ELA FAZ A DIFERENÇA

Escrevinhação n. 1104, redigida no dia 13 de março de 2014, dia de São Salomão, de São Rodrigo, de Santa Eufrásia e de Santa Serafina.

Por Dartagnan da Silva Zanela


A mesquinharia faz a diferença. Sim, poderiam ser as virtudes. Não todas juntas e reunidas numa personalidade, mas uma e outra realizada em cada indivíduo. Mas não. É a mesquinhez que reina, a baixeza que impera e a vulgaridade que comanda a festa.

Ela faz a diferença, não por sua majestade, mas pela atenção desmedida que atribuímos às vãs querelas que cultivamos em nosso dia a dia. Querelas essas nascidas de nosso cavalar amor próprio que nos tampa as vistas feito viseira duma besta de carga, fazendo-nos crer que nossa mísera carga seja o fardo dos fardos.

E como ela faz a diferença! Poderíamos ser mais úteis para os nossos, poderíamos agir de maneira mais digna e, porque não, quem sabe até mesmo sermos bons se não fosse a atenção desmedida dada por nós aos reveses que caem sobre nossos ombros e que nos impede de simplesmente abrir os olhos para vermos os padecimentos que estão a nossa volta.

A diferença gerada pela mesquinhez é tamanha que, devido a cara feia que fazemos frente os nossos pseudo-problemas, acabamos por nos envenenar com o fel da indiferença em relação aos sofrimentos alheios, aos sofrimentos que estão em nosso entorno. Choramos a mágoa por nós sentida ao mesmo tempo em que não sentimos a chaga aberta na mão que nos avizinha e que clama pelo afeto que não mais sabemos ofertar porque não mais sabemos amar. Tamanha a indiferença parida pela diferença propiciada pela mesquinharia nossa de cada dia. 

Pax et bonum
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