sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

DIÁRIO DE CLASSE – parte I

Por Dartagnan da Silva Zanela

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[i] Um novo ano letivo tem início. Como qualquer início, esse reúne antigos obstáculos com novos desafios e, como de costume, rostos, novos e antigos, cruzam-se com olhares cansados.

Mais um trecho a ser percorrido com os pés no chão, passo por passo, rumo a um horizonte mais limpo para aclarar os olhos fatigados e inspirar as faces pouco, ou muito, fustigadas pelas ásperas mãos de Cronos.

Inevitavelmente, se nos encontramos na condição de aluno, voltamos nossos olhos pra trás e logo em seguida miramos, não para os dias que ainda se fazem distantes, mas para o momento que, muitas das vezes, vê-se adornado com convites indiscretos para simplesmente aproveitarmos e curtirmos o horizonte a partir da pequenez dos folguedos da noite.

Se assim procedemos, estamos a cometer um ledo engano. Os folguedos passam. Ligeirinho como só eles e quando nos damos conta, já estamos na formatura, iniciando um novo ciclo vital, mais duro que o anterior. Aí nos flagramos que o tempo passou e nosso horizonte permaneceu diminuto, que nossos olhos estão mais cansados e o peso desse tempo perdido vê-se estampado em nosso rosto.

É isso! É justamente isso o que não temos o direito de desperdiçar. Tempo. Já diziam os antigos, com sua refinada sabedoria, que tempo é questão de gosto. Que quem afirma que não tem tempo pra nada é porque nada quer fazer com ele. Por isso, antes de qualquer coisa, aprendamos a administrá-lo, a organizar nossas atividades e, principalmente, saibamos priorizar nossas obrigações e não os nossos desejos e quereres de ocasião.

[ii] Não basta ser homem. É fundamental que se tenha coragem de ser um. Ser homem não tem nada haver com ser pegador e valentão. Isso é bobagem! Qualquer cachorro vira-latas é capaz disso. Aliás, um homem não deve ser apenas mais do que isso, porque homem, de verdade, é o contrário disso.

Ser capaz de se auto-sacrificar por aqueles que ama, isso faz dum rapaz um verdadeiro homem. Qualquer coisa fora disso não passa de gambiarra, dum fracassado existencial com complexo de macho-alfa.

A capacidade para o auto-sacrifício é que nos eleva em dignidade, realizando a plenitude de nossa humanidade. Negar-se a isso é abraçar de maneira impensada a animalidade que habita nosso coração. É realizar o contrário de nossa vocação.

[iii] Confesso: não me canso de ler e ouvir os ensinamentos do professor Olavo de Carvalho. As vezes, penso que não há mais nada que eu possa aprender com o velhinho da Virgínia e aí, vejo-me lendo um artigo de sua lavra, relendo um de seus livros, assisto uma aula, ou um vídeo, ou simplesmente passando a vista num breve post no face e aí, digo a mim mesmo: ele ainda tem muito pra ensinar. Para me ensinar.

Por isso, digo que muitos são os professores que caminham e tropicam pelas ruas e corredores, porém, poucos, pouquíssimos, são aqueles que são talhados para o magistério como o filósofo Olavo de Carvalho, um professor que sempre tem algo a nos ensinar, não porque somos obrigados a ouvi-lo, mas porque o que ele tem a dizer é digno de nossa atenção.

[iv] Não tenho partido. Não sou porta-voz de nada, nem de ninguém. Não defendo nenhuma agremiação, grupelho, quadrilha ou matilha político-ideológica. Falo apenas em meu nome e a partir do mínimo de razoabilidade que Deus me deu e confesso: espero estar fazendo bom uso disso para não causar prejuízo a verdade e nem colocar em perigo minha alma.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

MADALENA PENITENTE (1598-1602), de Tinteretto.


Óleo sobre tela

ANOTAÇÕES NADA FILOSÓFICAS

Por Dartagnan da Silva Zanela

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[i] Envelhecer é uma arte. Saber envelhecer, em resumo, é regozijar-se por estar crescendo em espírito e verdade. Porém, na sociedade atual, essa arte é fragorosamente desdenhada. Poucas são as almas que admitem e apreciam o declinar dos anos. Na verdade, a maioria ululante quer saber de negá-lo e viver fingindo que é jovenzinho. Agindo feito um sem o ser.

É ridículo vermos pessoas em idade madura, e mesmo avançada, vivendo como se fosse um rapazola irresponsável de vinte anos. Não que todos os jovens dessa idade vivam imaturamente, não mesmo. Porém, são muitos os que, mesmo tendo passado da casa dos trinta, quarenta, ou mais, insistem em viver numa noite pueril sem fim.

É claro que essas incautas almas dirão que o que importa é ser jovem de espírito. Todos já ouvimos esse trololó, entretanto, nada melhor sinaliza o desespero duma vida do que tal afirmação. Ela revela a imagem duma criança mimada e assustada que, irascivelmente, se nega a crescer em espírito e verdade e que, por isso, degrada-se em termos humanos ao mesmo tempo em que imagina estar solvendo o tutano da existência.

[ii] Não há dúvida de que somos capazes de enganar nossos semelhantes, todavia, somos infinitamente mais capazes a enganarmos a nós mesmos.

Vale lembrar que o segundo caso é muito mais grave que o primeiro. Nesse, o indivíduo engana o outro e está ciente disso. Naquele, nos iludimos com as mais toscas fantasias e acreditamos piamente que estamos habitando o reino da verdade.

[iii] Hoje está claro, quer dizer, está mais ou menos claro o tamanho do rombo aberto na PETROSSAURO. Os números, agora, depois dos adiamentos injustificáveis, são de conhecimento público. Em resumo, a coisa é bem simples: nos últimos anos da austera e eficiente gestão, a PETROSSAURO perdeu mais da metade de seu valor e praticamente duplicou a sua dívida que tornou-se muito, mais muito maior que seu valor de mercado.

Esse fato, por si só, já é um absurdo monumental que, por incrível que pareça, é bem pior. Explico-me: o valor da empresa petroleira, hoje (dados do terceiro trimestre de 2014), é de R$ 229,723 bilhões. Em 2011 a mesma valia R$ 402,487 bilhões. Hoje (dados do terceiro trimestre de 2014), a sua dívida é de R$ 331,704 bilhões. Em 2011 era de R$ 128,999 bilhões. Agora, calcule o quando a PETROSSAURO deixou de ganhar com essa lambança toda? O quando, direta e indiretamente, a sociedade brasileira perdeu, e deixou de ganhar, com essa fuzarca toda?

É, meu caro Watson, o bicho tá feio e a situação da jurássica Estatal é apenas uma pequena parte do atoleiro. Por fim, não há firula que explique o rombo. Não há herança maldita pra alegar e nem contabilidade criativa que seja capaz de dar conta do estrado.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Aqui entre nós com Marco Antonio Villa [vídeo]


Dilma Rousseff não entendeu que uma sucessão de erros não leva ao acerto, mas há um grande erro. A Dilma 2.0 é a mesma Dilma 1.0, mas um pouco pior. A análise é do colunista de VEJA, Marco Antonio Villa, no "Aqui entre Nós".

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Oração a Santo Antônio



Vos saúdo, Antônio de Pádua, e pela grande fé que tenho em Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem lealmente servistes, e na sempre Virgem Maria, que tanto amastes, e no dulcíssimo Menino Jesus que em vosso aposento achastes; pelos trinta e três anos que viveu e depois morreu na Cruz por nosso amor, e pelos três anos que estivestes vós no deserto, desejoso de achar a aquele supremo Senhor, que vos apareceu e vos disse aquelas palavras:

"Antônio, sempre estarei ao vosso lado, selarei vosso coração"; pelo hábito que vestistes, pelo cordão que vos cingia, pelos muitos milagres que Deus tem feito e faz todos os dias por meio de vossa intercessão, pela grande confiança que tenho em vossa intercessão, vos suplico, prostrado em terra, que vos dignes interceder diante de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que me conceda por vosso intermédio, se me convém, a graça que desejo....

(Mencionar o favor a pedir)

Senhor meu Jesus Cristo, pelos méritos de vosso servo Antônio, assim como ressuscitastes os mortos e livrastes a seu pai, concedei-me esta graça pelos méritos e intercessão de vosso servo Antônio, por quem as coisas esquecidas são recordadas, as ausentes se fazem presentes, as perdidas se acham, as justamente propostas são aceitadas e as começadas são acabadas; assim vos rogo, Deus meu potentíssimo, me concedais aquela graça que desejo, se é conforme a vossa Santa Vontade.

Pai-Nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai...

Deus meu Jesus Cristo, por vossa infinita Misericórdia aquietai as angustias de meu coração, para que vivendo e morrendo, possa sempre adorar-Vos, bendizer-Vos e glorificar-Vos. Amém.

RETALHOS E RASURAS – PARTE III

Por Dartagnan da Silva Zanela

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[i] Todos aqueles que tem uma razoável memória lembram-se que a excelentíssima senhora presidente(a) afirmava, peremptoriamente, no período eleitoral, que o Brasil estava muito bem, que tudo corria as mil maravilhas graças a ela e a seu antecessor de São Bernardo. E não apenas isso! Que o Brasil iria entrar agora numa nova era de crescimento e todo aquele blá blá blá que todos nós já estamos carecas de ouvir.

Claro que muitíssimas informações sobre a real situação do país eram omitidas na época, fato esse que assustou inúmeros militantes históricos do partido e consternou uma significativa parcela da população, porém, naquele período, a única imagem que se fazia imperar era de que o Brasil estava nas mãos duma exemplar gestão e que nada iria segurar-nos, haja vista que estávamos sob a proteção não do “grande irmão”, mas da “grande mãe”.

Pois é, mal acabou o pleito e eis que a realidade veio à tona. Tudo aquilo que a dona disse que não iria realizar de modo algum, está a realizar sem a menor cerimônia. Tudo aquilo, e mais um tanto, do que a “grande mãe” dizia que não havia na “pátria educadora” está saltando as vistas de todos aqueles que não tem medo e olhar no olho do furacão que está arrastando o Brasil ladeira abaixo.

A grande mentira eleitoreira caiu e não há explicação razoável que justifique o descompasso existente entre o discurso propagandístico e a realidade brasileira a não ser a sanha totalitária pelo poder daqueles que estão à frente do governo e não querem, de modo algum, largar o osso, mesmo que isso custe o destino dos milhões que fazem dessa terra sua pátria.

[ii] O Brasil, no momento, está cheio de maiores abandonados, órfãos da Dilmãe. Fazer o que? Passada a euforia eleitoreira, defrontados com o escândalo que foi esse último pleito juntamente com o vexame da negação de tudinho que eles haviam, não prometido, mas afirmado na campanha de 2014 a respeito da real situação do nosso país, os cidadãos ficaram meio catatônicos, perdidos feito cãozinho caído do caminhão de mudança.

Como defesa, mais do que depressa tentam auto-preservar-se recorrendo ao estratagema da argumentação circular que consiste em defender-se com uma acusação, mudando o foco do assunto. “Ah! O fulano também é isso! O sicrano é aquilo! No fundo, são todos farinha do mesmo saco!”

De fato, nossos políticos são tal qual nossa fauna: não há gigantes, infelizmente. Porém, esse tipo de expediente circular é uma forma simplória (mas compreensível) de se esquivar do amargor da realidade.

Procedem assim por terem perdido todo e qualquer senso das proporções e, por estarem desprovido desse, não sabem mais a diferença que há entre as ações dum político coronelista que apenas deseja parasitar junto às uberes Estatais e as dum grupo político que tem um projeto de poder totalitário para o Brasil e para toda a América Latina e que faz tudo para realizá-lo. E estão fazendo, diga-se de passagem.

Por isso, repito: dizer que todos são iguais é admitir publicamente a perda da capacidade de discernimento. Aliás, compreensível, diante dos sucessivos choques que a sociedade vem tomando.

Enfim, para compreender o quão avançados estão os planos do PT e do Foro de São Paulo, é necessário abdicar da excitação fomentada pelas querelas do último pleito eleitoral. É necessário, urgente, esfriar a cabeça, sentar e, pacientemente, informar-se para compreender o que realmente está em jogo e aprender, definitivamente, que a Presidente(a) não é 'mãe', mas sim, uma orwelliana madrasta.

[iii] Vamos entender uma coisinha bem simples: o Brasil não está dividido entre petistas dum lado e tucanos doutro. O Brasil está dividido sim, mas, doutra forma. Dum lado petistas e suas hostes, doutro políticos fisiológicos e seus cupinchas e, por fim, uma multidão atomizada descrente das instituições, sem opção, que defende-se com os parcos meios que tem.

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São Jerônimo Penitente - Caravaggio (1605)


Dimensões: 112 x 157 cm
Material: óleo sobre tela

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

RETALHOS E RASURAS – PARTE II

Por Dartagnan da Silva Zanela

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[i] É, meu caro Watson, o Brasil está a deriva. Os impostos sendo elevados, verbas de setores essenciais da tal “pátria educadora” sendo cortados, racionamentos, apagões e, no meio dessa muvuca, a presidente(a) sumiu. Nem uma palavrinha sequer para seus atônitos e devotos seguidores. Tadinhos.

Poucos meses atrás ela gritava histericamente que no Brasil estava tudo muito bem, que não havia razão para a população se preocupar, que todas aquelas afirmações sobre sua desastrosa gestão eram apenas conversas fiadas e eleitoreiras da oposição e da imprensa golpista.

Pois é, os meses passaram e a maquiagem caiu. E todo mundo está, agora, vendo a realidade e constatando que a “grande” líder sumiu justamente no momento em que um verdadeiro grande líder deve se fazer presente.

Isso mesmo! A super Dilma, desapareceu na hora em que sua palavra, e sua presença, eram mais necessárias. Justamente na hora em que o barco está fazendo água a capitã da barca se esconde debaixo de sua saia de mentiras.

Enfim, eis aí o tal “coração valente”. Bem na hora de dar uma simples explicação, uma reles satisfação para a nação, ela se cala, se esconde, revelando a quem quiser ver qual é a real substância de seu caráter.

[ii] Chega ser engraçado ouvir (e ler) os esquerdopatas falarem de islamofobia (e alguns até de homofobia) após os ataques terroristas na capital francesa que, na verdade, é apenas mais um entre inúmeros outros que são realizados todos os anos por terroristas islâmicos. Esse foi contra um grupo de chargistas sem muita graça. Os inumeráveis outros foram contra comunidades inteiras de cristãos na Ásia e na África.

E diante desses crimes que clamam aos céus o que os esquerdopatas gritam? O que? Que temos que acabar com a islamofobia. Ora, todos os atentados terroristas que mancham de sangue a história recente são contra Igrejas e Sinagogas, não contra Mesquitas. São contra cristãos e judeus, não contra islamitas.

E tem mais! Já pararam pra imaginar se os alvos fossem Mesquitas? Todo ano, aproximadamente, 100.000 cristãos são assassinados por milícias muçulmanas. Todo ano cem mil. Pois é, e o que os esquerdopatas dizem? Nada. Agora, imagine os petiz que eles teriam se as vítimas fossem muçulmanas? Se a fictícia islamofobia os faz babar na gravata, uma real os faria rasgar camisas de força nas tribunas.

Aliás, como muito bem nos lembra a ativista somali Ayaan Hirsi Ali, “os intelectuais europeus não se interessam pela morte de cristãos nem buscam combater a cristofobia. Estão ocupados demais com a tal 'islamofobia'”. E assim procedem porque da mesma forma que os terroristas, os esquerdopatas querem acabar com a Civilização Ocidental, porém, através doutros meios.

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A Dos Voces - Alberto Nisman - Encubrimiento del Gobierno Argentino al Atentado AMIA (14/01/2015)




A última entrevista de Alberto Nisman, o promotor que morreu em situação suspeita nesta semana, após denunciar o governo de Cristina Kirchner não só de encobertar terroristas iranianos, mas de fazer uma aliança com eles em troca de bilhões de dólares.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

RETALHOS E RASURAS – PARTE I

Por Dartagnan da Silva Zanela


[i] O ano começou com um grande coro exigindo aqui e ali o tal do respeito. Sobre o canto das ruas de lá de acolá, com suas razões e desrazões, nada tenho a dizer. Pessoas muitíssimo mais gabaritadas que esse professorzinho caipira já proferiram luminosas considerações sobre a questão que, confesso, tornaram o problema claro para todos aqueles que desejam realmente compreender a gravidade da situação.

Porém, peço licença para, modestamente, lembrar quatro palavrinhas que os antigos sempre tinham afiadas na ponta de suas línguas. Primeiro: realmente, posso fazer e dizer o que eu bem quiser, todavia, nem tudo convêm. Segundo: respeito é bom, todo mundo gosta e conserva os dentes, mas ele não é dado graciosamente. Ele deve ser conquistado. Terceiro: um revide razoável, apenas o é, se for proporcional a ofensa cometida. Quando o troco é maior que o soco, antigamente, dava-se a isso o nome de covardia.

Sem mais delongas, número quatro: para saber respeitar é necessário que compreenda-se a importância da rejeição, pois quem não sabe desprezar, nunca soube, e dificilmente saberá, o que é o tal do respeito e, consequentemente, não sabe o que está exigindo quando está reivindicando ele.

[ii] Criança não é um serzinho rebelde por natureza. Quem fala isso ou não sabe o que é infância, ou sabe muito bem e não mede esforços para pervertê-la. Aliás, o Brasil está cheio de gente desse naipe.

Em regra, os que acham que os infantes devem ser tratados a ferro e fogo, no fundo, ou não gostam de crianças, ou tem saudades da sua meninice, ou inveja da molecagem atual, ou as três coisas juntas e misturadas e mal disfarçadas sob um tosco véu duma pseudo preocupação para com a formação dos pequenos.

Já aqueles sujeitinhos afetados que possam de bajuladores mor dos 'santos diabinhos', que vivem dizendo a todos aqueles que tem a incumbência de educar os pequenos que esses devem ser tratados como se fossem bonecos de porcelana, são justamente  os indivíduos que odeiam a sociedade e, por isso, fazem qualquer coisa pra destruir a infância para, desse modo, 'reconstruir' a sociedade de acordo com a sua pervertida imagem e ingrata semelhança.

Infelizmente, é isso o que basicamente tem sido feito atualmente no lugar do que deveria ser ocupado pela educação. Por termos aderido a revolta moderna contra a realidade imaginamos que infundindo na moçada toda ordem de modismos politicamente corretos misturados com um punhado de cacoetes mentais marxistas, estaremos construindo um mundo melhor, ao mesmo tempo em que, sem querer querendo, desvirtuamos as mais elevadas potencialidade que existem no coração dos guris.

De modo consciente ou não, é isso que se faz presente no âmago de todo trololó afetado de bom-mocismo, cheio de preocupação social politicamente correta, que transformou a educação num cavalo de batalha em favor da velha patacoada revolucionária da canoa furada que, como todos podem ver, está afundando.

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domingo, 18 de janeiro de 2015

NELSON MOTTA DÁ UMA AULA SOBRE CAPITALISMO A JUCA KFOURI

PARA RASGAR O VÉU E SECAR AS LÁGRIMAS

Por Dartagnan da Silva Zanela

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Mais uma Santa Missa dominical. A comunidade reuniu-se para juntos rezar. Ao final da celebração o padre convidou uma moça doutra paróquia para dar um testemunho. Testemunho que, a grossos traços, apresento nessas linhas.

Ela estava, tempos atrás, internada em Cascavel, desenganada pela medicina, despedindo-se dessa vida. Ela tinha leucemia em estado avançado. Tanto estava que, segundo os médicos, se ela sobrevivesse até as cinco horas da tarde daquele dia, eles tentaria fazer o transplante de medula e, mesmo assim, sem lhe dar muita esperança.

Ela foi colocada no isolamento, tamanha a fragilidade de sua saúde. Sem força para levantar-se, sem poder alimentar-se devido ao inchaço de sua garganta, lá ficou ela, com o telefone celular ao lado, carregado, e com uma campainha nas mãos, para chamar a enfermeira, aguardando, literalmente, a morte chegar.

Já havia recebido, inclusive, a unção dos enfermos. Ela estava preparada para deixar esse vale de lágrimas.

No isolamento, por volta das três horas da tarde, uma senhora, com modesta vestimenta, adentrou o quarto. A moça disse à velhinha que ela não poderia estar ali. Afinal, era uma área de isolamento. A velhinha olhou bem em seus olhos e lhe disse: “moça, meu filho está com a boca cheia de sangue por você”. Dito isso a senhora pôs-se a chorar. Ela secou suas lágrimas com um lenço, e passou-o no rosto da moça.

A velhinha era Nossa Senhora e seu filho, referido por ela, Nosso Senhor.

Sem a enferma perceber, a senhora saiu. Então, sem saber como, a moça levantou-se de seu leito de morte. Tomou o celular e ligou para sua mãe que estava no saguão. Ao atender, a mãe imaginou que fosse o médico informando o falecimento de sua filha. Mas não! Era sua filha, vivaz, perguntando a respeito duma senhora que ninguém, a não ser a moça, havia visto.

A leucêmica chamou a enfermeira e pediu para ir ao banheiro. Passado um tempo o médico foi ao encontro dela. Adentrou o quarto, sentou-se, ficou um breve momento em silêncio e, com as mãos na cabeça, perguntou: “você sabia que seu câncer havia tomado 90% de seu corpo?” Ela disse que sim. Então, fez-lhe outra pergunta: “Você sabe a quantas ele anda agora?” Ela, com simplicidade, disse-lhe: “acho de que deve ter caído para uns 50%, pois estou me sentindo bem melhor agora. Estou até podendo levantar agora”.

O médico, estarrecido, diz-lhe: “minha filha, você não tem mais câncer. Os seus exames não apontam nada.” Ela estava curada. Estava na Paróquia Nossa Senhora de Belém, em Reserva do Iguaçu, para contar-nos a sua história e, ao ouvi-la, vozes engasgaram, soluços fizeram-se ouvir e muitos olhos desaguaram.

Pois é, mais um milagre entre muitos outros que todo santo dia rasgam os mundanos véus do presente para nos apontar a Verdade que o mundo tanto insiste negar. Mais um sinal dos Céus para dobrar os nossos incrédulos corações. Mais uma chama de divina luz para aquecer a nossa amornada fé.

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