O PIOR CEGO É AQUELE MESMO


Escrevinhação n. 974, Redigida em 25 de outubro de 2012, dia de Santo Antônio de Sant'Anna Galvão, de São Crispim e de São Crispiniano São Gaudêncio.

Por Dartagnan da Silva Zanela


A grande ameaça que paira sobre os valores que alicerçam a civilização ocidental é o sistema educacional. Isso mesmo! O maior inimigo da Educação é a educação vigente. Quando afirmo isso, não estou me referindo a questões concernentes a disponibilidade de recursos materiais e financeiros, a quantidade de salas e coisas do gênero. Refiro-me sim aos valores que abertamente estão sendo ensinados e cultivados pelas potestades educacionais.

Ora, quais são as preocupações que norteiam os responsáveis pela ex ducere brasileira? Ah! São muitas. Listemos as principais: no entender dos sabichões do educar, é de fundamental importância para o desenvolvimento cognitivo e cívico dos mancebos que eles acreditem candidamente que o socialismo é uma doutrina humanista, que o marxismo é uma panacéia apolínea, que todas as religiões são igualmente constructos humanos, que as fantasias sexuais (esdrúxula ou não) devem ser aceitas como uma manifestação cultural pia, fonte de direitos humanos inconteste, digna de um respeito sacrossanto.

Não apenas isso! Para esses entendidos no assunto, uma norma culta a ser utilizada por todos os brasileiros é uma imposição autoritária da “zelite”. Para eles, o mérito é uma coisa muito feia, por isso, todos devem ter o seu talento nivelado abaixo da mediocridade em nome de uma inclusão sem substância alguma.

Tem mais! Afirmam que a verdade não existe. O que existe, segundo eles, são apenas opiniões. Pontos de vista que devem sempre ser respeitados desde que não contrariem as opiniões majoritárias defendidas pelos democráticos doutos no ato de educar e por seus prosélitos.

Doravante, essas ideias turvas não estão sendo aplicadas há pouco. Elas estão escancaradamente presentes, num crescente, em nosso sistema educacional desde a década de 90. Para atestar esse fato, leia a documentação oficial do MEC e da SEED dos últimos vinte anos e perceberá a continuidade destas políticas (des)educacionais. Verifique os bancos de teses e dissertações e verá que as mesmas ideias estão sendo propagandeadas desde a década de 80. Trocando por miúdos: o caos de hoje deve-se não a um acaso do destino, mas sim, a um esforço contínuo e calculado no intento de gerar o cenário absurdo que hoje impera.

Toda essa agenda politicamente-correta esquerdizante, hoje, encontra-se presente no currículo (visível e oculto) das instituições de ensino de nosso país desvirtuando as tenras almas, incapacitando-as ao exercício da vida humana responsável, infantilizando-as, numa dependência eviterna da tutela Estatal. Só não vê quem não quer.

Tudo isso seria quase risível se fossem dados extraídos de uma obra de ficção. Infelizmente, não o são. Não é à toa que o analfabetismo funcional seja a regra e, a educação, em sua plenitude, uma exceção. E o pior de tudo é que chamam esse angu de educação para a cidadania ou, pela alcunha de pensamento crítico.

De fato, é crítico mesmo.

Pax et bonum
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