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Mostrando postagens de Agosto, 2012

O STF corre perigo

Por Marco Antonio Villa
No julgamento do mensalão o Supremo Tribunal Federal (STF) está decidindo a sua sorte. Mas não só: estará decidindo também a sorte da democracia brasileira. A Corte deve servir de exemplo não só para o restante do Poder Judiciário, mas para todo cidadão. O que estamos assistindo, contudo, é a um triste espetáculo marcado pela desorganização, pelo desrespeito entre seus membros, pela prolixidade das intervenções dos juízes e por manobras jurídicas.
Diferentemente do que ocorreu em 2007, quando do recebimento do Inquérito 2.245 - que se transformou na Ação Penal 470 -, o presidente Carlos Ayres Britto deixou de organizar reuniões administrativas preparatórias, que facilitariam o bom andamento dos trabalhos. Assim, tudo passou a ser decidido no calor da hora, sem que tenha havido um planejamento minimamente aceitável. Essa insegurança transformou o processo numa arena de disputa política e aumentou, desnecessariamente, a temperatura dos debates.
Desde o primeiro …

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI

CONCELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA E IMPOSIÇÃO DOS PÁLIOS  AOS NOVOS ARCEBISPOS METROPOLITANOS  NA SOLENIDADE DOS SANTOS PEDRO E PAULO
Basílica Vaticana  Sexta-feira, 29 de Junho de 2012
Venerados Cardeais,
Amados Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,
Queridos irmãos e irmãs!

Reunimo-nos à volta do altar para celebrar solenemente os Apóstolos São Pedro e São Paulo, Padroeiros principais da Igreja de Roma. Temos connosco os Arcebispos Metropolitas nomeados durante os últimos doze meses, que acabaram de receber o pálio: a eles dirijo, de modo especial e afectuoso, a minha saudação. E, enviada por Sua Santidade Bartolomeu I, está presente também uma eminente Delegação do Patriarcado Ecuménico de Constantinopla, que acolho com gratidão fraterna e cordial. Em espírito ecuménico, tenho o prazer de saudar, e agradecer pela sua participação, «The Choir of Westminster Abbey», que anima a Liturgia juntamente com a Capela Sistina. Saúdo também os Senhores Embaixadores e as Autoridades civis: a todos agr…

Punir o culpado pega mal

Por Ferreira Gullar
Estar, hoje, a mais alta corte de Justiça do país, julgando um processo que envolve algumas importantes figuras do mundo político nacional é um fato de enorme significação para o país.
É verdade que esse processo estava há sete anos esperando julgamento e que muitas tentativas foram feitas para inviabilizá-lo. Até o último momento, no dia mesmo em que teve início o julgamento, tentou-se uma manobra que o suspenderia, desmembrando-o em dezenas de processos sujeitos a recursos e protelações que inviabilizariam qualquer punição dos réus.
Mas a proposta foi rechaçada e, assim, o julgamento prossegue. Se os culpados serão efetivamente punidos, não se pode garantir, uma vez que os mais famosos e sagazes advogados do país foram contratados para defendê-los. Além disso, como se sabe, punição, no Brasil, é coisa rara, especialmente quando se trata de gente importante.
E é sobre isso que gostaria de falar, porque, como é do conhecimento geral, poucos são os criminosos conde…

DA PUSILANIMIDADE COTIDIANA

Escrevinhação n. 963, redigida em 27 de agosto de 2012, dia de Santa Mônica.
Por Dartagnan da Silva Zanela


Em seu Testamento Político, o Cardeal Richilie ensina-nos que os maus exemplos minam a legitimidade da autoridade e que isso ocorre devido ao fato de que muitos indivíduos mensuram seu mérito de acordo com sua astúcia esquecendo-se da necessária realização de atos e feitos que deem substância a este.
As centúrias passaram, junto com os passos de milhares sobre terras e mares e cá estamos nestas terras distantes vivenciando a mesma chaga que se vê impregnada nos átrios de nosso coração e macula-nos. E pior é que tal estado de coisas não é uma novidade nestas paragens. Aliás, se formos realmente francos, constataremos o óbvio ululante de que o que destoa esta triste realidade é o tom da dignidade que, vez por outra, faz-se luzir em meio às sombras que amoldam a visão que temos de nossos dias.
Não é pouca a astúcia que molda nossa cultura política, ao mesmo tempo em que raro faz-se o …

Nova Ordem Mundial - o maior perigo que ameaça o Cristianismo

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Na Aula ao Vivo de 21/08/2012, Padre Paulo Ricardo continua comentando sobre o livro "Poder Global e Religião Universal", do Monsenhor Claudio Sanahuja, no qual expõe a transformação que o mundo atual está sofrendo, partindo dos novos paradigmas propostos pela Nova Ordem Mundial.
Sabendo que o projeto de reengenharia social esbarra nos valores judaicos-cristãos, notadamente representados pela Igreja Católica Apostólica Romana, os arquitetos da Nova Ordem Mundial pretendem destruí-la desde o seu interior.
É o que nos mostra o Monsenhor Sanahuja por meio desta obra valiosíssima que deve ser estudada por todo aquele que deseja manter-se cristão e fiel ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, único modo de terminar essa guerra do lado certo.
Para adquirir o livro, clique aqui: http://www.ecclesiae.com.br/

Viva Santo Agostinho, Santo e Doutor da Igreja!

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O que mantém livre o livre mercado?

Por Jeffrey Nyquist
Se você quiser entender a base da liberdade e do livre mercado, então você deve ouvir o testemunho do magistrado da Suprema Corte dos Estados Unidos, Antonin Scalia, em 05 de outubro de 2011, perante o Comitê de Justiça do Senado [1]. De acordo com Scalia, nossa liberdade é assegurada por meio da Constituição dos Estados Unidos da América. Infelizmente, segundo ele, nós não estamos passando adequadamente para a próxima geração os segredos da Constituição. Scalia encontra-se frequentemente com os estudantes das melhores escolas de Direito e pergunta a eles: “Quantos de vocês leram O Federalista?”; nunca vejo mais de 5% deles levantando as mãos. Sobre isso, Scalia diz: “Isso é muito triste... Aqui temos um documento expondo as pretensões dos Autores da Constituição. É uma exposição tão profunda das ciências políticas... ainda assim criamos uma geração de americanos que não estão familiares com ela”.
Scalia continua e pergunta por que os EUA é um país livre e o que o…

Já notaram?

Por Olavo de Carvalho
Vocês já notaram que, de uns anos para cá, a simples opinião contrária ao casamento gay, ou à legalização do aborto, passou a ser condenada sob o rótulo de "extremismo", como se casamentos homossexuais ou abortos por encomenda não fossem novidades chocantes, revolucionárias, mas sim práticas consensuais milenares, firmemente ancoradas na História, na natureza humana e no senso comum, às quais realmente só um louco extremista poderia se opor?
Já notaram que o exibicionismo sexual em praça pública, as ofensas brutais à fé religiosa, a invasão acintosa dos templos, passaram a ser aceitos como meios normais de protesto democrático por aquela mesma mídia e por aquelas mesmas autoridades constituídas que, diante da mais pacífica e serena citação da Bíblia, logo alertam contra o abuso "fundamentalista" da liberdade de opinião?
Já notaram que o simples ato de rezar em público é tido como manifestação de "intolerância", e que, inversamente, …

De pintinhos e buraquinhos

Por Carlos Ramalhete
Vivemos em meio à riqueza. O padrão de vida de qualquer pessoa que esteja inserida na nossa sociedade, mesmo que viva em uma favela, é muitíssimo superior ao dos reis de França de antanho. Há mendigos que são obesos mórbidos! O mínimo indispensável para a sobrevivência (abrigo, roupa, água e comida) está praticamente garantido para qualquer citadino.
Dispensada, assim, dos esforços que ocupavam as gerações anteriores, a população pode se entregar aos maus hábitos que sempre marcaram as classes superiores de uma sociedade decadente: luxúria, gula, cobiça... [continue lendo]

A LETRA DO MEDALHÃO

Escrevinhação n. 962, redigida em 21 de agosto de 2012, dia de São Pio X.
Por Dartagnan da Silva Zanela

Analfabeto não é aquele que não sabe ler. Analfabeto é aquele que sabe ler e não lê. Todos já ouviram ou leram essa afirmação de Mário Quintana. Pior que esse tipinho (infra)humano é aquele que leu apenas um livro e interpreta tudo e a todos à luz das páginas deste. Este é um sujeito perigoso, como nos lembra Santo Tomás de Aquino e, infelizmente, não são poucos.
Em algum momento de sua vida, esses indivíduos foram obrigados a ler algo em sua (de)formação, digo, leram devido a sugestão que fora feita pelos seus maestros e aí transformam as palavras que foram solvidas daquelas páginas na pedra angular de sua existência e, por terem lido um livreto, esses sujeitos julgam que passaram a habitar os píncaros olimpianos e, nesta altitude imaginária, passam a olhar todos em seu entorno como reles mortais.
E o pior de tudo é que, em regra, esse tipo singular de analfabeto medalhão (aludindo a…

Santa Helena, primeira peregrina e mãe de Constantino - O Grande, rogai por nós...

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A sabedoria de dona Irena

Por Carlos Ramalhete
Dias atrás, tive a alegria de receber uma carta de leitora, enviada por dona Irena, de 90 anos de idade. Ela nasceu num mundo sem antibióticos, sem telefones – que dirá celulares! –, sem computadores. Era já uma mulher adulta quando nossos pracinhas foram à guerra na Itália. Já uma senhora quando o sangue de brasileiros lutando contra brasileiros foi derramado, nas convulsões dos anos 70. E, eu, reverente diante de tanta experiência, alegro-me por ter tido a honra de não só ser lido por ela, mas por ter ela me escrito uma carta. Na carta, ela aponta algumas razões que percebe, com a vantagem de quem viveu num mundo muito diferente, para a violência sem sentido que se expressa nas chacinas de desconhecidos. Aponta-nos como razões a educação sem Deus; a violência extremada apresentada como diversão nos filmes; e a cultura da celebridade, que faz com que o sonho de muitos seja a fama, ou a infâmia. [continue lendo]

UM OLHAR POLITICAMENTE INCORRETO

Escrevinhação n. 961, redigida em 12 de agosto de 2012, dia do Bem-aventurado Papa Inocêncio XI, de Santa Joana Francisca de Chantal e do Padre Leão Dehon.
Por Dartagnan da Silva Zanela

Não são poucas as análises apresentadas sobre o cenário político atual. Diante deste quadro o mais sensato seria não apontar nenhuma linha sequer sobre o tema para não mais intoxicar o leitor. Mas como sou um tanto abusadinho, sem a menor cerimônia, cá estou eu com uma brevíssima pontuação sobre as eleições municipais deste ano de 2012 da Graça de Nosso Senhor.
Nesta, não discorrerei sobre os atores principais (os candidatos), mas sim, sobre os coadjuvantes (os leitores). Penso que podemos eleger alguns tipos ideais que bem representam os possíveis comportamentos do eleitorado em um pleito eleitoral em uma república como a nossa. O primeiro é o tipo capachão. Ele deve algum favor (bem grande) ou tem alguma sinecura junto ao paço e defende seu candidato com unhas e dentes. Um segundo seriam os capachões …

ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA AO CÉU - quarto mistério glorioso

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SÓ O CHEFE NÃO SABIA

Por Ferreira Gullar
Falando francamente, qual é a imagem que se tem de Lula? Melhor dizendo, se alguém lhe pedisse uma definição do nosso ex-presidente da República, qual daria? Diria que se trata de uma pessoa desligada, pouco objetiva, que mal repara no que se passa à sua volta? Estou certo de que não diria isso, nem você nem muito menos quem privou ou priva com ele.

Ao contrário de alguém desligado, que entrega aos outros a função de informar-se e decidir por ele, Lula sempre se caracterizou por querer estar a par de tudo o que acontece à sua volta e, muito mais ainda, quando se trata de questões ligadas a seu partido e à realidade política em geral.

As pessoas que o conheceram no começo de sua vida política, como os que lidaram com ele depois, são unânimes em defini-lo como uma pessoa sagaz, atenta e sempre interessada em tudo saber do que se passava na área política e, particularmente, o que dizia respeito às disputas, providências e articulações que ocorriam dentro do seu parti…

Sensibilidade cultural

Por Luiz Felipe Pondé
Hoje em dia gostamos de inventar termos "científicos". Um deles é "sensibilidade cultural", e o usamos para criticar formas de "intolerância cultural" (ou insensibilidade cultural), ou seja, tratar mal pessoas com hábitos diferentes dos nossos ou negar o direito de se praticar coisas estranhas para nossa cultura. A forma mais radical de criticar esta intolerância é dizer que "todo outro é lindo".
Gosto mais da expressão "tolerância" quando era inocentemente aplicada a casas de mulheres que fazem sexo em troca de dinheiro, as chamadas "casas de tolerância". Tenho saudade do uso da palavra "tolerância" neste sentido. Hoje em dia, a expressão "tolerância" é comumente utilizada por fanáticos que querem afirmar que tudo que vem do "outro" é lindo e maravilhoso.
Polêmicas ao redor do uso do véu islâmico têm sacudido a Europa. Até a Olimpíada em Londres não escapa disso. Recusar o…

The History Channel - Vida Medieval (Completo e Dublado)

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O QUE HÁ NO HORIZONTE DO BRASIL?

Escrevinhação n. 960 redigida em 07 de agosto de 2012, dia de São Caetano de Thiene, de Santa Afra e suas companheiras e de Santo Xisto II.
Por Dartagnan da Silva Zanela
“Mister Slang e o Brasil” é um livreto maravilhoso nascido da pena e do gênio de Monteiro Lobato, obra esta composta por luminosos diálogos entre um brasileiro íntegro (espécime raro) e um cordial e atento observador inglês. Numa das falas, Mr. Slang diz que em nossas terras todos os escrúpulos morais inexistem, o amoralismo governa-nos e a injunção política impera.
Ainda, o mesmo afirma-nos que nestas terras praticamente todos os valores morais foram invertidos e que, o pouco que restou, ficou tão molambento que não resiste a um reles sopro de um reles lobo malvado.
De fato, de tão torpe que se encontra nossa sociedade que se tornou lugar comum a crença de que a patifaria e a vilania são uma regra universal, um traço singular que marca a imagem do ser humano que nos esquecemos de perguntar se, de fato, esse estado de c…

TIPIFICAÇÃO DA NULIDADE (DEPRE)CÍVICA

Escrevinhação n. 959, Redigida em 06 de agosto de 2012, dia da Bem-aventurada Maria Francisca Rubatto e da Transfiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Por Dartagnan da Silva Zanela

Há um belíssimo diálogo encenado no filme “O mestre da armas”, dirigido por Ronny Yu. Nele, Huo Yuan Jia (Jet Li), aprecia uma xícara de chá com Anno Tanaka (Shido Nakamura) antes da luta que travariam em um torneio. A prosa era sobre chá e artes marciais, sobre as virtudes da bebida e das artes. Neste diálogo, Tanaka pergunta a Yuan Jia por que eles competem tanto se todas as artes marciais seriam iguais? Por quê? Porque as competições nos revelam nossas fraquezas e, deste modo, nos guiam à plenitude.
Pois bem, neste ano, em todas as cidades e cidadelas deste país estamos tendo o acirramento de inúmeros combates. Pelejas estas que nem de longe se aproximam da dignidade dos dois personagens presentes nesta bela película.
Sim, as eleições, de um modo geral, revelam as fraquezas de nossa vida (depre)cívica, o …

SOBRE O JULGAMENTO DO MENSALÃO...

Por Reinaldo Azevedo
Não tenho especial prazer em ser chulo — aliás, prazer nenhum, muito pelo contrário! —, mas também não temo as palavras. Ao Supremo Tribunal Federal caberá, sim, dizer se cadeia, no Brasil, continua a ser um “privilégio” que só atende aos três “pês”: pobre, preto e puta. Eu convido os ministros do Supremo, então, a democratizar a língua do “pê” e a dizer se “político” e “petista” também podem gozar desse benefício, o que significará acrescentar um outro “pê”, este sim fundamental: “poderoso”. Então ficamos assim: os ministros do Supremo dirão se o país que prende, com especial desenvoltura, “pobre, preto e puta” também tem a coragem de prender “político, petista e poderoso”. Tem ou não? É o que veremos.
Não, senhores! Eu não tenho, como sabem, a menor disposição para a vendeta de classes. Quem inventou a era de “Os ricos também choram” foi a Polícia Federal de Márcio Thomaz Bastos! E quem é Bastos? Hoje, o advogado-estrela do mensalão, apelidado de “Deus” — deve-…

São João Maria Vianney (São Crura D'Ars), rogai por nós

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Grandes Entrevistas - Graciliano Ramos

Estamos ainda em 1914. Nesse ano realiza Graciliano sua primeira viagem ao Rio, tendo trabalhado aqui como foca de revisão. No Correio da Manhã e n'O Século, de Brício Filho, não passou de suplente de revisor, trabalhando apenas quando o revisor efetivo faltava. Em A Tarde, porém, um jomal surgido, naquela época para defender Pinheiro Machado chegou a revisor efetivo. Morou em várias pensões, naquele Rio dos princípios do século, que tantos cronistas já têm descrito. Os antigos endereços ficaram-lhe na memória, e sem qualquer esforço o romancista os vai citando: Largo da Lapa 110; Maranguape 11, Riachuelo 19... Todos numa zona então muito pouco recomendável, porque bairros de meretrício, de desordeiros e boêmios.
- A pensão do Largo da Lapa está em Angústia confessa-me o escritor. - Dagoberto foi meu vizinho de quarto... [continue lendo]

A filosofia e seu inverso

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Aula do Seminário de Filosofia (www.seminariodefilosofia.org) de 18 de fevereiro de 2012. Na leitura dos artigos comentados, o professor cometeu dois lapsos. No primeiro, a expressão "inverso exato da vida filosófica" saiu "inverso exato da vida profissional". No segundo, onde estava escrito "Alfred Whitehead", ele leu "Arthur Whitehead". Levem em conta essas correções durante a audição.

Roda Viva - Domenico de Masi (1998)

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O sociólogo italiano, professor da Universidade de Roma 'La Sapienza', surpreedeu ao apresentar uma nova visão de sociologia do trabalho, baseada no tempo livre e na criatividade. Crítico das relações de trabalho onde burocratas e burocracia prevalecem sobre as atitudes criativas, Domenico de Masi fala de formação educacional e profissional, de comportamentos de empresas e funcionários, de experimentos e idéias que oferecem uma nova abordagem de questões que ainda alimentam dúvidas e preocupações em relação ao mercado de trabalho.

Santo Afonso de Ligório, rogai por nós

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SOB O SOL DA FRIVOLIDADE

Escrevinhação n. 958, Redigida em 29 de julho de 2012, dia de Santa Marta.
Por Dartagnan da Silva Zanela

E foi dada a largada para mais um ano eleitoreiro nestas terras de Pindorama e, como diria Júlio César às margens do Rubicão, alea jacta est. A sorte está lançada. Entretanto, em que consiste o fadário da nação brasileira num ano como este? Na verdade, não é difícil responder esta pergunta, não mesmo. É apenas desgostoso fiar palavras sobre a realidade que se apresenta diante de nossas vistas.
Todavia, como certa feita D. Rodrigo de Souza Coutinho, Conde de Linhares, havia declarado, “chorar em lugar de obrar quando o perigo é manifesto, é sinal de imbecilidade”. E é aí que reside a amargura de meu tinteiro, neste misto de desfibramento moral e estultice que impera hegemonicamente sobre a sociedade brasileira que faz da imbecilidade coletiva o grande ideário nacional.
Para infelicidade geral da nação nós não somos um povo. Somos apenas uma multitude amorfa, fundada em valores vis. So…