SEU NOME É LEANDRO

Redigida no dia 02 de setembro de 2014, dia de Santa Doroteia. Vigésima segunda semana do Tempo Comum.

Por Dartagnan da Silva Zanela

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Deus age em nossa vida de forma misteriosa. Age sobre nossa alma por meio de palavras, objetos, fenômenos e pessoas. Pessoas que com sua presença nos levam a vislumbrar a nossa real condição.

Deus sabe que quando estamos diante duma pessoa fragilizada algo em nós é transubstanciado. Invariavelmente, quando somos colocados diante do sofrimento humano recobramos, mesmo que por alguns instantes, a nossa sanidade espiritual que, em muitos momentos, vê-se adoecida pelas mundanidades que estão em todas as direções que volvemos nossas vistas.

Quando essas pessoas passam a fazer parte de nossas vidas, algo fica a espinhar nossa consciência, dizendo: por quê? Qual a razão desse sofrimento? Por que o Altíssimo permite que situações como essa ocorram? Aliás, quem sou eu para perscrutar os desígnios do Pai? Um reles pecador. Apenas isso, nada mais do que isso.

Porém, se compreendo que a vida tem uma dimensão terrestre, finita, e uma dimensão celeste, eterna, e entendo que a primeira existe em razão da segunda, compreendo que tudo o que aqui vivo e testemunho tem o propósito de purificar algo que há em mim que não pode adentrar os umbrais da eternidade. Por isso, penso que seja conveniente, nesses casos, indagar, o que Aquele que é deseja de mim, o que Ele quer extirpar de meu coração?

Esse é o caso do jovem Leandro. Lembro até hoje do primeiro dia que vi esse menino. Era um evento cultural promovido pelo Colégio Estadual Professora Isabel. O garoto estava então no quinto ano e fora junto com os seus colegas da Escola Municipal Pedro Siqueira para assistir as apresentações daquela tarde.

Lá estava ele, pequenino, com um sorriso tímido, ornado por um olhar distante, sentado em sua cadeira de rodas. Na ocasião fiquei sabendo que ele sofria, e sofre, duma distrofia muscular do tipo Duchenne (DMD).

Naquele dia, meu coração ficou menor, mais apertado ao saber que aquele garoto não poderia desfrutar das traquinagens que caracterizam a infância. Que marcaram a minha meninice e, bem provavelmente, a sua, mas, não a dele.

Os anos passaram e ele tornou-se meu aluno e o sentimento de impotência continuava presente em meu peito e cada dia que o via sorridente diante de mim, o seu sorrir revelava-me o quão pequeno que eu era, e sou, diante da grandeza daquele garoto. Ele me humanizava. Me humaniza com sua colossal força presente em sua humana fragilidade que revela para mim toda a minha soberba, toda a minha pequenez.

Passaram-se as primaveras e descobriu-se um tratamento para a doença do Leandro. Tratamento esse não disponível no Brasil e que tem um elevado custo (R$ 150.000,00). Um elevado custo se nos mantivermos indiferentes ao sofrimento silencioso desse garoto. Por isso, sem mais delongas, peço a sua ajuda. Peço-lhe uma doação para que ele possa, como eu e você, estender a mão sem dificuldade para cumprimentar os seus. Uma doação para que ele possa, sozinho, pentear-se diante do espelho. Suplico a sua ajuda para que sejamos realmente bons e realizemos um ato concreto de amor ao próximo.

Doe. Motive outros a fazer o mesmo porque a nossa passagem por esse plano da vida é breve demais para nos mantermos indiferentes.

Leandro Souza Lima: BANCO DO BRASIL, agencia 8277-5, conta poupança 829-x. Telefone para contato: (42)8869-2670 ou (42)8851-3163.

Pax et bonum
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