PARA LIMPAR OS OLHOS


Escrevinhação n. 991, redigida em 08 de fevereiro de 2013, dia de São Jerônimo Emiliano e de Santa Josefina Bakhita.

Por Dartagnan da Silva Zanela


O Viagra fez mais pela humanidade do que duzentos anos de marxismo. Essa afirmação, feita pelo filósofo Luiz Felipe Pondé, tem lá seus ares jocosos, porém, se suspendermos as nuanças de seu humor cáustico, e refletirmos sobre as razões que o levaram a essa constatação, o gargalhar calar-se-á para dar lugar a um sisudo silêncio.

Se calcarmos nossos cotovelos sobre a mesa e fiarmo-nos a calcular o número de vidas ceifadas em nome da revolução rubra, veremos claramente que essa ideologia que arvora para si a candura duma pia imagem de preocupação para com os pobres é, na verdade, a ideologia mais assassina que já foi parida em toda a história. Isso mesmo! Se estudarmos com a devida atenção as ações inspiradas e orquestradas por ela, notaremos que, em nome do tal mundo novo possível, genocídio pouco é bobagem. Aliás, como nos ensina o professor J. S. Rummel, democídios, visto que, eram as populações governadas por esses regimes, que propagandeavam protegê-las, as suas principais vítimas.

Mais de cem e dez milhões de vidas foram ceifadas pelos regimes marxistas no correr de pouco mais de setenta anos. Vidas que diziam ansiar por libertar dos grilhões que as oprimiam, mas que, apenas os trocou por correntes mais pesadas.

Quando lemos “O livro negro do comunismo”, organizado por Stéphane Courtois, o que nos chama a atenção não é apenas o número, mas também, a forma cruel e sádica que o extermínio era realizado. Torturas, testemunhos falsos assinados à força, infanticídio, perseguições religiosas e extermínios lentos utilizando-se a arma da fome, conforme as palavras de Stalin.

Outra nota que os “comissários da verdade” não gostam de ouvir, são os campos de concentração marxistas que antecederam os campos nacional-socialistas alemães e que continuaram suas lides mesmo após o término da Segunda Guerra Mundial. Sobre este ponto, a leitura “d’O arquipélago Gulag” de A. Soljenítsin e “Torturado por amor a Cristo” de R. Wurmbrand é obrigatória. Estes livros são testemunhos vivos deste pesadelo que muitos se recusam a reconhecer porque crêem que a história os absolverá de seu silêncio frente a esses crimes de lesa-humanidade. Aliás, inúmeras foram as condenações auferidas aos crimes perpetrados pelos comunistas, porém, esse assunto no Brasil é ignorado.

E o que dizer do tráfico internacional de drogas e do crime organizado? A atuação das FARC e sua ligação com inúmeros partidos políticos da América Latina é algo que salta a vista, porém, muitos preferem desdenhar o fato ao invés de investigá-lo.  Livros como “O eixo do mal Latino-Americano” de Heitor de Paola, “La máfia de Havana” de Luis Grave de Peralta Morell e “Red Cocaine - Drugging the Americas and the West”, de Joseph D. Douglass são leituras que nos fazem arregalar as vistas.

É por essas e outras que o Viagra merece tanto crédito. Ele tem o mérito de ter trazido uma potência e a intimidade de uma alegria que até então estavam perdidas para muitos. Já o marxismo, com sua promessa de desenvolver todas as potencialidades da humanidade, conseguiu apenas hipertrofiar os delírios de onipotência de seus partidários que se encastelam junto a um Estado deificado.

Para os fiéis e simpatizantes deste credo, tudo o que eles desconhecem, e não querem conhecer, não existe, mesmo que os fatos ensangüentados batam à porta de sua alma. Estou sabendo. Porém, nada nos impede de conhecer com nossos próprios olhos a verdade silenciada sem termos de usar as viseiras ideológicas que eles tanto idolatram.

Pax et bonum
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