PONTOS E BORDADOS

Escrevinhação n. 1028, redigida entre os dias 28 de julho, dia de São Nazário, São Celso e de Santo Inocêncio I, e 31 de julho de 2013, dia de Santo Inácio de Loyola.

Por Dartagnan da Silva Zanela

1. Rezar. Eis um gesto simples. Tão simples que muitas almas desdenham sua prática. As razões para tanto podem ser das mais variadas ordens, mas penso que há uma razão muito presente, duma ordem por demais intensa. Tememos o silêncio. Desesperamos frente à possibilidade de termos nosso íntimo imerso na quietude, pois nesta, a voz da consciência ecoa no ritmo do olhar onisciente da Verdade que recusamo-nos a ver e fingimos acreditar. E esta razão impera porque nosso coração vê-se ordenado pelo orgulho que quer dispor tudo de acordo com nossos desejos e quereres, imaginando que toda a criação existe para satisfação de nossa vanglória. Por essas e outras que, muitas vezes, rezar torna-se tão difícil, mesmo sendo um ato tão simples.

2. Os canalhas progressistas, com aquelas carinhas nojentas de bom-moço, que gostam de apresentar-se como baluartes de toda ordem de minorias, reais e fictícias, são dum cinismo imensurável. No fundo, esses tipinhos, não estão nem um pouquinho preocupados com a sorte do povo brasileiro, mas sim, em destruir (cientes ou não disso) os valores cristãos que são comungados pelo povo que eles dizem representar. E pior! Ganham a vida fazendo isso! Arruaça, depredação, profanação, calúnia, insultos, e tudo isso em nome do tal alargamento dos direitos humanos que, no fim das contas, apenas banaliza e esvazia o sentido desses que são reduzidos a um reles cavalo de batalha em defesa de toda ordem de sandice advindas de umbigos mimados.

3. Os auto-proclamados tolerantes, ativistas de toda e qualquer sandice anti-cristã disfarçada como bandeira progressista,  estão muito nervosinhos. Não é pra menos. Eles não mais estão conseguindo enganar a sociedade com sua máscara de bom-mocismo, não estão agüentando mais ficar fingindo serem cordeirinhos sem bater seus guizos e mostrar sua gélida língua bipartida. Hoje, como ontem, a sanha totalitária brilha em seus olhinhos, porém, eles não mais conseguem disfarçar como antes, simulando chorinhos com aqueles ares de ofendidinhos quando alguém discordava deles ou lhes diziam umas poucas e boas. Por isso, digo e repito: que ninguém mais engula essas lágrimas de crocodilo, que ninguém mais fique fingindo que não sabe ou que não está vendo o que essa gente realmente quer. De agora em diante, não há mais espaço para dissimulação de ignorância e muito menos para covardia. E tenho dito.

4. Eu fico (depre)cívico quando começa-se a falar em todo aquele trololó de resgatar valores. Não é que eu não creia que isso seja necessário. O que me inquieta é o seguinte: quais são os nossos valores? O que pretende-se resgatar? Qual a importância, o significado desses em nossa vida? Aliás, há alguma coisa a ser resgatada? Ora, nós só podemos resgatar o que havíamos perdido. Só podemos perder aquilo que, efetivamente, um dia foi nosso. Isso mesmo! No Brasil, como certa feita havia declarado o Bem-aventurado Papa João Paulo II, somos cristãos no sentimento, mas não na fé. Isso mesmo! Ser cristão não é, e nem pode ser, uma mera expressão ou reação sentimental e, por isso, penso que não há praticamente nada a ser resgatado, mas sim, tudo a ser construído. Em fim, evangelizar é preciso, viver não é preciso. Evangelizar, primeiramente, a nós mesmos, para vermos o quão distantes estamos do Corpo Místico de Cristo, ao mesmo tempo em que nos sentimos tão perto Dele.

Pax et bonum
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