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Mostrando postagens de Junho, 2013

FRAGMENTOS DUM HORIZONTE PERDIDO

Escrevinhação n. 1016, redigida entre os dias 27 de junho de 2013, dia de São Cirilo de Alexandria e de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, e 30 de julho de 2013, solenidade de São Pedro e São Paulo.
Por Dartagnan da Silva Zanela

1. Clichê comuna: aqueles que vaiaram a Presidente o fizeram porque podiam pagar o ingresso para assistir ao jogo (a zelite). Uma graça esses vermelhinhos. Bem, mas por esse raciocínio toda cúpula comuno-petista, e seus trutas, deveria estar no estádio, visto que, até onde sei, todos eles podem muito bem pagar trezentos barões para assistir um deprimente espetáculo como aquele. Mas não. A grande maioria que lá estava era daqueles que tem praticamente 42% de seus ganhos usurpados pelos tentáculos Estatais para manter a úbere farta que amamenta a horda ovino-parasita que aplaude a senhora comandanta. Por isso, camarada, zelite é a Dilma que te pariu.
2. Uma frase boba advinda de bocas doutas: “é debatendo que a gente cresce e se aprimora dialeticamente”. Patacoad…

APONTAMENTOS CÁUSTICOS

Escrevinhação n. 1015, redigido entre os dias 25 de junho, dia de São Máximo e de São Guilherme Vercelli, e 27 de junho de 2013, dia de São Cirilo de Alexandria e de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Por Dartagnan da Silva Zanela

1. Certa feita, um velho amigo meu disse-me que, em regra, as pessoas mais insignificantes e vazias são justamente as que mais se esforçam em chamar a atenção de todos nos momentos e nos lugares mais inapropriados. A cada dia que passa, a cada noite que finda, suas palavras se apresentam diante de minhas vistas e ecoam em meus ouvidos através dos exemplos mais esdrúxulos que confirmam as observações daquele bom homem, o qual não cito o nome, que atentamente observa o triste espetáculo do devir humano.
2. Uma graça vermos certas almas queixosas a lamentar os atos de vandalismo que se fizeram presentes nas manifestações que tomaram conta do Brasil. Não que eu aprove tais atos, não mesmo. O que me espanta, para não dizer que faz-me rir, é ver essas criaturas cân…

RESUMO DA ÓPERA BUFA

Redigido em 24 de junho de 2013, dia de São João Batista.
Por Dartagnan da Silva Zanela
                O assunto em pauta são as manifestações que estão tomando conta do país. O que podemos dizer a respeito? Primeiro: Não creio em manifestações espontâneas. Não digo que as pessoas que ocupam as ruas de norte a sul do país não estejam imbuídas de boa-vontade. Não mesmo. Afirmo sim, o óbvio ululante: que há um plano subjacente a essas manifestações onde uma multidão amorfa e insatisfeita aderiu em nome de suas frustrações frente ao governo e que estão sendo instrumentalizadas num plano de contingência.
                Por isso é de fundamental importância que identifiquemos o sujeito agente que, por sua deixa, não é a multidão. Esta é apenas a ferramenta nas mãos daqueles que tem um plano de ação para atingir uma determinada finalidade. Em vista disto, já de cara vemos que a ONG que iniciou o levante é financiada por uma ONG de George Soros (o estadista sem Estado) e é toda formada por mi…

GÊNIOS E SÁBIOS A RODO

Escrevinhação n. 1013, redigido em 17 de junho de 2013, dia de São Rainério de Pisa.
Por Dartagnan da Silva Zanela

Uma das grandes delícias da vida, ao menos para mim, é quanto um amigo recomenda para mim um livro sobre um assunto que, por ventura, tome o centro de nossa prosa. Os livros, para todos aqueles que amam procurar a verdade, são janelas que nos abrem a vista para, muitas vezes, continentes inteiros que eram por nós, até então, desdenhados, por pura ignorância.
Quando me defronto com essas situações, tenho uma dívida dupla. Uma para com o semelhante que gentilmente indica o caminho a ser trilhado. A outra para com o próprio autor da obra que depositou sobre as páginas de sua obra tudo aquilo que ele viu, percebeu, sentiu e compreendeu sobre algo, permitindo que possamos através de seus olhos, e por meio de sua pena, vislumbrar vastos horizontes da realidade que até então nossa imaginação era incapaz de conceber.
Entretanto, nem todos agem e pensam assim. Para muitas almas sebo…

NEM TUDO É RELATIVO MEU CARO WATSON

Escrevinhação n. 1012, redigido em 17 de junho de 2013, dia de São Rainério de Pisa.
Por Dartagnan da Silva Zanela

O tal do alargamento dos direitos virou uma grande farra aos moldes do “faça o que tu queres, pois é tudo da lei”, no velho estilo da Nova Thelema de Aleister Crowley. No fundo, tudo bem ponderado e medido, a elevação do relativismo a princípio mestre para edificação de normas de conduta social é simplesmente uma inversão diabólica.
Sim, há inúmeras manifestações humanas que são relativas histórica e socialmente. Entretanto, como bem nos lembra Gustavo Corção, em seu livro “Dois amores, duas cidades”, que as categorias universais estão presentes em todas as culturas, independente das contingências. Por isso mesmo, não deveríamos jamais elevar as especificidades culturais (ou inventar outras tantas, de acordo com as ventanas do momento) ao patamar de categoria universal simplesmente porque não são. Mas assim agimos por termos aderido a esse vício cognitivo de apenas valoriz…

A Verdade sobre a Copa do Mundo - assista

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QUANDO NADA MAIS VALE À PENA

Escrevinhação n. 1011, redigido em 03 de junho de 2013, dia de Santa Clotilde e de São Carlos Lwang e companheiros.
Por Dartagnan da Silva Zanela

Há momentos em que nos perguntamos se tudo o que fazemos realmente tem alguma valia. Dificilmente tal indagação emerge em tenra idade. Na maioria dos casos esta vê-se aflorar quando nos encotramos na meia idade, quando já trilhamos um bom tanto de nossas primaveras.
Somente quando já tivemos certas experiências, quando já provamos duma relativa gama de sabores e dissabores é que podemos olhar para o âmago de nossa alma e, estando defronte com o mundo, indagarmos: o que é que eu fiz, o que é que estou fazendo com minha vida? Ora, para que tal indagação tenha sentido é preciso que exista uma vida que tenham sido vivida um bom tanto.
Quando chegamos na idade da razão, recordamos com um certo ar de amargor, todas as sandices que fizemos em nossa mocidade, todas as tolices que dissemos àqueles que apenas queriam o nosso bem e que, hoje, vemos como …

A TRILHA NA DENSA FLORESTA

Um passo de cada vez,
Há cada vez, um passo
A ser dado em direção
Da salvação da alma
Que resiste à conversão
Recusando-se a dar
O primeiro passo.

Por Dartagnan da Silva Zanela, em 09 de junho de 2013.

Pe. Paulo Ricardo no programa Escola da Fé - 06/06/2013

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Debilidades

Por Olavo de Carvalho
Em artigo recente, expliquei que um dos mais velhos truques do movimento revolucionário é limpar-se na sua própria sujeira, cuja existência negava até a véspera.
Desde a queda da URSS, a maneira mais usual de aplicar esse truque consiste em jurar que tudo aquilo que durante setenta anos todos os comunistas do mundo chamaram de comunismo não foi comunismo de maneira alguma: foi capitalismo.
Mediante essa simples troca de palavras a ideia comunista sai limpa e inocente de todo o sangue que se derramou para realizá-la, e gentilmente solicita da plateia um novo crédito de confiança, isto é, mais sangue, jurando que desta vez vai ser um pouquinho só, um tiquinho de nada. Por exemplo, varrer Israel do mapa ou exterminar a raça branca.
O apresentador dessa modesta sugestão não explica nunca como bilhões de pessoas inspiradas na teoria histórica mais científica de todos os tempos – insuperável, no dizer de Jean-Paul Sartre –, puderam se enganar tão profundamente quanto …

PELAS ESTRADAS DA VIDA

Escrevinhação n. 1010, redigida em 02 de maio de 2013, dia de São Marcelino e São Pedro, mártires.
Por Dartagnan da Silva Zanela

A Sagrada Escritura é uma pequena fração da dimensão celestial da realidade. É o vocábulo de Deus, comunicado a cada pessoa, através de palavras humanas. Palavras que nos descrevem fatos. São símbolos que nos auxiliam na compreensão de nosso lugar na criação e sobre os passos a serem trilhados por nós na confecção de nosso destino. Nisto reside o sentido moral das santas letras que nos auxiliam em nossa jornada por esse vale de lágrimas rumo a Pátria celeste.
Todavia, não é um nem outro que afirmam ter pouca confiança na Escritura. São muitos. Uns a colocam num segundo plano em favor das novidades modernas pretensamente superiores. Outros até aceitam sua autoridade originária, porém, com muita parcimônia, visto que, essas almas não seriam capazes de aceitar tudo que está presente em suas páginas. Onde já se viu não termos um olhar crítico em relação a um text…