Entrevista concedida por Rodrigo Gurgel ao “A Tribuna”


A Tribuna: Entre os autores analisados em seu livro encontram-se nomes clássicos (José de Alencar, Manuel Antônio de Almeida, Raul Pompeia, Machado de Assis, Graça Aranha etc.). Além destes ficcionistas, há também prosadores como João Francisco Lisboa, Joaquim Felício dos Santos, Eduardo Prado, Nabuco e Taunay. Por que a escolha dos escritores acima? Qual foi o critério? Tem alguma admiração por eles?

Rodrigo Gurgel: O livro é uma compilação da série de ensaios que iniciei, em 2010, no jornal Rascunho, de Curitiba. Sou crítico literário do jornal desde 2006, mas em 2010 iniciei essa série, cujo objetivo é reler os principais prosadores da literatura brasileira, sejam ficcionistas ou não. A escolha desses autores nasce, portanto, não de uma admiração pessoal, mas da necessidade de empreender esse trabalho de releitura da prosa nacional. Trabalho, aliás, que continua e chegará aos prosadores contemporâneos. Nesse primeiro volume, agora publicado, tratamos dos prosadores do século XIX. [continue lendo]