pela procura da verdade, ou simplesmente advogar a causa duma das partes. Neste segundo caso, a mestra da vida é a mais corruptível e a maior corruptora força que atua sobre a sociedade deformando sorrateiramente cada consciência humana em particular.

[ii] Adverte-nos o Pe. Argenor N. Marques que: “Os meninos acostumados desde os primeiros anos a não ter o temor de Deus, por não conhecê-lo, não poderão jamais suportar nenhuma regra de bem viver; e, habituados desde a infância a não recusar coisa alguma às suas paixões, facilmente serão arrastados às sedições populares, às revoluções e à toda a sorte de desatinos. Uma vez corrompido o espírito com doutrinas errôneas e perversas, infiltra-se nas veias, no coração e até na medula dos ossos a corrupção dos costumes”.

Essas palavras, meu caro, foram publicadas em 1952 e, infelizmente, fazem eco nos ouvidos de todos aqueles que, hoje, procuram ver, estarrecidos, com seus próprios olhos, o pantanoso labirinto moral, espiritual e societal em que nos encontramos.

[iii] Socialismo é apenas uma ilusão demoníaca.

[iv] Renunciar não seria, de modo algum, uma demonstração de fraqueza. Esse seria, sim, um gesto de grandeza. Renunciar, com uma voz imponente, a tudo que está comprometendo a presidência e a nação seria um ato de estadista que afirma a soberania da nação e das instituições renegando a si mesmo e ao projeto de poder que é representado pela sua presença junto a presidência. Terá a senhora presidente essa grandeza? Provavelmente não. A magnificência e a magnanimidade não são, nem de longe, marcas distintivas de seu partido. Pra falar a verdade, tais marcas são ilustres desconhecidas das facções políticas que se digladiam nas arenas partidárias hodiernas de nosso entristecido país.

[v] Quem semeia a discórdia com pose de imaculado não sabe, nunca soube, o que é o tal do respeito. Dignidade, muito menos. Quem semeia o medo na sociedade e atiça os ânimos das multidões ideologicamente adestradas, para defender seus interesses escusos, não passa dum indisfarçado carniceiro, por mais títulos de doutor honoris causa que lhe tenham indignamente dado.

[vi] Educação universal obrigatória é uma monstruosidade tão grande que, para existir, necessita de toda ordem de subterfúgio erístico, propagandísticos e burocráticos para tentar disfarçar e justificar tamanha impiedade compulsória.

[vii] Somente imbecis querem mudar o mundo. Somente tolos acreditam que seu ódio classista os torna pessoas melhores. Somente pervertidos de corpo e alma acreditam sinceramente que tornam-se melhores que seus adversários, nessa ciranda infernal que eles chamam soberbamente de luta de classes, odiando-os mais do que odeiam a si mesmas.

[viii] O amor ao próximo repara o mal que há em nosso coração e torna possível uma relação dignamente humana entre nós e nossos semelhantes. O ódio de classes (luta de classes) apenas aprofunda o mal que habita o nosso coração e amplia os abismos que existem entre nós e todos os outros, reduzindo a vida a um patamar infra-humano.

[ix] O caráter não pode se desenvolver bem na facilidade e tranquilidade. Bananas e pamonhas são formados nesse tipo de ambiente. Somente através da experiência, das provações e do sofrimento que a alma humana pode ser reforçada e elevada em dignidade e verdade. O resto é conversa fiada.

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