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Mostrando postagens de Maio, 2014

FRAGMENTOS DUM DIÁRIO AMARELADO

Escrevinhação n. 1118, redigida no dia 28 de maio de 2014, Santa Maria Ana de Paredes.
Por Dartagnan da Silva Zanela


1.  Atenção exige suspensão. Suspensão de tudo mais que estejamos fazendo para que possamos nos permitir ser absorvido pelo objeto de nossa atenção num dado momento. Caso contrário, ficamos divididos e, ao final da sucessão dos minutos, fragmentados.
Quando estamos, por exemplo, com a pessoa amada, essa exige de nós toda nossa atenção. Se não procedemos desse modo, não apenas perdemos aquele precioso momento, mas também a amada.
Quando o assunto é aprendizagem de algo, o entrevero não é diverso. A verdade é uma dama muito recatada e ciumenta. Se não nos oferecemos por inteiro a ela, a Verdade não apenas nos dispensa como nos deixa sob os cuidados de suas distantes primas: as meias-verdades (que são mentiras inteiras), os enganos e auto-enganos (sempre travestidos com toda ordem de convicções furadas).
Enfim, nos esforcemos para que cada momento seja por inteiro, porque um …

BOLETIM RÁDIOVOX - TALES DE CARVALHO

[mp3] A ARTE DE ESTUDAR

Comentário radiofônico proferido no dia 27 de maio de 2014 na Cultura AM.

FRAGMENTOS DOUTRO DIÁRIO

Escrevinhação n. 1117, redigida no dia 26 de maio de 2014, dia de São Felipe Néri.
Por Dartagnan da Silva Zanela
1.  Há, nos dias atuais, o desenrolar duma grande batalha moral. O problema é que, justamente, a parte mais interessada no desfecho desse conflito encontra-se apática, desinformada, acuada e pretende continuar nesta condição por tempo indeterminado.
Dia após dia, nossos legisladores, investidos do estratégico papel de agentes de mudança social, juntamente com uma plêiade doutros profissionais que se prestam a esse depravado papel, estão criando e cimentando regras que tratam o ser humano como um objeto de porcelana sob a áurea justificativa de estar garantido a liberdade de todos.
Por isso, ouso indagar, cá com meus botões: será que não ocorreu a essas iluminadas mentes que o efeito dessas leis protetivas, em longo médio e longo prazo, será justamente o inverso do que elas prometem realizar? Quanto mais leis protetivas são instituídas, maior se torna o poder do Estado sobre a…

[mp3] TENHAMOS PACIÊNCIA

Comentário radiofônico proferido no dia 26 de maio de 2014 na Cultura AM.

COISA DE GENTE AMORNADA

Escrevinhação n. 1116, redigida no dia 23 de abril de 2014, dia de São Julião e São João Batista de Rossi.
Por Dartagnan da Silva Zanela


Tenho um sincero horror a todo e qualquer tipo de catolicão. Esse tipo de católico, segundo Agripino Grieco, é aquele que quando morre fica muito impressionado por descobrir que Deus existe.
Muitos são os sinais que evidenciam o quão catolicão são certos católicos. Todavia, me restringirei, nesta parva missiva, a apenas um: a aversão insincera para com devoções da récita do Santo Rosário.
Como todo catolicão, essas figuras olham com um desdém olímpico para essa mariana devoção, declarando que não entendem como muitos podem ficar repetindo uma mesma prece por tanto tempo. Eles creem que estão muito acima disso e que, por essa razão, lhes bastaria uma mera jaculação, “bem feita”, que já seria superior a, por exemplo, mil Ave Marias recitadas sem zelo, segundo eles.
Ora, carambolas, perguntaria a essas cândidas alminhas o seguinte: há algum santo que se sa…

[mp3] OBRA DA GRAÇA

[mp3] COM SÃO JOÃO DA CRUZ

FRAGMENTOS DUM DIÁRIO

Escrevinhação n. 1115, redigida no dia 20 de abril de 2014, dia de São Bernardino de Sena e de Santo Arcângelo Tadini.
Por Dartagnan da Silva Zanela
1.  Certa feita, um gentil amigo havia me dito que quando ele via uma pessoa agindo de modo espalhafatoso, tentado chamar a atenção nos momentos e lugares mais inconvenientes possíveis, de certo modo, sentia piedade dela.
Segundo ele, somente almas desprovidas de dignidade, dum mínimo de razoabilidade são capazes de agir desse modo. Por não reconhecerem, dentro de si, junto ao silêncio primário que há no coração, algo de minimamente decente, preferem sair de si e escancaram gargalhadas e gritos de dissimulada felicidade para não tornar tão evidente a mediocridade que se faz reinante em seu íntimo. 
E o que é pior! Não são poucas as almas que se encontram em tamanho estado de decrepitude. Sejam nas ruas ou corredores, em transportes públicos ou nos ecos distantes que tem seu nascedouro nalgum espaço privado, não são poucas as gargantas que g…

[mp3] SOLIDÃO NECESSÁRIA

O PROBLEMA É SIMPLES, POR ISSO...

Escrevinhação n. 1114, redigida no dia 19 de maio de 2014, dia de São Celestino V e de Santo Ivo.
Por Dartagnan da Silva Zanela

São os detalhes que fazem a diferença. São os pequenos cuidados que formam a grandeza. Eis aí uma verdade simples que toda pessoa razoável não desdenha, porque são eles, os detalhes, que moldam nossa maneira de agir e, consequentemente, de ser.
Poderíamos apontar uma gama imensa de exemplos para fiar esse poncho verbal, todavia, inclinaremos nosso tear vocabular na procura duma situação cotidiana e compará-la com a de outra sociedade para vislumbrarmos o quão embaixo é o buraco de nosso falta de civilidade.
Imaginemos a seguinte cena: um sujeito sai pelos corredores dum colégio e chega à porta duma sala com várias pessoas. Tais pessoas seriam professores. Ao chegar à porta o indivíduo diz: “Viu! O Fulano de Tal...”, ou “vem cá...”, ou algo do gênero. Penso que todos nós já vivemos nessas terras Cabralinas ocorrências similares, seja num ambiente escolar ou fora…

[mp3] O VERDADEIRO CONTEMPLATIVO

[mp3] A GLÓRIA DE DEUS

5º Domingo da Páscoa - Tende fé em Mim!

SOBRE O AMOR

QUASE CEM ANOS

Redigida no dia 13 de maio de 2014, dia da primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima.
Por Dartagnan da Silva Zanela

O dito popular, repetido pelas mães aos seus filhos travessos, que afirma que cabeça parada é oficina do capeta deve ser acrescido duma vírgula e dum ponto: cabeças mal ocupadas também o são, porém, ao quadrado.
Digo isso, pois considero curioso o fato de que mais e mais vemos almas, gentis ou não, desperdiçando seu precioso tempo livre com as ocupações mais estapafúrdias. Tempo esse que acaba fluindo remanso abaixo no vale da automutilação gratuita.
Não são poucas as horas, estrebuchado num sofá, diante da televisão. Outras tantas tropicando pelas redes sociais e, algumas mais, vagando, sem eira nem beira, deleitando-se com vídeos e sites no mínimo banais (para não recorrer ao uso de nenhum outro adjetivo).
Se formos francos, reconheceremos que em nosso dia a dia temos a nossa disposição uma significativa porção de tempo que, literalmente, apenas utilizamos para nos deg…

Pe. Paulo Ricardo - O BOM PASTOR DÁ A VIDA POR SUAS OVELHAS

DESCAMBANDO PELA LADEIRA

Escrevinhação n. 1112, redigida no dia 06 de abril de 2014, dia de São Lúcio, de Santa Benedita e de Santo André Kim e 102 Companheiros.
Por Dartagnan da Silva Zanela

Crianças, como todo e qualquer ser humano, amam serem ouvidas. O que elas mais querem não é um celular de última geração, ou uma bicicleta nova, ou qualquer bugiganga eletrônica de última geração. O que elas mais querem mesmo é atenção.
Quando vejo pequeninos numa sala de aula falando até pelos cotovelos, vejo um ser humano cioso por ser ouvido. Como ele não recebe a merecida e afetuosa atenção na intimidade do lar, procura-a, digo, clama por ela num lugar e num momento inapropriado para furtá-la a qualquer custo.
A verdade é tão dura quanto triste. Os homens modernos têm muito tempo, avulso, para suas preciosas telenovelas, para suas imperdíveis conversas fiadas, para seus passeios pelas redes sociais e, em muitos casos, para suas reuniões regadas com toda ordem de desregramentos, porém, é demasiado ocupado, atarantando, …

NOTINHAS E RABISCOS

Escrevinhação n. 1109, redigida no dia 17 de abril de 2014, dia de Santa Catarina Tekakwitha e da Beata Maria Ana de Jesus.
Por Dartagnan da Silva Zanela

1.
Diz o brocardo popular que o peixe morre pela boca. Não apenas ele. A democracia também. Principalmente ela.

Não sei se vocês sabem, mas tiranos, tiraninhos e tiranetes são criaturinhas muito frágeis. Tem o caráter de papelão e a dignidade de porcelana. Qualquer coisinha que lhes contrarie os brios os deixam muito pra baixo. Ficam tão macambúzios que chaga a dar dó. Tadinhos!

E eles não deixam por menos! Todo aquele que ousa discordar de seus rompantes, delírios e fricotes, cedo ou tarde, sentirá o peso de sua batuta. E é claro que eles não fazem isso diretamente, cara a cara porque, no fundo, tem medo, muito medo. Medo de que todos conheçam a sua verdadeira face. Por isso agem sorrateiramente pelas sombras recorrendo a toda ordem de subterfúgio para fisgar a liberdade de expressão pela boca e gelar a democracia com a censura sínica…

A vida de São Luís Maria Grignion de Montfort