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Mostrando postagens de Janeiro, 2015

DIÁRIO DE CLASSE – parte I

Por Dartagnan da Silva Zanela
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[i] Um novo ano letivo tem início. Como qualquer início, esse reúne antigos obstáculos com novos desafios e, como de costume, rostos, novos e antigos, cruzam-se com olhares cansados.
Mais um trecho a ser percorrido com os pés no chão, passo por passo, rumo a um horizonte mais limpo para aclarar os olhos fatigados e inspirar as faces pouco, ou muito, fustigadas pelas ásperas mãos de Cronos.
Inevitavelmente, se nos encontramos na condição de aluno, voltamos nossos olhos pra trás e logo em seguida miramos, não para os dias que ainda se fazem distantes, mas para o momento que, muitas das vezes, vê-se adornado com convites indiscretos para simplesmente aproveitarmos e curtirmos o horizonte a partir da pequenez dos folguedos da noite.
Se assim procedemos, estamos a cometer um ledo engano. Os folguedos passam. Ligeirinho como só eles e quando nos damos conta, já estamos na formatura, iniciando um novo ciclo vital, mais duro…

MADALENA PENITENTE (1598-1602), de Tinteretto.

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Óleo sobre tela

ANOTAÇÕES NADA FILOSÓFICAS

Por Dartagnan da Silva Zanela
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[i] Envelhecer é uma arte. Saber envelhecer, em resumo, é regozijar-se por estar crescendo em espírito e verdade. Porém, na sociedade atual, essa arte é fragorosamente desdenhada. Poucas são as almas que admitem e apreciam o declinar dos anos. Na verdade, a maioria ululante quer saber de negá-lo e viver fingindo que é jovenzinho. Agindo feito um sem o ser.
É ridículo vermos pessoas em idade madura, e mesmo avançada, vivendo como se fosse um rapazola irresponsável de vinte anos. Não que todos os jovens dessa idade vivam imaturamente, não mesmo. Porém, são muitos os que, mesmo tendo passado da casa dos trinta, quarenta, ou mais, insistem em viver numa noite pueril sem fim.
É claro que essas incautas almas dirão que o que importa é ser jovem de espírito. Todos já ouvimos esse trololó, entretanto, nada melhor sinaliza o desespero duma vida do que tal afirmação. Ela revela a imagem duma criança mimada e assustada que, ir…

Aqui entre nós com Marco Antonio Villa [vídeo]

Dilma Rousseff não entendeu que uma sucessão de erros não leva ao acerto, mas há um grande erro. A Dilma 2.0 é a mesma Dilma 1.0, mas um pouco pior. A análise é do colunista de VEJA, Marco Antonio Villa, no "Aqui entre Nós".

Oração a Santo Antônio

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Vos saúdo, Antônio de Pádua, e pela grande fé que tenho em Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem lealmente servistes, e na sempre Virgem Maria, que tanto amastes, e no dulcíssimo Menino Jesus que em vosso aposento achastes; pelos trinta e três anos que viveu e depois morreu na Cruz por nosso amor, e pelos três anos que estivestes vós no deserto, desejoso de achar a aquele supremo Senhor, que vos apareceu e vos disse aquelas palavras:
"Antônio, sempre estarei ao vosso lado, selarei vosso coração"; pelo hábito que vestistes, pelo cordão que vos cingia, pelos muitos milagres que Deus tem feito e faz todos os dias por meio de vossa intercessão, pela grande confiança que tenho em vossa intercessão, vos suplico, prostrado em terra, que vos dignes interceder diante de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que me conceda por vosso intermédio, se me convém, a graça que desejo....
(Mencionar o favor a pedir)
Senhor meu Jesus Cristo, pelos méritos de vosso servo Antônio, assim como ressuscitast…

RETALHOS E RASURAS – PARTE III

Por Dartagnan da Silva Zanela
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[i] Todos aqueles que tem uma razoável memória lembram-se que a excelentíssima senhora presidente(a) afirmava, peremptoriamente, no período eleitoral, que o Brasil estava muito bem, que tudo corria as mil maravilhas graças a ela e a seu antecessor de São Bernardo. E não apenas isso! Que o Brasil iria entrar agora numa nova era de crescimento e todo aquele blá blá blá que todos nós já estamos carecas de ouvir.
Claro que muitíssimas informações sobre a real situação do país eram omitidas na época, fato esse que assustou inúmeros militantes históricos do partido e consternou uma significativa parcela da população, porém, naquele período, a única imagem que se fazia imperar era de que o Brasil estava nas mãos duma exemplar gestão e que nada iria segurar-nos, haja vista que estávamos sob a proteção não do “grande irmão”, mas da “grande mãe”.
Pois é, mal acabou o pleito e eis que a realidade veio à tona. Tudo aquilo que a…

São Jerônimo Penitente - Caravaggio (1605)

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Dimensões: 112 x 157 cm Material: óleo sobre tela

PALESTRA DO LIVRO O JARDIM DAS AFLIÇÕES

RETALHOS E RASURAS – PARTE II

Por Dartagnan da Silva Zanela
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[i] É, meu caro Watson, o Brasil está a deriva. Os impostos sendo elevados, verbas de setores essenciais da tal “pátria educadora” sendo cortados, racionamentos, apagões e, no meio dessa muvuca, a presidente(a) sumiu. Nem uma palavrinha sequer para seus atônitos e devotos seguidores. Tadinhos.
Poucos meses atrás ela gritava histericamente que no Brasil estava tudo muito bem, que não havia razão para a população se preocupar, que todas aquelas afirmações sobre sua desastrosa gestão eram apenas conversas fiadas e eleitoreiras da oposição e da imprensa golpista.
Pois é, os meses passaram e a maquiagem caiu. E todo mundo está, agora, vendo a realidade e constatando que a “grande” líder sumiu justamente no momento em que um verdadeiro grande líder deve se fazer presente.
Isso mesmo! A super Dilma, desapareceu na hora em que sua palavra, e sua presença, eram mais necessárias. Justamente na hora em que o barco está fazendo …

A Dos Voces - Alberto Nisman - Encubrimiento del Gobierno Argentino al Atentado AMIA (14/01/2015)

A última entrevista de Alberto Nisman, o promotor que morreu em situação suspeita nesta semana, após denunciar o governo de Cristina Kirchner não só de encobertar terroristas iranianos, mas de fazer uma aliança com eles em troca de bilhões de dólares.

RETALHOS E RASURAS – PARTE I

Por Dartagnan da Silva Zanela

[i] O ano começou com um grande coro exigindo aqui e ali o tal do respeito. Sobre o canto das ruas de lá de acolá, com suas razões e desrazões, nada tenho a dizer. Pessoas muitíssimo mais gabaritadas que esse professorzinho caipira já proferiram luminosas considerações sobre a questão que, confesso, tornaram o problema claro para todos aqueles que desejam realmente compreender a gravidade da situação.
Porém, peço licença para, modestamente, lembrar quatro palavrinhas que os antigos sempre tinham afiadas na ponta de suas línguas. Primeiro: realmente, posso fazer e dizer o que eu bem quiser, todavia, nem tudo convêm. Segundo: respeito é bom, todo mundo gosta e conserva os dentes, mas ele não é dado graciosamente. Ele deve ser conquistado. Terceiro: um revide razoável, apenas o é, se for proporcional a ofensa cometida. Quando o troco é maior que o soco, antigamente, dava-se a isso o nome de covardia.
Sem mais delongas, número quatro: para saber respeitar é nec…

NELSON MOTTA DÁ UMA AULA SOBRE CAPITALISMO A JUCA KFOURI

PARA RASGAR O VÉU E SECAR AS LÁGRIMAS

Por Dartagnan da Silva Zanela
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Mais uma Santa Missa dominical. A comunidade reuniu-se para juntos rezar. Ao final da celebração o padre convidou uma moça doutra paróquia para dar um testemunho. Testemunho que, a grossos traços, apresento nessas linhas.
Ela estava, tempos atrás, internada em Cascavel, desenganada pela medicina, despedindo-se dessa vida. Ela tinha leucemia em estado avançado. Tanto estava que, segundo os médicos, se ela sobrevivesse até as cinco horas da tarde daquele dia, eles tentaria fazer o transplante de medula e, mesmo assim, sem lhe dar muita esperança.
Ela foi colocada no isolamento, tamanha a fragilidade de sua saúde. Sem força para levantar-se, sem poder alimentar-se devido ao inchaço de sua garganta, lá ficou ela, com o telefone celular ao lado, carregado, e com uma campainha nas mãos, para chamar a enfermeira, aguardando, literalmente, a morte chegar.
Já havia recebido, inclusive, a unção dos enfermos. Ela estava prepara…