NOTINHAS E RABISCOS

Escrevinhação n. 1109, redigida no dia 17 de abril de 2014, dia de Santa Catarina Tekakwitha e da Beata Maria Ana de Jesus.

Por Dartagnan da Silva Zanela


1.
Diz o brocardo popular que o peixe morre pela boca. Não apenas ele. A democracia também. Principalmente ela.

Não sei se vocês sabem, mas tiranos, tiraninhos e tiranetes são criaturinhas muito frágeis. Tem o caráter de papelão e a dignidade de porcelana. Qualquer coisinha que lhes contrarie os brios os deixam muito pra baixo. Ficam tão macambúzios que chaga a dar dó. Tadinhos!

E eles não deixam por menos! Todo aquele que ousa discordar de seus rompantes, delírios e fricotes, cedo ou tarde, sentirá o peso de sua batuta. E é claro que eles não fazem isso diretamente, cara a cara porque, no fundo, tem medo, muito medo. Medo de que todos conheçam a sua verdadeira face. Por isso agem sorrateiramente pelas sombras recorrendo a toda ordem de subterfúgio para fisgar a liberdade de expressão pela boca e gelar a democracia com a censura sínica e dissimulada.

2.
É interessante como o vocábulo VAGABUNDO é utilizado. Não digo que tal espécime não exista. Pelo contrário! Infelizmente abundam nessas terras adornadas com araucárias. Porém, em regra, nessas plagas o termo é utilizado justamente por aqueles que são a viva encarnação dessa degradada humana condição.

E assim agem, xingando os outros do que eles mesmos são, para melhor dissimular a lassidão que lhes é inerente. Já alguns o fazem para disfarçar o seu servilismo patético aos donos do poder e, outros tantos, rotulam outrem de vadio pelos dois motivos.

Enfim, dum jeito ou doutro, essas criaturas assim procedem para macaquearem uma dignidade que não lhes pertence, fingem uma altivez que sua covardia lhes impossibilita realizar porque no fundo, os sujeitos que tanto querem posar uma exemplar disposição laboral não passam de desqualificados morais que não suportam o reflexo que vêem toda manhã no espelho. Por isso partem para baixeza e depredam a imagem de todos aqueles que não são como eles.

Por fim, se lhes faz bem, sintam-se à vontade para insultar-me. Todavia, isso não vai resolver o problema fundamental. Felizmente ou não, o vagabundo não sou eu, nem a mãe. Os vagabundos são vocês.

Pax et bonum
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