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Mostrando postagens de Março, 2014

[áudio] ENGANO

[áudio] FÉ, ESPERANÇA E AMOR - parte II

UMA MEDIDA QUE POUCO MENSURA

Escrevinhação n. 1105, redigida no dia 17 de março de 2014, dia de São Patrício e da Beata Bárbara Maix.
Por Dartagnan da Silva Zanela

Em que medida é apropriado afirmar que a história da humanidade é, e sempre foi, uma luta de classes? Levantamos essa pergunta, pois, tal afirmação, praticamente tornou-se um lugar comum tão constante no imaginário contemporâneo que se converte toda e qualquer tensão inter-humana num gérmen da referida categoria. Por isso mesmo, perguntamos: em que medida pode-se atribuir a essa categoria o status dum princípio categórico onipresente?
Sobre esse ponto, o filósofo italiano Benedetto Croce, diz-nos que se pode falar em luta de classes quando temos algumas condições específicas, as quais seriam: (i) que existam classes, (ii) que essas tenham interesses antagônicos e, finalmente, (iii) que elas tenham consciência desse antagonismo. Quando esses pré-requisitos são preenchidos inegavelmente pode-se falar em luta de classes. Fora disso, o que temos é o alargam…

[áudio] FÉ, ESPERANÇA E AMOR - parte I

Pe. Paulo Ricardo - O Espiritismo é cristão?

[áudio] O AMOROSO ESPÍRITO

ELA FAZ A DIFERENÇA

Escrevinhação n. 1104, redigida no dia 13 de março de 2014, dia de São Salomão, de São Rodrigo, de Santa Eufrásia e de Santa Serafina.
Por Dartagnan da Silva Zanela

A mesquinharia faz a diferença. Sim, poderiam ser as virtudes. Não todas juntas e reunidas numa personalidade, mas uma e outra realizada em cada indivíduo. Mas não. É a mesquinhez que reina, a baixeza que impera e a vulgaridade que comanda a festa.
Ela faz a diferença, não por sua majestade, mas pela atenção desmedida que atribuímos às vãs querelas que cultivamos em nosso dia a dia. Querelas essas nascidas de nosso cavalar amor próprio que nos tampa as vistas feito viseira duma besta de carga, fazendo-nos crer que nossa mísera carga seja o fardo dos fardos.
E como ela faz a diferença! Poderíamos ser mais úteis para os nossos, poderíamos agir de maneira mais digna e, porque não, quem sabe até mesmo sermos bons se não fosse a atenção desmedida dada por nós aos reveses que caem sobre nossos ombros e que nos impede de simplesmen…

[áudio] UM TEMPO PARA REFLETIR

QUASE UM SONETO PARA HELENA

[aniversário da minha filhota]
Por Dartagnan da Silva Zanela, em 14 de março de 2014.
No décimo quarto raiar de março
Da décima segunda valsa solar
Do Paço do terceiro milênio
Nasceu um amoroso solzinho.
Helena é a graça da estrela
Que alumia-nos com seu riso
E com seu jeitinho todo travesso
Revela-nos a sua realeza.
E ela caminha, corre e pula
Feito fadinha em dia de chuva
Fantasiada de flor no jardim
E agitando seu cabelinho pixaim
Ela dança, canta e baila
Fazendo a vida, e o dia, sorrir.

[áudio] O VÍCIO DO OPINAR

Democracia e ditadura

por DENIS ROSENFIELD
O discurso da diplomacia brasileira acerca da Venezuela e dos demais países bolivarianos segue a doutrina do PT, segundo a qual estaríamos diante de uma democracia pelo simples fato de lá haver eleições. Eleições seriam, então, o único critério de definição de Estados democráticos, com evidente desprezo pelas instituições da sociedade civil. Mais concretamente, há total desconsideração pelo equilíbrio entre Poderes e pela independência dos Poderes Judiciário e Legislativo. A liberdade de imprensa e dos meios de comunicação em geral é sistematicamente pisoteada, se não aniquilada.
Nesse sentido, a “democracia” poderia prescindir das liberdades civis e políticas, devendo contentar-se com eleições e referendos, cada vez mais restritos, pois as condições de competitividade são progressivamente reduzidas. De fato, a democracia representativa nesses países “socialistas” é substituída, para retomar um conceito de J. L. Talmon, pela democracia totalitária.
A democracia r…

[áudio] CONSTRUIR EM CRISTO

O ÍDOLO UMBILICAL

Escrevinhação n. 1103, redigida no dia 10 de março de 2014, dia dos Quarenta Mártires de Sebaste, de Santo Emiliano e de São Macário de Jerusalém.
Por Dartagnan da Silva Zanela

A Quaresma é uma época propícia para refletirmos sobre a natureza humana, sobre nossa condição existência. Para cristandade, um tempo de penitência, de sacrifício, onde é mais do que recomendada a prática de jejuns com vista a partilharmos, mesmo que minimamente, dos sofrimentos de Cristo, num gesto de solidariedade para com o Filho do Homem, como nos ensina o Bem-aventurado Papa João Paulo II.
Nesse gesto tão pequeno, com a intenção e o coração voltado para Aquele que, por amor, entregou-se ao madeiro da cruz, aprendemos o quão frágeis somos. Sentimos o quão mísera é nossa força de vontade. Imaginamos, corriqueiramente, que podemos mudar o mundo e que estamos autorizados a corrigir os males feitos por todos como se fossemos deuses (Gênesis III; 4-5). Na verdade, imaginamos muitas coisas. Cremos estar mais do qu…

[áudio] O ÓCIO

DESDITOSAS LETRAS

Escrevinhação n. 1102, redigida entre os dias 06 de março de 2014, dia de Santo Olegário e de Santa Rosa de Viterbo, e 11 de março de 2014, dia do Beato João Batista de Fabriano, de São Ramiro e de São Constantino.
Por Dartagnan da Silva Zanela

1.  O tempo é uma joia preciosa. Uma joia preciosa que, por incrível que possa parecer, não é nem um pouco rara. Aliás, ela existe em abundância, com jazidas que transbordam, aos borbotões, os seus encantos.
E, como tudo o que existe em abundância, o tempo é desperdiçado. Gasto vilmente nas ocupações mais tolas pensáveis e todos esses desperdícios são feitos em nome da satisfação dos desejos mais levianos e fugidios.
Paradoxalmente, o imediatismo que nos agrilhoa consome uma porção significativa de tempo, do nosso tempo, dando-nos a sensação de que ele é escasso e que facilmente se esvai por entre os dedos.
Essa vã ilusão que nos carcome, que nos agonia, apenas encontra acolhida em nosso coração porque esse, em boa parte do tempo, encontra-se fora…

PEREIRA, Américo. Louis Lavelle - na senda de uma milenar tradição metafísica. [pdf]

[áudio] ESCÂNDALO

A liberdade nas ruas

MARIO VARGAS LLOSA - O Estado de S.Paulo
Há quatro semanas, os estudantes venezuelanos começaram a protestar nas ruas das principais cidades do país contra o governo de Nicolás Maduro. Apesar da dura repressão - 20 mortos, mais de 300 feridos reconhecidos até agora pelo regime e cerca de mil presos, entre eles Leopoldo López, um dos principais líderes da oposição -, a mobilização popular continua firme.
Ela semeou pela Venezuela "Trincheiras da Liberdade" nas quais, além de universitários e escolares, há também operários, donas de casa, funcionários de escritório e profissionais liberais, em uma onda popular que parece ter superado a Mesa da Unidade Democrática (MUD), a organização que abrange todos os partidos e grupos políticos de oposição, graças aos quais a Venezuela não se transformou ainda numa segunda Cuba.
No entanto, é evidente que essas são as intenções do sucessor do comandante Hugo Chávez. Todos os passos que ele deu desde que assumiu o poder que lhe foi ungido, …

Entrevista de Olavo de Carvalho a Thomas Giulliano

[áudio] O FILHO PRÓDIGO

O EMBUSTE ORIGINAL

Escrevinhação n. 1101, redigida no dia 04 de março de 2014, dia de São Casimiro e de São Lúcio I.
Por Dartagnan da Silva Zanela

As estatísticas rezam que todo indivíduo, intencionalmente ou não, em apenas dez minutos de conversa, mente ao menos três vezes. Aliás, o Dr. House partia dessa premissa e seus pacientes e colegas nunca o decepcionaram, pois, reconheçamos ou não, todos mentem. Uns mais, outros menos, mas ninguém escapa desta falha originária.
Entretanto, as razões que levam uma pessoa a praticar esse desvio são as mais variadas possíveis. Tal miséria é abordada de modo instigante por J. A. Barnes em seu livro “UM MONTE DE MENTIRAS – para uma sociologia da mentira”. O assunto não é pouco e os problemas advindos deste dão pano pra manga.
Mas vamos em frente! Cada um de nós emite seu grito, verdadeiro ou não, a partir de um lugar que ocupamos na sociedade que, com maior ou menor intensidade, deixa sua marca em nossa fala. Além desse lugar societal, cada um de nós carrega em seu ín…

[áudio] AOS JOVENS

DOLOROSAS LETRAS

Escrevinhação n. 1100, redigida entre os dias 27 de fevereiro de 2014, dia de São Gabriel de Nossa Senhora das dores e de São Leandro, e 04 de março de 2014, dia de São Casimiro e de São Lúcio I.
Por Dartagnan da Silva Zanela

1.  Todos acreditam serem detentores não de uma opinião, mas de muitas. E essas não seriam apenas um amontoado de palavras minguadas, no entender de seus possuidores, mas sim, fortes expressões advindas da alma dum colosso que livremente opina sobre tudo e sobre todos sem, ao menos, dar-se ao trabalho de conhecer alguma coisa, sem conhecer-se e, inevitavelmente, sem nem mesmo ter ponderado sobre as palavras que foram emitidas por seus lábios.
Sobre o vício do opinar, Machado de Assis, numa das luminosas e cáusticas páginas de sua obra “Papéis Avulsos”, diz-nos: “Se uma coisa pode existir a opinião, sem existir na realidade, e existir na realidade sem existir na opinião, a conclusão é que das duas existências paralelas a única necessária é a da opinião, não a da re…

EU SOU O DO POSTE

Por Paulo Briguet
Agora que a poeira baixou, posso voltar ao assunto. Se visse aquele rapaz amarrado no poste com uma tranca de bicicleta, provavelmente eu o ajudaria. Daria a ele um pouco de água e ficaríamos conversando em voz baixa até a chegada da polícia. Qual o seu nome, rapaz? Quantos anos tem? Por que estava assaltando? Acredita em Deus? Ouviu falar em Jesus Cristo? Já olhou para o mar? Talvez rezássemos.
E não faria nada disso porque sou bonzinho. Sei que não passo de um pecador miserável. Conversaria com o rapaz só porque não consigo agir de outra maneira; porque meu pai me ensinou assim. Não posso ver ninguém sofrendo sem me lembrar de algo que aconteceu há muito tempo.
O Cristianismo existe para defendermos as vítimas, os fracos, os pobres, os solitários, os perdidos, os injustiçados. Por isso mesmo, foi igualmente vergonhoso o linchamento moral que se seguiu ao episódio do rapaz amarrado com a tranca da bicicleta. Para vingar o acontecimento, a militância eletrônica deci…

[áudio] FÉ, AMOR E VERDADE - parte II

SÃO LUIZ MARIA GRIGNION DE MONTFORT. TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO À VIRGEM MARIA. [pdf]

[áudio] FÉ, AMOR E VERDADE - parte I

181. 8º Domingo do Tempo Comum - Não vos preocupeis

Apontamentos sobre um bestiário — Olavo de Carvalho e “O imbecil coletivo”

Por Rodrigo Gurgel
Todos os que militaram na esquerda sabem o quanto Olavo está certo; sabem que tal contradição é reconhecida e exaltada, nas fileiras esquerdistas, com o descaramento típico dos que se consideram acima do bem e do mal – e, principalmente, acima de todos os seus semelhantes.

Passados quase vinte anos desde sua primeira edição, esgotado há pelo menos um triênio, O imbecil coletivo, de Olavo de Carvalho, continua a constranger e afrontar a intelligentsia esquerdista nacional, que se mostrou, até o momento, incapaz de realizar um debate à altura das proposições olavianas, preferindo encaramujar-se na mudez aparente, por meio da qual recusa o debate franco mas porta-se como velha alcoviteira.
Envolver seus oponentes num halo de silêncio e desprezo ou refutá-los utilizando argumentos ad hominem – nessas duas atitudes pusilânimes resume-se a estratégia da esquerda para derrotar aqueles que não rezam segundo o catecismo marxista-leninista. Veja-se, por exemplo, o tratamento…