segunda-feira, 30 de março de 2015

OS CRISTAIS ESTÃO EM CACOS


Por Dartagnan da Silva Zanela


ADEUS JANER – Por conta da muvuca que toma conta do Brasil, pensei em dar uma passada no blog do caustico escritor Janer Cristaldo que tive a felicidade de conhecer pessoalmente. Ao acessar a sua coluna blógica levei um susto. A última atualização datava do mês de outubro do ano passado. A mesma desde a última vez que eu havia acessado seu quixotesco blog. Pensei, com os olhos arregalados: será que ele morreu? Sim, ele nos deixou. Saiu da vida, discretamente, contrariando a maneira agitada de sua pena e tinteiro.

Um silêncio pairou e ficou em torno de sua partida. Poucos foram os veículos de impressa que noticiaram a sua morte. Pouquíssimos.

Tardiamente fiquei sabendo de seu adeus. Ele a muito sofria ele dum câncer que em 2014 o venceu, porém, não venceu, nem vencerá, a sua obra. Nem apagará as lições, as muitíssimas lições, que aprendi com o cáustico galderio.

Enfim, Cristaldo partiu sem que eu tivesse a oportunidade de me despedir e de lhe agradecer, por isso, faço-o agora, no silêncio das linhas que aqui encerro.

Descanse em paz Janer Cristaldo e obrigado por tudo que me ensinou.

APENAS ISSO - Os lerdos de entendimento imaginam-se, frequentemente, serem pessoas práticas. Nos piores casos, acreditam-se críticas. Seja como for, em todos os casos possíveis, no fundo, não passam de tolos presunçosos.

WALKING DEAD - Homens que deixam de sonhar estão dando seus últimos passos nesta vida; homens que vivem apenas a sonhar não dão nem os primeiros passos rumo ao viver e ambos fingem estar entre os vivos, caminhando feito walking dead bem aparentados.

A VERGONHA NÃO É MIÚDA - O marxismo corrompe a alma do princípio ao fim, reduzindo-a a uma idolatria histriônica e abjeta do que há de mais vil e rasteiro na face da terra. Por isso, os devotos desse credo repetem ininterruptamente os mantras de seus obscuros gurus para não despertarem, nem por um minuto, do estado alucinatório que é exigido pelas mais variadas seitas dialética-materialistas inspiradas nessa refinada patacoada.

E assim o é porque se o caboclo despertar o choque será tão grande que, das três, uma: ou ele deprime de maneira irreversível, ou ele se enfurece e parte para combater os absurdos que até então ele acreditava caninamente ou, como ocorre na maioria dos casos, o caipora fica tão chocado com a verdade, com a revelação de sua ridícula maneira de ser, que prefere fingir que não viu nada e volta bem quietinho a seguir no ritmo do trote de sua marcha bovina como um bom walking dead que é.

A DECISÃO É SUA - Em termos políticos, temos diante de nossos olhos, sempre, as seguintes opções: a primeira é a de aceitar, de pronto, sermos governados pelos ditames divinos. Como isso não ocorre com a frequência esperada em nossa sociedade, o que acabamos por ter em seu lugar é a governança ditada por tiranos de ocasião, ou a ditadura de nossos desejos e paixões, que são déspotas terríveis, diga-se de passagem.

Quando recusamo-nos a sermos governados pela Sabedoria das leis eternas, acabamos sendo domados pelos decretos de déspotas ou escravizados pela cegueira irascível de nossos vulgares desejos e impudicas paixões que, muitas das vezes, são vilmente manipulados pela sordidez dos mandatários do momento. E esse trem fuçado é toda a "liberdade" que temos quando negamos o leve fardo dos Céus.

LEVEM ISSO AO PÉ DA LETRA – O professor Olavo de Carvalho sempre brinda a todos nós com lições preciosíssimas que são-nos dadas através de suas publicações no facebook. Lições essas sempre condensadas em breves sentenças ou sucintos parágrafos. Uma dessas lições, publicadas em 01 de novembro de 2013, diz-nos o seguinte: “Tudo em volta induz à loucura, ao infantilismo, à exasperação imaginativa. Contra isso o estudo não basta. Tomem consciência da infecção moral e lutem, lutem, lutem pelo seu equilíbrio, pela sua maturidade, pela sua lucidez. Tenham a normalidade, a sanidade, a centralidade da psique como um ideal. Prometam a vocês mesmos ser personalidades fortes, bem estruturadas, serenas no meio da tempestade, prontas a vencer todos os obstáculos com a ajuda de Deus e de mais ninguém. Prometam SER e não apenas pedir, obter, sentir, desfrutar”. Ponto. E não me venha mais com chorumelas.

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sexta-feira, 27 de março de 2015

FORA DE FOCO

Por Dartagnan da Silva Zanela


NÃO MESMO - O que me incomoda? Ultimamente, nada. Nada mesmo. Nem gente intrometida, nem sujeitinho folgado, nem político depravado, nem mesmo a monotonia que paira sobre as pessoas e que se vê espelhada nos olhares apressados. Sinto-me indiferente em relação a tudo, mesmo querendo importar-me com todos que, como eu, são testemunhas dessa tragédia anunciada que hoje arrasta o Brasil para um mar de desesperança. Confesso: não queria estar sentindo-me assim. Mas não tenho como nem por que mentir.

CONTANDO HISTÓRIA – Tá cheio de gente, aqui e ali, regurgitando uma autoridade que, de modo algum, é personificada por elas. Gente que bate no peito pra falar que a opinião A ou o parecer B são alienados porque seus autores não estudaram história tanto quanto deviam. São umas graças. Mas, e quanto eles, criaturas criticamente ilustradas (e põem crítica nisso), quanto realmente dedicaram de seu precioso tempo para o estudo dessa desprezada disciplina? Provavelmente, tanto quando aqueles que são apontados pelos seus dedos sujos, senão menos.

Conhecer razoavelmente história não é sinônimo de saber de cor e salteado um amontoado de estereótipos marxistoides. Para se conhecer essa dama é necessário mergulhar nas agruras das relações humanas. É preciso ler alguns punhados de livros para tentar reconstituir em seu íntimo os acontecimentos pretéritos que se fazem presentes em nossas inquietações, da maneira mais fiel possível, para que eles nos revelem nuanças das realidades humanamente vividas e, desse modo, evitando que se projetem sobre elas as nossas inquietações que deformariam a imagem dos acontecimentos de acordo com sua confusão interior.

Enfim, se suas referências resumem-se a textinhos didáticos, filminhos e documentários que foram a muito apresentados a você (às vezes, nem isso), está mais do que na hora de cerrar os lábios e colocar-se sentado numa cadeira pra começar a estudar e, principalmente, parar com esse trelelê de ficar mandando os outros estudarem o que você até o momento não estudou. Ponto. E não se fala mais nisso.

TÃO SOMENTE ISSO - Leve a vida a sério. Sempre. Mas não se leve tão a sério. Você, como qualquer um, não é tão importante quanto imagina, nem insignificante como muitas vezes vaticina. Somos apenas indivíduos digladiando com nossas circunstâncias. Apenas isso. E isso, pode crer, é muita coisa. Muita coisa mesmo.

CABEÇAS CRITICAMENTE DEFORMADAS – Essa gente que acredita ser muito esclarecida chega ser engraçada com seus chiliques de criticidade, principalmente quando apontam seus dedinhos sujos para as contradições que se fazem presentes no âmago da sociedade.

Ora, ninguém nega que existem contradições gritantes em nosso país e bem como no mundo. Aliás, não há uma única sociedade que não esteja imersa num mar de contradições, haja vista que todas são formas por criaturas contraditórias demasiadamente humanas. 

Entretanto, para as pessoinhas criticazinhas que se colocam acima do bem e do mal (inclinando-se para a sinistra), há algumas sociedades que são perfeitinhas, mesmo sendo gritantemente contraditórias. Pior! Essas alminhas acreditam que são destituídas de contradições porque macaqueiam ordeiramente todos os clichês politicamente-corretos que lhes dão a sensação de serem boazinhas.

Essas alminhas críticas não são como nós, reles humanos. Elas são militontas e creem, tolamente, que são a manifestação viva dos “homens novos do amanhã”.

Não é à toa que as palavras que geralmente são regurgitadas por esses indivíduos não passam dum amontoado de flatus vocis parcial ou totalmente descoladas da realidade humanamente vivida, um amontoado de lugares vazios repetidos histérica e histrionicamente por almas vazias que preenchem sua nulidade apoquentado o restante das almas que não padecem de sua crítica enfermidade.

PATINANDO - Negar a existência da verdade, não implica somente a afirmação da impossibilidade do conhecimento objetivo dela. Negá-la, em sua majestade, significa afirmar a impossibilidade da educação. Por essas e outras que uma educação fundada na ditadura do relativismo cognitivo, cultural e moral sempre apresentará resultados extravagantes. É por essas e outras que a nossa está e continuará patinando.

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quarta-feira, 25 de março de 2015

A PROMOÇÃO ACABOU

Por Dartagnan da Silva Zanela

PERGUNTAR É PRECISO! VIVE NÃO - Saber formular bem uma pergunta, eis aí uma pedra de toque imprescindível para formar os alicerces desse edifício chamado educação.

O jargão é conhecido de todos: são as perguntas que movem o mundo. Mas quantos formulam perguntas para si sobre os problemas, situações e objetos que se apresentam diante dos nossos olhos, quantos? Por isso que o trem é complicado pacas.

Pois é, podemos dar um passo a mais: quantos procuram listar as questões que nos ocorrem, questões essas que gostaríamos de encontrar uma resposta minimamente razoável, quantos fazem isso?

Veja só, Aristóteles escreveu um livro inteiro só com perguntas de coisas que ele gostaria de saber. Nós, homens modernos, orgulhosos por termos em nossas mãos toda ordem de brinquedinhos tecnológicos, não somos capazes, muitas vezes, de formular uma que seja. Quem o diga escrevê-las para melhor compreendermos o que “queremos” saber. Escrevê-las para sabermos claramente o que estamos procurando.

Mesmo assim, julgamo-nos pessoas muito bem instruídas e criticamente informadas sobre tudo o que nunca indagamos e que, diga-se de passagem, não estamos nem um pouco interessados em sinceramente conhecer. Ou não?

EDUCAR-SE NÃO É PARA FRACOS - Pensamos o tempo todo. Nada de errado até aí. Aliás, nada mais banal num ser humano, mesmo que muitos insistam em dizer que seria necessário ensinar a fazer isso. Pensar.

De minha parte, creio que seria mais interessante procurarmos aprender a verbalizar o que estamos cogitando na moringa. Isso mesmo: a por no papel. Não necessariamente escrevinhar um livro, um artigo, ou coisa do gênero. Não se trata disso. Mas apenas elencar tópicos, tentar ordenar as nossas ideias, reflexões, inquietações e dúvidas.

Nesse esforço para ordená-las no papel, estamos, ao mesmo tempo, ordenando-as em nossa alma. Na tentativa de expô-las com razoável clareza num rascunho, estamos colocando clareza em nosso coração.

Por isso, digo e repito: esse trololó de querer ensinar os outros a pensar é conversa de quem nunca pensou seriamente no assunto (educação).

Por sua deixa, dispor-se a ordenar os nossos pensamentos com razoável clareza é uma atividade que deve ser realizada de maneira digna e corriqueira por todos aqueles que desejam corrigir-se, superar-se e, consequentemente, educar-se.

ATRAVANCANDO O PAÍS - Um dos muitos discursos vigentes, repetidos até gastar pela canalhada com duas mãos esquerdas, é de que no Brasil sempre se roubou e que todos seriamos ladrões, em potência e, por isso, ficam espantados quando alguém ousa acusa-los de leviandade.

Ora, sejamos francos: de fato, a moralidade de nosso país não é lá essas coisas. Vivemos na terra onde impera a lei de Gerson, que reza que o importante é se dar bem a qualquer custo. Nascemos no país onde o dito do Marquês do Paraná, que afirma que aos amigos concede-se tudo, aos inimigos nada e, aos indiferentes, os rigores da lei. Resumindo: não dá pra ter orgulho desse trambolho.

Porém, aqueles que estão no epicentro desse furacão que assola a nação são justamente aqueles que reivindicavam (Pior! Reivindicam) para si o monopólio da ética e que, agora, que foram pegos com a mão na cumbuca, vem querer dar uma de João sem braço pra cima de todos. Pô! Que brincadeira é essa?

Na verdade, não é brincadeira não. É que o partido que decretou para si o monopólio da ética agora quer também fazer uso exclusivo do cinismo. Só eles podem isso e ninguém mais.

É o progresso, companheiro! O progresso atravancando tudo e todos nessa entristecida terra de desterrados.

PRA COMEÇAR - O impeachment da presidente da república irá corrigir todos os problemas que hoje inquietam a nação? Não, é óbvio que não. Porém, remover a principal responsável pelos rumos políticos da nação e que afirma não ter responsabilidade alguma no rolo todo que impera em nossa pátria seria um bom começo. O problema será encontrar alguém que, de fato, esteja à altura da responsa.

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segunda-feira, 23 de março de 2015

A ESBORNIA É GERAL

Por Dartagnan da Silva Zanela

CRONOS - Eu não sei se são os bons morrem cedo, ou se os maus vivem demasiadamente. Ao que me parece, os bons não vivem tanto quando gostaríamos que vivessem e os maus, por sua deixa, duram muito mais do que desejamos e ambos, bons e maus, vivem tanto quanto Deus permite. E é claro que nós não aceitamos e nem fazemos questão de compreender os desígnios Celestes, não é mesmo? Fazer o que? Rezar seria um bom começo. Ter fé, um destemido passo.

O PROBLEMA É OUTRO – Os maus resultados apresentados pelo nosso sistema educacional não serão resolvidos com o uso de livros didáticos, apostilas, textos e imagens de sites. Muito menos com pilhas e pilhas de fotocópias de páginas de livros didáticos, apostilhas e sites. Não é nada disso. Quem deposita uma fé cega, ou alimenta uma propaganda maliciosa, entorno disso, com o perdão da palavra: nunca educou ninguém, possivelmente não terminou a sua própria e, talvez, por essas e outras razões, não nutre uma sincera preocupação com esse borogodó que é o ato de educar e educar-se. O nosso problema é de outra ordem e é tão óbvio quando complexo e, por isso mesmo, poucos querem encará-lo de frente. É mais tranquilo fingir que está preocupado fazendo algo que nós sabemos que não irá resolver nada, mas que, dará a impressão de estarmos bem intencionados.

A MOTIVAÇÃO CERTA - Monteiro Lobato, numa carta ao seu amigo Godofredo Rangel, dizia que ele estava escrevendo para um jornaleco que, até onde sabia, possuía pouquíssimos leitores e, seus artigos, um número menor ainda. Isso o deixou um tanto triste. Aliás, quem não ficaria? Porém, certa feita, caminhando sem rumo, um modesto senhor o abordou e disse-lhe que apenas comprava o mísero jornaleco por causa de seus artigos. Ao ouvir essa confissão, o taturana disse a seu amigo Rangel que daquele dia em diante, desistiu da covarde ideia de abandonar a parva coluna do simplório jornal. Daquele momento em diante, ele decidiu que continuaria indefinidamente escrevendo para o pobre veículo de impressa, porém, não por causa do público que recorria a esse, mas apenas e unicamente, por causa do modesto senhor que foi tão bondoso e gentil com ele e que tanta atenção dedicava às suas palavras impressas. Enfim, resumindo a lição aprendida com o pestanudo: quem escreve para multidões são monstros que se afogam em sua própria vaidade. Escritores não. Eles escrevem com o coração na mão, pessoalmente, construindo pontes e mais pontes entre a vista de sua alma, seus leitores e a realidade que está entre eles, presente através das palavras.

A LAMBANÇA INDISFARÇÁVEL - Todos nós, em alguma medida, tendemos à acomodação. O “x” da questão, penso eu, é quanto ao objeto de nossa tendência. Em que nos acomodamos? Essa é a pergunta. E é bem aí que a porca torce o rabo e a lambança acontece.

O CAMINHO - Seja suave e constante como o vento. Paciente como ele que tudo derrota, inclusive a rocha, passo a passo, lentamente. Seja perseverante como as águas, sereno como elas, que perseveram contra a rocha e serenamente a derrubam do alto de sua soberba.

PALAVRAS GRANDES E PEQUENAS - Procurar clareza no uso das palavras, eis aí algo que realmente angustia todo aquele que meditou, por um minuto que seja, sobre o significado, importância e peso de cada uma das expressões que frequentemente utiliza-se nas conversações cotidianas porque, por traz de cada palavra empregada por nós há um mundo, uma história sedimentada em cada traço, em cada curva.

Mesmo que as utilizemos, mesmo que as leiamos de maneira leviana, esse patrimônio lá se encontra, presente, em cada evocação que fazemos dos vocábulos. E sejamos francos: não avaliamos apropriadamente o peso das palavras pela mesma razão que não ponderamos sobre o que percebemos com ou sem elas. Relativizamos tudo em nome de nossa absoluta vaidade, em nome da crença tola de que somos nós que ordenamos a realidade com nossas desordenadas palavras.

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sábado, 21 de março de 2015

UMA VIDRAÇA QUEBRADA

Por Dartagnan da Silva Zanela


DE POUCA VALIA - Essa cambada, que vive com esse papinho de discurso de ódio pra lá e pra cá, sistematicamente, pensa e age da seguinte maneira: eles juntam a sua patotinha, te insultam incansavelmente, te enchem de rótulos odiosos e ainda posam de coitadinhos. Pior! Eles se acham muito fofos quando fazem isso.

Agora, quando você ousa discordar, eles ficam histéricos e não entendem como você pode fazer uma coisa dessas, discordar. E por não concordar, por não aceitar ser insultado e ficar calado, eles dizem que você é intolerante.

Pior! Se você for petulante ao ponto de não apenas discordar, mas de denunciar a farsa que eles representam, aí meu amigo, a turminha tem piti, arranca os cabelos e rasga as vestes gritando: “discurso de ódio! Discurso de ódio! Ui! Ai! Agora não dá mais!”

Enfim, por essas e outras que essa conversa toda de bom-mocismo não vale nem um peito e, bem possivelmente, seus autores valem menos que isso.

REGRA DE OURO – O professor Olavo de Carvalho, com grande frequência lembra-nos dois ensinamentos que, penso eu, não temos o direito de esquecer e, principalmente, temos o dever de praticá-los. O primeiro vem da lavra de Johann Goethe que nos diz que “a maior força que existe é a personalidade”. A segunda foi colhida das lições de Paulo Mercadante que nos exorta para, em nossas tarefas e lutas, “não pararmos, não precipitarmos e não retrocedermos”. Esses ensinos, juntos, devem formar, penso eu, a regra de ouro de cada um de nós nesses dias e em todos os outros que estão por vir.

OUSADIA QUE TANTO FALTA - Para conhecer qualquer coisa é necessária uma boa dose de coragem. Isso mesmo! Não é de nenhuma pedagogice modernosa e de nenhum recurso tecnológico de última geração que carecemos. Nada disso. Apenas coragem.

Coragem de ver, de ouvir, de perceber, compreender e, é claro, de dizer aquilo que nós, e bem como a maioria das pessoas, não quer saber de jeito nenhum.

Por essas e outras que a ousadia é companheira de viagem na jornada de busca pelo conhecimento e pela sabedoria. E é por isso mesmo que o medo é sempre um péssimo conselheiro e um fiel aliado da estultice.

O RIDÍCULO ORIGINAL - O princípio e o fim de tudo são o centro de toda a realidade. A razão que leva algo iniciar é a mesma que o leva a encontrar o seu termo final.

Sejam questões de ordem cosmológica ou interrogações menores, de ordem meramente societal ou individual. O princípio e o fim são o centro.

No último caso, das questões individuais, os dramas e contradições que se revelam entre esses dois extremos, que são o centro pulsante de nossa existência, revelam a totalidade de nossa natureza. Totalidade essa que, muitas vezes, nos recusamos a enxergar, tamanho o ridículo que nos é revelado por elas.

CONSCIÊNCIA E ETERNIDADE - Segundo Boécio, a eternidade seria a possibilidade de vermos as imagens de todos os tempos num único instante. Tal possibilidade, a mim ao menos, parece aterradora. Aliás, tente fazer isso: imagine-se no meio do limbo tendo diante de seus olhos a visão de tudo o que você já viveu. Ao menos os momentos mais grandiosos, mais terríveis e, claro, os mais ridículos, junto com as possíveis imagens de seus dias que estão por vir. Pois é, pode-se dizer que tal visão é um pequeno grão de mostarda dessa realidade frondosa que é a eternidade. Realidade que uns ignoram por leviandade e, outros tantos, por pura covardia.

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sexta-feira, 20 de março de 2015

ILUSTRAR-SE PARA ILUSTRAR

Por Dartagnan da Silva Zanela

UM DADO CABAL - A história nos ensina que ela raramente é consultada quando é excessivamente citada como fonte inconteste de autoridade. Ela mesma demonstra que somente idiotas que nem mesmo completam, e nem mesmo pretendem completar, a sua educação doméstica agem assim.

CANJA DE GALINHA – Até algumas primaveras atrás, existia um negócio que as famílias sentiam-se obrigadas a dar para os seus. Esse trem era a tal educação doméstica que consistia simplesmente no ensino das mais elementares normas de boas maneiras, de convívio nos mais diversos tipos de ambientes para se cultivar o bom trato com todos, sejam nossos iguais ou não.

Bem, ao que tudo indica, muitas famílias abdicaram da transmissão desse simplório saber. Ou seriam as crianças, jovens e adultos que abandonaram o seu uso? Não sei dizer.

Mas uma coisa é certa: muitas pessoas, mas muitas mesmo, não sabem estar em um lugar sem colocar-se como o centro de todas as atenções. Seja numa sala, biblioteca, mercado, ônibus, calçada, shopping, pouco importa, lá vemos indivíduos agindo sem a menor consideração com aqueles que partilham o mesmo espaço, como se tudo existisse para elas disporem como bem entenderem.

Quando aos outros, esses seriam apenas, em sua imaginação egolátrica, objetos que adornam o ambiente, não carecendo ter por eles um mínimo de respeito humano que seja. Tanto é assim que, se elas são lembradas das mais elementares normas de convívio, rapidamente reagem de forma bestial, indignadas, ou com chacotas, por terem sido ofendidas em sua majestade umbilical.

É triste. Sei disso. Mas, infelizmente, é verdade. Uma triste realidade.

BINGO - A sensatez carece de limites razoáveis e claros para existir e avaliar-se. A estupidez também, porém, não para respeitá-los e mensurar as néscias ações e seus possíveis efeitos, mas sim, para escarnecer deles, dos limites, ao mesmo tempo em que o parvo enaltece a si próprio em sua boçalidade.

VANITAS - São Josemaria Escrivá nos lembra, vivamente, que nunca devemos ter medo de dizer a verdade. Nunca. Porém, o mesmo adverte-nos que não podemos esquecer que, em muitas ocasiões, é melhor calar por caridade para com o próximo.

Pois bem, mas em que medida nós realmente procuramos conhecer a verdade? Em que medida o amor à verdade nos move a procurá-la? Em que proporção é o amor ao próximo que nos leva a comunicar ou calar algo? Hum? Oh! Vaidade das vaidades! Como pode ser tudo tão porcamente maculado pela vaidade.

DOIS PESOS - Algumas pessoas ficam indignadas com a mera ventilação da possibilidade de termos a presença da Sagrada Escritura numa escola pública por ferir, no entendimento delas, a tal laicidade da referida instituição.

Sim, o Estado é laico, as sociedades não o são. Doutra parte, por ser laico, o Estado deve representar os valores cultivados pela sociedade, não impor os valores que são quistos por um e outro grupelho politicamente organizado que atue junto às potestades estatais. Essa segunda atitude, pra bom entendedor, não é democrática, mas sim, uma impostura totalitária mal disfarçada.

De mais a mais, é curiosa a estranheza que se manifesta frente à possível transmissão duma ínfima parte do legado Judaico-cristão ao mesmo tempo em que se silencia diante da ostensiva doutrinação marxista, materialista e niilista que se faz através das mesmas instituições ditas laicas.

E há décadas temos isso envenenando nosso sistema educacional. Entra Chico, sai Francisco, o discurso único marxista permanece (des)norteando a educação brasileira e poucos são os que ousam combater esse óbvio ululante. Pouquíssimos. Mas quando o assunto é a possível leitura da Bíblia aqui ou acolá, sobram valentes de ocasião, sejam eles piolhos de Marx ou não.

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quarta-feira, 18 de março de 2015

CRETINICES À PARTE

Por Dartagnan da Silva Zanela

O MELHOR REMÉDIO - Opinar é fácil. Para tanto, não é preciso nem pensar. Basta repetir frases feitas e nelas acreditar. Compreender o que falou não é necessário, haja vista que, para alguns, é pedir até de mais. Nesses casos, sejamos francos: se não temos nada de valor pra dizer, o remédio é calar. Ficar bem quietinho e, quem sabe, começar a estudar.

CRETINICE VERMELHA - Quanto mais uma ideologia totalitária parasita nossa alma, mais confusa se torna a nossa percepção da realidade. Quanto mais apegado ao espírito de credulidade canina aos ditames dum partido desse naipe, mais histriônicas se tornam as nossas reações diante dos fatos, chegando ao ponto de projetar sobre os outros a imagem de nossos anseios mais profundos e a semelhança de nossos porcos sonhos. Resumindo: quando a turminha vermelha acusa o povo de querer uma ditadura estão apenas projetando sobre esses os seus desejos pérfidos de implantar uma ditadura. Vermelha, é claro.

AINDA SOBRE A CRETINICE VERMELHA - Quando o pessoal que tem duas mãos esquerdas fica dando chilique, dizendo que quem está clamando fora Dilma e fora PT seriam reles golpistas que desejam a implantação duma ditadura, eles estão literalmente invertendo o significado do cenário político atual. Invertendo da maneira mais canalha imaginável.

Quem diz que ditaduras totalitárias como a cubana, chinesa, da Coreia do Norte e tutti quanti são “governos populares legítimos” são eles, não o povo que foi às ruas. Quem idolatra assassinos sanguinários como Che Guevara, Fidel, Stálin, Chávez, Maduro, Mao Tsé Tung e etc., são bem eles, não quem grita fora Dilma. Quem ignora que o marxismo, no correr do século XX, matou mais de 200.000.000 de pessoas para implantação duma ditadura permanente sob a falsa-promessa da criação dum reino de perfeição aqui na terra é justamente esse povinho que fica dando piti “democrático”. Quem diz que uma democracia é boa desde que eles tenham o controle total do poder político e econômico são justamente aqueles que fazem ouvidos loucos para os clamores das ruas.

Os vermelhinhos acham tudo isso lindo, idolatra o democídio marxista, anseiam com toda força de seus sombrios corações pela implantação dessa tragédia em nosso país e em toda América Latina. É isso o que as atas do Foro de São Paulo atestam. É isso que eles expressaram quando declararam que almejam “recuperar na América Latina o que eles perderam no Leste Europeu”.

Por fim, o povo que foi às ruas quer o impeachment da presidente e se libertar dos tentáculos totalitários do projeto de poder que ela representa. Esse povo quer apenas uma república democrática e razoavelmente decente. É apenas isso. Nada mais do que isso.

Quem quer a consolidação de uma ditadura são justamente aqueles não param de ficar apontando o dedo imundo na cara de todos aqueles que não acreditam em suas rubras crendices ideológicas pateticamente perigosas. Ponto final.

REVISANDO - Um manifestante apareceu nas ruas com um cartaz onde apresenta uma revisão de famosa sentença de Antoine Lavoisier. Agora ela deve ser lida assim: "Em Brasília, nada se cria, nada perde, tudo se desvia".

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terça-feira, 17 de março de 2015

A HISTÓRIA – UMA ILUSTRE DESCONHECIDA

Por Dartagnan da Silva Zanela


UMA NOVA OPOSIÇÃO - Definitivamente o povo brasileiro compreendeu com grande clareza que o nosso país não carece apenas de um novo governo, do fim do comuno-petismo, mas sim e urgentemente, de uma nova oposição, duma verdadeira oposição ao protejo de poder que está em curso. Projeto esse que o tucanato não dá o menor sinal de querer seriamente combater.

BRAVA GENTE - Os cidadãos brasileiros, unicamente munidos com seus corações e dignidade, mostraram a sua cara, pintada ou não, para dar o seu recado, pra expressar claramente o seu não ao projeto de poder do Foro de São Paulo. As ruas transpiraram esperança e coragem. Bravíssimo!

Doutra parte, até o momento, a oposição brindou a sociedade brasileira com uma clara demonstração de fraqueza, covardia e inanidade política frente ao projeto comuno-petista que está sendo repelido maciçamente pelos brasileiros.

Por isso, aos primeiros, os louros da honradez merecida. Aos segundos, o desprezo silencioso é muito mais do que é devido ao seu desonroso demérito.

REGALO DA VIDA - Sempre que um caboclo opina sobre um assunto político e começa dizendo que não têm posição alguma, pode ter certeza: é treta. Pode crer que é um comuno-petista inconfesso ou, no mínimo, um simpatizante agonizante, porém, em hipótese alguma, você tem diante de seus olhos um sujeito “neutro”. O sujeito apenas diz isso pra florear, fazer pose de detentor duma autoridade que não possui e que, possivelmente, jamais terá.

De mais a mais, em regra, os supostamente neutros, que simulam estar acima do bem e do mal, desmarcaram-se sozinhos com aquelas frases prontas, típicas, do gênero: o imperialismo americano é isso ou aquilo, no Brasil sempre houve isso ou aquilo, a elite é assim e assada e por aí segue o andor. E sempre, sempre mesmo, afirmam que todos aqueles que conhecem um pouco de história, essa ilustre desdenhada, sabem isso ou aquilo sobre a "direita", sobre o "imperialismo" e tutti quanti. Aí, meu amigo, quando se está diante dum caboclo desse naipe, as gargalhadas, ou as lágrimas, ficam ao gosto do freguês.

E o gozado é que esses sujeitinhos, na maioria absoluta dos casos, nunca leram um único tratado de história em suas vidas. Falam de boca cheia da História dos EUA sem nunca tê-la estudado. Referem-se garbosamente a história de nosso país, desconhecendo-a vergonhosamente. Enfim, manifestam sua nulidade humana de maneira absolutamente soberba sem perceber o ridículo a que estão se expondo.

Fazer o que? O que é do gosto é regalo da vida.

RIA PRA NÃO CHORAR – Com toda certeza todos já viram uma e outra notinha aqui e acolá dizendo que as pessoas deveriam ter mais umas aulinhas de história sobre isso ou aquilo, que esses e aqueles sujeitos deveriam estudar a mestra da vida por isso ou por aquilo. Umas graças. Quem vê essa gente falar, tem a impressão de que os fofos são assíduos estudiosos da matéria. Mas não o são. Não mesmo. O que eles sabem mesmo, de cor e salteado, é uma e outra frase de efeito, um e outro jargão politicamente-correto e tchã-tchã! E com isso temos um cidadatonto criticamente deformado, cheio de opiniões vazias sem nada de substancial na cabeça. Enfim, se eles realmente soubessem tanto quanto imaginam saber, se realmente fossem tão esclarecidos quanto querem parecer, o Brasil não teria se tornado esse vergonhoso trem fuçado. Não mesmo.

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domingo, 15 de março de 2015

UM NOVO BRASILEIRO

Por Dartagnan da Silva Zanela

A RUBRA FÉ - Democracia comuno-petista é assim: eles podem protestar, gritar, pedir impeachment, fazer o diabo (como disse Lula), que isso é legal, democrático e legítimo. Porém, se alguém discordar deles, aí eles gritam, histericamente: "isso é conspiração fascista"! Se os indivíduos forem petulantes ao ponto de protestar e mesmo de pedir o impeachment da presidente, aí o bicho enfeia. Eles dizem: "É golpe fascista! Ultradireitista! Alienados"! E por vai. Enfim, democracia comuno-petista é isso mesmo: deve-se concordar caninamente com tudo que o partido dita. Não aprovar o que é ditado por ele não faz parte do democrático vocabulário do credo vermelho.

UM BOM REMÉDIO - A manada vermelha não se cansa de repetir que aqui e acolá, existem lideranças ocultas, bem ocultas, de caráter fascista, nazista, racista e escambau a quatro. Tão ocultas que só eles que são muito, mas muito críticos podem ver. Se essas sinistras figuras secretíssimas existem e estão presentes entre nós, então, urgentemente, deem o nome dessas pessoas e apresentem as provas necessárias que comprovem cabalmente a existência dessa conjuração macabra. Caso contrário, se for pra continuarem com as velhas e gastas insinuações levianas, que lhes são típicas, façam um favor pra si mesmos: calem-se.

RECADO ENTREGUE - Dilma! Lula! Saiam pra rua! Pelo menos mostrem seus rostos numa janela! O povo brasileiro tem um recadinho para lhes entregar.

O SOL BRILHA - A grande mídia e muitas autoridades constituídas, durante meses a fio, ficaram colocando panos quentes em toda a situação que escandaliza o país. Ficaram esse tempo todo tentando tampar o sol com “notícias” e, enquanto faziam isso, as redes sociais sinalizavam o contrário. As redes apontavam para a realidade que qualquer um que use os olhos pra ver, enxergava. E hoje, as ruas confirmaram a realidade denunciada pelas vozes da internet explodindo o simulacro de normalidade pacata que era midiaticamente pintada e institucionalmente vendida. Não é à toa que hoje, do Oiapoque ao Chuí, o sol brilha majestosamente.

JÁ RAIOU NO HORIZONTE - As ímpias falanges vermelhas não mais impõe medo ao povo desse país. As hordas massificadas estão dissolvendo-se na flacidez de suas mentiras gastas e de suas ideologias totalitárias tocas. Eles não mais enganam ninguém com os seus chiliques afetados de indignação fingida. O povo brasileiro foi pra rua sem nenhum deles e contra todos eles. As pessoas de bem, irmanadas, colocaram-se, juntas, pra caminhar em direção dum novo horizonte que começa a raiar no Brasil.

UM CAMINHO INDISPENSÁVEL - É mais do que legítimo sonhar alto. É realmente necessário que elevemos nossa voz para que o nosso clamor possa ser ouvido nos mais distantes planaltos. Todavia, é imprescindível que nos elevemos em dignidade e verdade para que estejamos à altura de nosso brado e possamos corresponder à justiça exigida pelo eco de nosso clamor. E, ao que tudo indica, é por esse caminho que a brasilidade está seguindo. Um novo caminho para escrevermos uma nova história para nosso entristecido país.

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ARRANCANDO PELA RAIZ

  Por Dartagnan da Silva Zanela

É BEM ISSO - O Brasil merece muito mais do que o PT e seus asseclas são capazes de oferecer. Muito mais do que eles querem nos legar.

FORMALIDADES À PARTE - Diga não ao totalitarismo que condena o individuo a aniquilar-se no meio das massas. Diga não ao democratismo de partido único, mancomunado com legendas fisiológicas, que diz ser a voz do povo ao mesmo tempo em que o vilipendia descaradamente. Diga não a todas as formas de ditaduras marxistas, principalmente àquelas que se fantasiam com formalidades democráticas para esconder o horror de sua verdadeira face e o terror de sua inegável natureza.

DITADURAS À PARTE – A internet está cheia de comentários que afirmam, categórica e taxativamente, que os cidadãos que estão contra a governança comuno-petista, que pedem o impeachment da presidente, clamam por uma ditadura verde-oliva. Bem, não dá pra esperar nada diverso vindo dessa gente de baixíssimo calão.

          Na real: as pessoas que agora se manifestam estão contra o projeto de poder totalitário que vem sendo implantado em nosso país sob a coordenação do Foro de São Paulo e tudo o que essa organização representa (corrupção, degradação das instituições, desorientação econômica e tutti quanti).

         Esses cidadãos não estão pedindo uma ditadura, mas sim, lutando para que uma não venha a se consolidar em nosso país. É isso e não outra coisa. E todo aquele que tenta colocar palavras distorcidas na boca dessas pessoas, esses sim, cínica e inconfessadamente, sonham com a implantação duma ditadura rubra em nosso país, similar a que há na idolatra Cuba que tanto empolga as fantasias ideológicas dessas pessoas que nada sabem de história, nada mesmo, apesar de ficarem fazendo pose afetada de supostos conhecedores.

O GARGALO DA QUESTÃO - Ditaduras à parte, os milicos voltaram para as casernas faz algum tempo. Castro, por sua deixa, é o ditador que a mais tempo está no poder nas Américas. O caboclo não larga o osso de jeito nenhum. Isso sim é que é democracia de verdade, não é mesmo companheiro?

         A ditadura totalitária do Coma-andante matou mais gente inocente e manteve (e mantém) mais prisioneiros políticos que todos os governos militares brasileiros juntos e, mesmo assim, muita gente no Brasil que tem orgasmos múltiplos quando vê o barbudinho do Caribe e, ao mesmo tempo, diz amar a democracia. E dizem isso jurando com os pés juntos! Danados.

         Por essas e outras que a democracia dessa gente tem tanto valor quando uma nota de três reais.

PRA ISSO MESMO - Eu só quero é ser feliz e não mais ver a Dilma governando o nosso país e poder me orgulhar e ver todos os petralhas atrás das grades porque lá é o seu lugar.

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sábado, 14 de março de 2015

PINO DE PATROLA DE PEQUENA BITOLA

Por Dartagnan da Silva Zanela

VEM QUE VAI - O dólar e os impostos subiram. Meu brasílico sangue também. Meus olhos tem vergonha do que veem, minha alma estremece diante do império da desfaçatez rubra que fez meu amado país cair tão melancolicamente nessa triste noite escura que os sicofantas tanto querem que não tenham fim. Eu quero, sim, o fim dessa ópera bufa. Não quero saber dessa conversa fiada de “pátria grande”. Basta de cascatas bolivarianas! Quero, hoje e sempre, que minha Pátria amada seja honrada, que ela não mais seja vilipendiada por nenhum covil. Enfim, quero menos idolatria bolivariana e mais Brasil.

E TE DIGO UMA - Quer levar o Brasil pro beleléu? Então vá pra Cuba pentear a barba de Fidel. Detesta nossa Pátria amada? Então vá pra Havana limpar privada.

E TE DIGO OUTRA - Ir pra Miami limpar privada é mais interessante que ir pra Havana e viver como a barata de Kafka.

E TE DIGO MAIS - Prova de desamor pelo Brasil maior não há que fazer o país cubanizar-se desgraçando as futuras gerações.

SEM RODEIOS - Qualquer forma de respeito por uma “democracia” com vocação para instauração dum regime de partido único é uma confissão de insensatez desmedida ou de cumplicidade canalha. Qualquer meio termo sobre esse ponto não passa duma palhaçada sem graça.

A HISTÓRIA ENSINA SE FOR ESTUDADA – Militontos, de todos os matizes e colorações, adoram olhar para os cidadãos comuns, com aquele apolíneo ar de desdém, e dizer que eles deveriam conhecer um pouco mais de história antes de abrir a boca pra clamar qualquer coisa. Como eles adoram fazer isso.

Todavia, essas gracinhas, que imaginam conhecer tão bem a história de nossa nação e toda humanidade, na verdade, apenas decoraram algumas palavras de ordem e outro tanto de frases feitas para rotular os seus desafetos ideológicos e, pasmem, pra fingir que entendem alguma coisa. Frases e cacoetes esses que eles imaginam ser a mais transparente verdade histórica, mas que, na real, não passam duma forma pouco refina de ignorância voluntária.

Isso mesmo! Pergunte aos fofinhos quantos livros eles leram a respeito da história recente do Brasil. Quantos? Quantas versões sobre os fatos, que eles dizem conhecer tão bem, eles leram? Não é muito difícil de saber a resposta para essas perguntas, não é mesmo? As referências desses tipos humanos são, geralmente, tão limitadas quanto seu amor às liberdades democráticas.

Falando-se nos conhecimentos históricos desses presunçosos conhecedores, seria interessante, também, fazer as mesmas indagações a respeito da história do movimento revolucionário que eles amam com tanta paixão. Pois é, quantos livros, sobre o assunto, os queridinhos leram? Quantas interpretações da tragédia vermelha eles conhecem? Que coisa, em? Isso sim é que é conhecimento criticamente construído.

Enfim, é essa gente vazia, de minguada honestidade intelectual, que gosta de passar pito nos outros posando de profundo conhecedor de algo que eles nunca pararam para estudar e compreender e que, no fundo, desprezam de maneira calhorda e inconfessa.

DEMOCRACIA DE MILITONTO – A palavra democracia, no cenário atual de nossa república de triste figura, é literalmente uma expressão sem significado. Muitas vezes, dependendo da boca que a evoca, sinaliza o contrário de sua realidade originária. Por exemplo: quando um idólatra marxista que acha a ditadura cubana a coisa mais linda do mundo e considera a tirania totalitária que impera na Coreia do Norte uma democracia incompreendida abre a boca pra dizer que está defendendo as liberdades democráticas, afirmando que todos aqueles que contrariam as suas crendices ideológicas são golpistas, cuidado! Cuidado com o democratismo dessa gente porque eles não amam nenhuma liberdade e desprezam a democracia. Para esses indivíduos, democracia e liberdade, são o avesso da liberdade e o contrário da democracia. Basta ouvi-los falar entre os seus para constatar essa tosca verdade.

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sexta-feira, 13 de março de 2015

FINO FEITO PINO DE PATROLA


Por Dartagnan da Silva Zanela


NO MOMENTO – A arrogância sempre precede a queda. Sempre. E, no momento, tanto petistas quanto tucanos encontram-se imersos em sua soberba. Por isso, a pergunta que não quer calar é: quem cairá primeiro? Quem? O que for menos ousado. Em termos de envaidecimento ambos estão empatados, porém, gostemos ou não de admitir, nós sabemos muito bem em qual dos lados o atrevimento abunda e no qual sobra timidez, não é mesmo?

DIRETO AO PONTO – O filósofo romano Sêneca ensina-nos que os gastos devem ser tão honestos quanto os ganhos. Porém, a regra não escrita que paira sobre nossa sociedade reza o contrário disso. Na melhor das hipóteses, prega uma caricatura bufa desse velho ensino que tem encontrado tantos obstáculos para deitar raízes nessa terra gentil habitada e vilipendiada por filhos tão ingratos quanto vis.

DAI TEMPO AO TEMPO – Da boca pra fora, aqui e acolá, em qualquer roda de conversa, todos somos capazes de nos apresentar como ardorosos defensores dos mais elevados e nobres ideais. Falar é fácil. Fazer cara de revoltado também não é difícil não. Porém, perguntar, a si mesmo, se realmente somos tão nobres quando os ideais que defendemos é coisa pra gente grande, não para moleques inveterados. E mais! Estar francamente disposto a encarar a verdade que a resposta a essa pergunta pode nos trazer é algo que, definitivamente, não é para homens de papelão com alma de geleia. Ponto.

NÃO TEM BARRIGA ME DÓI – Definitivamente, vivemos numa era de ressentidos. A auto vitimização é a regra geral em nossa sociedade, especialmente entre aqueles que se autoproclamam membros da faixa de pessoas mais esclarecidas, criticamente conscientes, de um monte de absurdidades e doutro tanto de fuleiragens.

Em resumidas contas, esses sujeitos, representativos dessa melindrosa época, imaginam que devem ser atendidos em todos os seus reclames frente ao mundo e que eles, por sua deixa, devem apenas minimamente contribuir para o bom andamento da circense vida em sociedade.

E não é apenas isso. Se alguém ousa lembrar esses indivíduos que não é assim que a banda toca e que eles, necessariamente, devem também dar a sua cota de sacrifício para o bem comum sem esperar que os demais façam o mesmo, mais que depressa fazem beicinho, carranca e mi-mi-mi. E assim procedem porque eles não são capazes de conceber que exista algo no mundo mais importante que o imediatismo de seu mundinho umbilical.

MAMÃO COM AÇÚCAR – Johann Goethe ensina-nos que pensar é fácil. Aliás, é facílimo. Qualquer idiota é capaz de fazer isso. Segundo ele, agir é que é difícil. Exige de nós a confrontação do que queremos com as limitações impostas pelas possibilidades. 
Entretanto, sermos capazes de agir conforme nossos pensamentos, de acordo com os nossos ideais, esperando de nós muito mais do que cobramos dos outros, seria, de fato, algo sublime.

Não é à toa que o referido poeta afirmava que apenas é digno da vida aquele que, todos os dias, corre ao seu encontro para combater. Combater o bom combate, com o coração em mãos e a luz do espírito nos olhos, para fazer valer cada segundo de nossa jornada por esse vale de lágrimas.

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quinta-feira, 12 de março de 2015

ENCURTANDO O CAUSO

Por Dartagnan da Silva Zanela


SEM ESCAPATÓRIA – Manter-se silencioso é um pré-requisito para o salutar cultivo da procura pela sabedoria. Literalmente, indispensável para o desenvolvimento de nossa caminhada pela estrada do conhecimento. Todavia, nas relações humanas não é bem assim que a banda toca. Nos ensina Camilo Castelo Branco que, em determinadas circunstâncias, o silêncio tem o peso duma confissão. Ele fala mais do que mil palavras. Isso mesmo! Após o grande silêncio dum estadista (ou pseudo-estadista), qualquer explicação proferida por ele, por mais sofisticada que seja, apenas confirma o que fora delatado pelo seu indecoroso silêncio.

UM PINGO DE AMOR PRÓPRIO – A egolatria nada mais é do que uma infantilização irascível da alma duma pessoa em idade adulta. O culto de si, por si e para si mesmo. E não precisamos duma dose cavalar de narcisismo para nos afogarmos nos mares de si. Para tanto, já é mais do que suficiente, uma pequena gota de amor próprio que, em resumidas contas, não passa dum velho conhecido nosso: o orgulho. Esse, ao mesmo em que nos faz ver em nós algo que, de fato, não o somos, também nos arma com um poderoso dedo acusador para os outros, acusando-os, muitas vezes, do mal que habita nosso coração. E, é claro, que nesse acusar, nos fazemos de vítimas por imaginarmos que o mundo é injusto por não atender nossas clamorosas, ou silenciosas, súplicas. E assim o é porque, como nos ensina Santo Agostinho, quando assim procedemos estamos confundido, trocando, se preferirem, o amor a Deus pelo amor a nós mesmos. Por isso o ideal seria se não tivéssemos nem um pingo de amor próprio, mas sim, pudéssemos nos perder num oceano de amor a Deus.

MANIFESTAÇÕES – No dia 13 de março de 1964, o então presidente Jango, juntamente com seus pares, realizou um comício para aglutinar as forças que o apoiavam em seu intento golpista. Nessa data, uma grande multidão tomou as ruas e, uma muito maior, recusou-se.

Essa segunda repudiava o governo em questão. Uma silenciosa multidão que, nessa noite, ao invés de partir para o quebra-quebra, ficou em casa. Essas pessoas apagaram as luzes de seus lares, acenderam uma única vela e lá ficaram, rezando, clamando por misericórdia. Velas que iluminaram essa triste noite escura de março.

Dias depois, ocorrem as marchas das famílias com Deus pela liberdade. Uma manifestação imensamente maior que o comício janguista. Os anos passaram e a memória foi obscurecida pelo ressentimento canhoto. Ressentimento que hoje impera em nosso país. Obscurecimento que almeja perpetuar-se ad infinitum em nossa pátria.

Atualmente muitos estão indo às ruas para protestar contra os desatinos governistas, outros tantos para apoiá-los, porém, quantos estão pedindo misericórdia ao Rei dos reis? Quantos? Infelizmente, hoje, ao contrário de ontem, sobra confiança nas multidões e nas ideologias totalitárias e falta, como falta, fé em Deus. Não só isso! Carece-se, e muito, de virtudes para vivê-la de maneira varonil.

Enfim, nesse dia 13, apaguemos as luzes de nossas casas, acendamos uma vela e rezemos devotamente a Deus clamando por misericórdia e, no dia 15, mostremos nossa cara iluminada pela nossa fé para expressarmos a nossa esperança de um Brasil melhor.

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terça-feira, 10 de março de 2015

APENAS PALAVRAS, PALAVRAS PEQUENAS

Por Dartagnan da Silva Zanela

O AMOR - O amor é uma luz que não deixa escurecer a vida. A luta de classes, por sua deixa, é uma revolta sombria e soberba contra essa luz. Uma sedição metafísica que perverte tudo e todos.

ESTAR À ALTURA – Na atualidade, é gritante, dum modo geral, a indignação das pessoas. Indignação essa, em grande medida, justa. Não há quem não faça um reboleio com seu pala frente aos escândalos atuais que causam toda ordem de calafrios morais de norte a sul do Brasil. Todavia, é necessário indagar: estamos à altura da justiça que tão clamorosamente reivindicamos? Estamos acima de nossos reclames? É bem provável que não. Então, que nos elevemos em dignidade em meio a toda essa turbulência, para que estejamos à altura dos desafios presentes. Para que nossa indignação seja transubstanciado em justiça e retidão.

PROGRESSO ATRAVANCADO – Uma questão me ocorre, digo, me inquieta, já faz algum tempinho, e que, agora, partilho através dessas míseras linhas. Não há dúvida alguma de que poucas foram as excelências que habitaram as esferas maiores da vida pública brasileira. Na verdade, as medianidades sempre abundaram nesses antros. Porém, atualmente, salta a nossas vistas o fato de que as excelências escafederam-se, as medianidades aumentaram significativamente e surgiu, no meio desse furdunço, uma grande quantidade do que poderíamos chamar de inframedianidades.

Contra essa chusma de insignificâncias investidas de autoridade levanta-se uma multidão que, por sua deixa, não são melhores do que aqueles que são identificados como sendo os piores. Bem provavelmente, dentre esses, que se encontram abaixo da linha dos piores, cedo ou tarde, alguns deixarão de ser indignados e tornar-se-ão ocupantes de postos de autoridades.

Diante disso, inquieto-me e pergunto aos meus alfarrábios: quanto tempo o Brasil ainda sobreviverá a isso? Sobreviverá a indignidade da nossa geração? Suportará ele a baixeza da galera que irá suceder a nossa? Pois é, as possíveis respostas que me ocorrem não me deixam nem um pouco esperançoso.

MENTIRA POUCA É BOBAGEM - Pior que ter de ouvir a mandatária maior dessa república dizer que o mundo está passando pela maior crise econômica da história desde a famigerada crise de 29 é saber que as hostes de militontos, juntamente com a raia miúda de idólatras simpatizantes, acreditam nessa patacoada todinha. Ouvem todas aquelas sandices, ditas de maneira inoportuna em rede nacional, e dizem, criticamente, para si mesmos: “é isso mesmo companheira comandata. 'Taca-le pau' na zelite”.

SÚMULA DE DESILUSÕES – Todo sujeito que vive gritando para os quatro ventos que devemos impreterivelmente mudar o mundo é um canalha. Todo indivíduo que diz que não está nem aí para o estado de penúria em que muitas vidas se encontram é um cretino. Não há escapatória.

E o são não pelo que cada um afirma, mas sim, pelo que ambos negam. Ambos, cada qual ao seu modo, negam a responsabilidade individual frente as pessoas que poderiam receber deles um gesto de misericórdia, por mínimo que fosse.

Cada um à sua maneira vê a si mesmo como sendo uma criatura impoluta que tem de conviver compulsoriamente em meio a uma sociedade que supostamente está abaixo de seu nível, sem perceber a miséria humana que habita seu coração e que é indiscretamente é revelada a todos através de sua indecorosa impostura.

Enquanto um afirma querer mudar tudo sem ser capaz de um gesto de generosidade sincera; o outro despreza tudo e todos sem reconhecer em sua indiferença uma das principais causas dos muitos males que rondam muitíssimas almas que peregrinam por esse vale de lágrimas.

Enfim, enquanto um diz amar a humanidade sem ser capaz dum gesto de amor, o outro afirma desprezá-la fingindo uma superioridade que não possui e ambos, cada qual ao seu modo, afogam-se, garbosamente, na mais tosca egolatria.

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segunda-feira, 9 de março de 2015

DESOSSANDO AS PALAVRAS

Por Dartagnan da Silva Zanela

QUE SEJA DITA - O relativismo moral e cognitivo é uma das piores pestes que atualmente nos fustiga. Uma das piores, mesmo, e lhe digo a razão: ele impossibilita qualquer diálogo humanamente razoável e esteriliza a inteligência em médio prazo.

Quando coloca-se a subjetividade individual, e/ou a de alguns grupelhos sociais, como sendo o centro irradiante de tudo, acaba-se, inevitavelmente, desdenhando-se a primazia da realidade. Ou seja: todos falam muito sobre toda e qualquer coisa, porém, cada um fechado em sua relativa alcova existencial, pouco importando se o que se diz tem ou não alguma correlação com a tal da realidade. Pouco importando a veracidade do que está sendo parlado.

Enfim, bastaria lembrar que não existe, como nos diz Santo Agostinho, esse troço de minha verdade e tua verdade, porque ela não é nem sua e muito menos minha. Ela independe de nós. Por isso, quando humildemente aceitamos que a realidade é mais ampla e complexa que nossa capacidade de compreendê-la, invariavelmente nós ampliamos nosso horizonte de compreensão. Porém, quando imaginamos que o mundo cabe, direitinho, em nossos tacanhos esquemas e cacoetes mentais, consequentemente tornamo-nos obtusos em relação a nós, a tudo e a todos, mesmo que imaginemos estar fazendo o contrário.

PODE SER QUE SIM - Se tudo é relativo, se tudo tem o mesmo valor e importância, porque devemos ouvir aqueles que dizem que tudo é relativamente igualzinho? Por que devo respeitar, em absoluto, a autoridade de alguém que diz que tudo é relativo? Por que? Só se for pelo mútuo respeito entre relativas nulidades, ou com base na reciprocidade entre ignorâncias relativamente presunçosas.

FATOS SÃO FATOS - O mais importante não é a forma como interpretamos os fatos, mas sim, os fatos. Se nós não captamos com razoável clareza o que está acontecendo diante de nossos olhos, pouco importa a interpretação que façamos. Por mais sofisticada que seja, a interpretação está sendo feita com base em informações equivocadas. Pior que isso! Podemos, também, captar com fidelidade tudo o que está ocorrendo diante de nossos olhos e, ainda, interpretar os ditos fatos duma forma delirante. Dum jeito ou doutro, sempre a primazia está com a realidade dos fatos, nunca com os sentimentos e ilusões que tenhamos com relação a eles. Esse é o ponto.

TUCANICE - Mais ou menos há dez anos atrás, frente ao escândalo do mensalão, os tucanado batia no peito dizendo que não queria caçar o mandado do então presidente da república, mas sim, que eles iriam levá-lo “sangrando” até o fim de seu mandato e derrotá-lo nas eleições. Bem, como todos sabemos, não deu certo. Lula foi reeleito, fez sua sucessora e reelegeu-a. Agora temos o petrolão que, ao que consta, reduz o mensalão a um caso para tribunal de pequenas causas. Diante disso, o que diz o tucanado? Adivinhem? Que eles não querem o impeachment de Dilma, mas sim, levá-la sangrando até o fim de seu mandato. Pois é, errar é humano, persistir no erro e recusar-se a não aprender com a experiência é tucanice.

SIMPATIZANTES E MILITONTOS -  Seria interessantíssimo se muitas pessoas, mas muitas mesmo, realmente parassem pra ler e entender o que chega até suas vistas antes de começarem a ter urticárias de pseudo-indignação. Pessoas desse naipe furado, quando leem algo que contrarie seus brios, ao invés de esforçarem-se para compreender o que está sendo dito preferem dizer o que elas acham que está sendo apresentado, reagindo sempre com sete pedras numa das mãos, um tanto de palavrinhas e factoides na outra e nada em suas cabeças, só pra contrabalançar a confusão (depre)cívica que impera em suas almas.

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domingo, 8 de março de 2015

PALAVRAS AO MOLHO MADEIRA

Por Dartagnan da Silva Zanela

[i] A história é uma juíza? Não. Nossa consciência individual o é. Ela, a história, é apenas espécie de advogada que pode militar pela procura da verdade, ou simplesmente advogar a causa duma das partes. Neste segundo caso, a mestra da vida é a mais corruptível e a maior corruptora força que atua sobre a sociedade deformando sorrateiramente cada consciência humana em particular.

[ii] Adverte-nos o Pe. Argenor N. Marques que: “Os meninos acostumados desde os primeiros anos a não ter o temor de Deus, por não conhecê-lo, não poderão jamais suportar nenhuma regra de bem viver; e, habituados desde a infância a não recusar coisa alguma às suas paixões, facilmente serão arrastados às sedições populares, às revoluções e à toda a sorte de desatinos. Uma vez corrompido o espírito com doutrinas errôneas e perversas, infiltra-se nas veias, no coração e até na medula dos ossos a corrupção dos costumes”.

Essas palavras, meu caro, foram publicadas em 1952 e, infelizmente, fazem eco nos ouvidos de todos aqueles que, hoje, procuram ver, estarrecidos, com seus próprios olhos, o pantanoso labirinto moral, espiritual e societal em que nos encontramos.

[iii] Socialismo é apenas uma ilusão demoníaca.

[iv] Renunciar não seria, de modo algum, uma demonstração de fraqueza. Esse seria, sim, um gesto de grandeza. Renunciar, com uma voz imponente, a tudo que está comprometendo a presidência e a nação seria um ato de estadista que afirma a soberania da nação e das instituições renegando a si mesmo e ao projeto de poder que é representado pela sua presença junto a presidência. Terá a senhora presidente essa grandeza? Provavelmente não. A magnificência e a magnanimidade não são, nem de longe, marcas distintivas de seu partido. Pra falar a verdade, tais marcas são ilustres desconhecidas das facções políticas que se digladiam nas arenas partidárias hodiernas de nosso entristecido país.

[v] Quem semeia a discórdia com pose de imaculado não sabe, nunca soube, o que é o tal do respeito. Dignidade, muito menos. Quem semeia o medo na sociedade e atiça os ânimos das multidões ideologicamente adestradas, para defender seus interesses escusos, não passa dum indisfarçado carniceiro, por mais títulos de doutor honoris causa que lhe tenham indignamente dado.

[vi] Educação universal obrigatória é uma monstruosidade tão grande que, para existir, necessita de toda ordem de subterfúgio erístico, propagandísticos e burocráticos para tentar disfarçar e justificar tamanha impiedade compulsória.

[vii] Somente imbecis querem mudar o mundo. Somente tolos acreditam que seu ódio classista os torna pessoas melhores. Somente pervertidos de corpo e alma acreditam sinceramente que tornam-se melhores que seus adversários, nessa ciranda infernal que eles chamam soberbamente de luta de classes, odiando-os mais do que odeiam a si mesmas.

[viii] O amor ao próximo repara o mal que há em nosso coração e torna possível uma relação dignamente humana entre nós e nossos semelhantes. O ódio de classes (luta de classes) apenas aprofunda o mal que habita o nosso coração e amplia os abismos que existem entre nós e todos os outros, reduzindo a vida a um patamar infra-humano.

[ix] O caráter não pode se desenvolver bem na facilidade e tranquilidade. Bananas e pamonhas são formados nesse tipo de ambiente. Somente através da experiência, das provações e do sofrimento que a alma humana pode ser reforçada e elevada em dignidade e verdade. O resto é conversa fiada.

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quinta-feira, 5 de março de 2015

PALAVRAS DESOSSADAS

Por Dartagnan da Silva Zanela

[i] Muitas vezes perguntam-me o que penso a respeito do Espiritismo. Muitas mesmo. Quando indagado sobre o assunto, invariavelmente recomendo a leitura do livro “O erro espírita” da autoria de René Guénon. O melhor livro sobre o assunto, na minha insignificante opinião.

Mas, em resumidas contas, o que ele nos diz a respeito do assunto? O fenômeno central no espiritismo é um fato, porém, explicado e interpretado de maneira equivocada.

Vejamos: um médium recebe uma entidade e comunica-se com os vivos. Nesse processo, o sujeito fica inconsciente enquanto a entidade apossa-se, momentaneamente, de seu corpo para parlar. Esse, em grossos traços, é o fenômeno, mas o que é isso? Aí é que entra a interpretação e/ou explicação do fenômeno. É justamente nesse ponto que a porca torce o rabo.

Pode ser a tal mediunidade, como também pode ser  sonambulismo, hipnose, magnetização, mentalização, indução ao estado de transe, dupla ou múltipla personalidade, possessão demoníaca ou, simplesmente, fingimento. Independente do que seja, não é algo simples e inofensivo, gostemos ou não disso.

Doravante, qualquer uma explicações para o fenômeno é plausível e, por isso, deveriam ser averiguadas é necessariamente sofrer uma avaliação imparcial. Porém, dum modo geral, muitos optam pela primeira.

Outra coisa: Guénon adverte-nos, entre outras coisas, que a mediunidade (fenômeno) é mais perigoso que sortilégios e magia. Nesse caso, o sujeito procura se proteger das forças que está manipulando (supostamente ou não), no outro, encontra-se inconsciente.

Enfim, se esse é um assunto que lhe inquieta, recomendo vivamente a leitura desse livro: O erro espírita, de René Guénon. É isso. Ponto.

[ii] Uma vontade enfraquecida pela carência de autodisciplina leva, necessariamente, a uma personalidade fragmentária, incapacitando o sujeito de realizar qualquer ação duradoura. Nesses casos, a palavra perseverança não é apenas uma ilustre desconhecida. É uma impossibilidade efetiva.

[iii] Em regra, na sociedade moderna, quando se fala em amor, quando evoca-se sua primazia dele nas relações humanas, isso é feito de maneira leviana e indevida.

Hoje, quando fala-se no tal do amor, na verdade, como nos ensina São Josemaria Escrivá, confunde-se ele com todo e qualquer impulso para autossatisfação, com todo e qualquer impulso para contemplar e satisfazer de modo egoísta a nossa própria personalidade (ou o trem fuçado que ocupa nossa alma a ausência dela).

Resumindo: o que hoje é nominado pela alcunha de amor não é o sacrifício gracioso pelo amado, mas sim, a reles satisfação egolátrica dos nossos prazeres como se isso fosse o centro da vida. Como se isso fosse a finalidade última de nossa existência.

[iv] Tudo que tem uma finalidade digna tem minha simpatia e, em alguns casos, minha adesão. Tudo que não uma tenha finalidade clara, de mim apenas conquista meu indecoroso desprezo. Agora, qualquer coisa que objetiva realizar qualquer propósito escuso, encontrará em mim um irascível inimigo.

[v] O filósofo Olavo de Carvalho nos ensina, já faz muito, que o único abrigo da verdade e da espiritualidade é a consciência individual. Essa é a nossa única trincheira para nos abrigarmos e nos defendermos dos assédios das ideologias alienantes e das multidões idiotizantes. 

[vi] Apreciamos algumas coisas por consideramos boas e desprezamos outras tantas por julgarmos que sejam ruins, porém, agimos assim levando em consideração apenas sua aparência, volúvel e momentânea, ou os fins últimos a que esse algo se destina? Verdade seja dita: a aparência de qualquer coisa muito nos revela, porém, algo é, fundamentalmente, bom ou ruim, pelos fins a que se propõem realizar, pouco importando a aparência que tenha.

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quarta-feira, 4 de março de 2015

APENAS UMA ANÁLISE DESCONJUNTADA

Por Dartagnan da Silva Zanela


[i] A densidade da alma deve estar à altura da intensidade do papel social que o indivíduo tem por intento realizar. Quando não há essa correlação de grandezas a mediocridade se impõe.

[ii] Não é preciso muito esforço para indignar-se, hoje, em nosso país. Não mesmo. Porém, vale lembrar que a mera indignação não sinaliza para a resolução da situação que nos leva a estarmos nesse estado. Ela é apenas o gatilho para uma série de ações e reações que podem vir de todas as direções e com os mais variados sentidos e tons.

Mais importante que a combustão cívica gerada é cultivar, urgentemente, uma clara compreensão do cenário atual, saber quais são os meios efetivos de ação que temos em mãos, quais podem ser efetivados e, principalmente, conhecer muito bem o que deve ser combatido e com quais meios. Saber quais são os mais eficazes.

Claro que não são poucos que consideram isso irrelevante. Sei disso. Porém, somente tolos entram numa luta política sem um prévio planejamento estratégico calcado numa sólida análise de conjuntura e numa aguda visão do horizonte de contingência. É isso. Apenas isso. Nada mais do que isso.

[iii] Uma das coisas mais danosas para inteligência humana são as rodinhas de botequim onde, após algumas ampolas de cerveja, os especialistas em todo e qualquer assunto manifestam-se. Eles batem a mão no peito, na mesa, elevam o tom da voz e capricham na pose, como se estivessem a discursar num parlamento.

Nesse ambiente, o que sobra em afetação, boçalidade e ignorância sobre os assuntos discutidos, falta em sinceridade, haja vista que a atenção exigida para o que se fala é infinitamente maior do que a atenção que é dada por todos os falantes ao assunto que é objeto da falação.

Resumindo: ambientes como esse são perfeitos para almas levianas, amantes de opiniões vazias, porém, impróprios para aqueles que, sinceramente, querem realmente conhecer algo e que não estão nem um pouco dispostos a desperdiçar o seu tempo.

[iv] Muitas vezes, quando adentramos um ambiente de convívio comum, um espaço público, defrontamo-nos com pessoas que portam-se como animais. Algumas vezes de maneira pior.

Trocando por dorso: infelizmente, com uma frequência maior que a desejada, somos obrigados pela força das circunstâncias a conviver com pessoas desprovidas dos rudimentos elementares duma razoável educação doméstica.

Paciência. Fazer o que? Não se pode exigir de outrem o que nunca lhe fora oferecido. Não é possível exigir, de pronto, uma postura contraria a que lhe fora transmitida em seu berço. Por isso, em princípio, se estivermos atolados numa situação similar a essa, sejamos pacientes para com essas confusas e conflitantes almas, tão carentes de atenção, quando de substância humana.

[v] Não sou revoltado, nem revolucionário, nem reacionário, nem libertário, não nenhuma dessas patacoadas dessas. Sou apenas eu mesmo em minha soturna luta diária para absorver as circunstância em que me encontro. Sou apenas uma alma a procura de salvação. Sou apenas eu mesmo lutando para não ser destruído pelas circunstâncias que lavoram para assaltar minha alma e desfibrar meu caráter.

[vi] Não se melhora nada defendendo, de maneira irascível e histérica, privilégios corporativistas, sejam eles custosos ou não ao erário.

Somente é possível melhorar alguma coisa quando instaura-se critérios meritocráticos para realização de ações com finalidades concretas estabelecidas para serem realizadas em curto e médio prazo.

E isso. Ponto. O resto é conversa fiada de baderneiro inconfesso fazendo posse de cidadão.

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segunda-feira, 2 de março de 2015

NA MIRA DA PENA E DO TINTEIRO

Por Dartagnan da Silva Zanela


[i] Muitas pessoas batem no peito para dizer que tem opinião própria e que não estão a macaquear ninguém. Chega ser bonito de ver a demonstração de macheza "intelectual".

Hormônios retóricos e esteroides mentais à parte,  vejamos no seguinte: já repararam que os caboclos que insistem em dizer que pensam exclusivamente com suas próprias moringas apenas dizem o que sua patota ideológica repete incansavelmente? Notaram que essa gente, de “opinião criticamente própria” preocupa-se mais em parecer bonitinha do que em ser verdadeira? Perceberam que esse gente tão independente em seus pontos de vista preocupa-se muito mais em parecer inteligente do que agir como tal?

E, no frigir dos ovos, quando essa gente está a beira do precipício da realidade, quando estão prestes a ter o seu embuste existencial desmascarado, afirmam gritando, fazendo saltar as veias do pescoço, que todos os que ousam contrariá-los não passam de fascistas ou, no mínimo, dum bando de alienados. Pois é, fazer o que?

[ii] Para encontrar alguma ordem no mundo, ou impôr alguma, é imprescindível que antes coloquemos ordem em nossa alma. Uma pessoa perturbada, com sua vida interior desordenada, apenas será capaz de externalizar a sua confusão, mesmo que creia piamente estar fazendo o contrário disso.

[iii] Frequentemente nos queixamos dos incômodos que nos são causados por uma e outra pessoa, sejam elas integrantes de nosso círculo íntimo ou não. Enfim, esse detalhe pouco importa. O fato é que com maior ou menor intensidade nos entregamos a esse rito sadomasoquista que intercala queixas e lamentos. Diante disso, seria interessante perguntarmos o seguinte: se não somos capazes de suportar as esquisitices e descomposturas dos outros isso quer dizer que estamos dispensando todas as pessoas de terem de suportar as nossas? É isso? Pois é, meu caro Watson, por essas e outras que Goethe dizia que aquele que é incapaz de suportar pequenas injustiças não está preparado para a vida civilizada e, principalmente, não faz a menor ideia do que seja a tal justiça quando a reivindica em seu favor.

[iv] O brasileiro sempre cultivou uma saudável margem de tolerância para com toda ordem de deslizes, fossem eles voluntários ou não, sejam eles de ordem pública ou privada. Porém, atualmente a patifaria e a safadeza vararam bem longe dos limites da compreensão. O trem da corrupção ganhou um upgrade profissional insuportável, tornando a atmosfera brasileira pesada e asfixiante. A situação tornou-se intolerável e toda pessoa com um mínimo de decência percebe que do jeito que está o Brasil não pode mais ficar. Tornando ou não manifesta a sua indignação, toda pessoa com um mínimo de vergonha na cara sabe disso. Detalhe: os corruptos também o sabem, mesmo que insistam em dissimular o contrário.

[v] Quando perdemos no senso das proporções, quando desdenhamos a primazia da realidade, inevitavelmente acabamos por mutilar nossa consciência, deformar nossa inteligência e por nos rebaixar abaixo do mínimo que se espera dum ser humano.

[vi] A canalhocracia só é possível porque as pessoas medianamente descentes são miseravelmente covardes enquanto os canalhas são formidavelmente ousados.

Os canalhas, no fundo, não são de nada, mas dissimulam ser alguma coisa de maneira tão convincente que a multidão amedronta-se e cala-se somente com a vaga presença da sombra que canalhamente os [des]governa.

[vii] É necessário, digo, é urgente que cada um de nós faça como o finado Nelson Rodrigues: grite, num só brado, eu sou um ex-covarde! Um ex-covarde! E não mais tremer diante dos monstros totalitários de papel representados pelos canalhas dos mais variados tipos e tamanhos que parasitam a sociedade brasileira através do projeto de poder que está desmantelando o nosso país.

[viii] O Brasil vive hoje um momento histórico, creio que não há dúvidas quanto a isso. Porém, todo esse desejo de querer mudar o país, e de fundar a república, irá evaporar e se perder no ar caso não empreendamos uma profunda mudança pessoal para que realmente uma nova ordem social passe a emergir da alma de cada um ou, ao menos, dum bom número de indivíduos. Enfim, uma nova sociedade somente nascerá se florescer uma uma renovada ordem interior em nossos corações. É isso. Ponto. 

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