PEQUENAS NOTAS

Escrevinhação n. 1094, redigida no dia 07 de fevereiro de 2014, dia da Beata Eugénia Smet e da Beata Rosália Rendu.

Por Dartagnan da Silva Zanela


1. 
Com facilidade admiramos, e mesmo cobiçamos, as glórias que tomam um lugar de destaque na sociedade, haja vista que a vã glória carcome o nosso coração diuturnamente. Todavia, as desejamos sem querer os inevitáveis e amargos sacrifícios.

Na maioria das vezes, somos incapazes de abrir mão de nós mesmos o que nos impossibilita de realizar qualquer sacrifício em nome de algo.

Por isso que, como nos ensina o Papa Emérito Bento XVI, a perseverança na prática de pequenas renúncias nos fortalece, habilitando-nos a realizar grandes sacrifícios, se necessário for. E, se não for, estaremos, certamente, nos elevando em dignidade e verdade. Por isso perseveremos nas pequenas renúncias cotidianas.

2. 
Incrível! Simplesmente é incrível como as pessoas que mais se esforçam em fazer pose de boazinhas são aquelas que emitem as condenações mais cruéis através de suas declarações e pronunciamentos.

Lembro-me claramente da forma estúpida como uma horda de militantes esquerdistas destrataram a blogueira cubana Yoani Sánchez. Gesto covarde perpetrado pelas mesmas alminhas que, noutras ocasiões, clamavam, até mesmo com os olhos marejando em lágrimas, contra o que elas consideravam serem injustiças de lesa-humanidade.

Atualmente, temos o caso da Dra. Romana, médica cubana do programa “mais médicos”, que está pedindo asilo político. Não precisamos nem lembrar as declarações infames que foram feitas contra a médica. Declarações que agrediam vilmente a sua moral e que vieram dos lábios daquelas alminhas que adoram gritar contra tudo o que elas consideram injustiças.

Tendo isso em vista, fico cá com meus botões, pensando: quando será que a senhora Maria do Rosário irá se pronunciar na defesa da dignidade da Dra. Romana? Será que haverá alguma marcha em sua defesa? É claro que não. Para essas alminhas, e similares, só há direitos humanos para humanos que convergem ideologicamente com elas. Os divergentes, para esses tipos, são qualquer outra coisa, menos seres humanos.

Pax et bonum
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