sábado, 31 de março de 2012

Comentário Radiofônico de 29 de março de 2012


Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela para o programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO, transmitido pela rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

A pedofilia promovida e atestada

Por Fábio Blanco

O impensável já começou a acontecer. O próprio tribunal superior do país já está julgando a favor da pedofilia. E isso só acontece porque, em alguns momentos antes, da mesma forma usurpadora, o mesmo tribunal legislou, como também fez o tribunal supremo, e, como suas decisões foram favoráveis ao gosto de esquerdistas, ninguém falou nada.

Em decisão recente, o STJ decidiu que pagar pelos serviços sexuais de uma menina de 12 anos não é crime, pois, segundo os julgadores, houve consentimento dela. No entanto, não é isso que afirma a lei e ela não está sendo respeitada.

O Código Penal, em seu artigo 217-A, é taxativo ao determinar que ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos é crime. Não há, nessa tipificação, nenhuma margem para interpretação relativa. Se é crime presumido, não importam as circunstâncias, e qualquer jurista que atente para a lei, isento de olhos ideológicos, irá concordar com isso. [continue lendo]

quarta-feira, 28 de março de 2012

Comentário Radiofônico de 28 de março de 2012


Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela para o programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO, transmitido pela rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

OS PIORES CONSELHEIROS

Escrevinhação n. 939, redigido em 20 de março de 2012, dia de Santa Maria Josefina do Coração de Jesus Sancho de Guerra, do Bem-aventurado Ambrósio Sansedoni de Sena e de São Jozef Bilczewski.

Por Dartagnan da Silva Zanela


Se conselho fosse bom não era dado, mas sim, vendido. Não é assim que reza do brocardo popular? Pois é, entretanto, não são eles que não prestam. Ruins são, muitas das vezes, os conselheiros por nós eleitos para nos orientar nos momentos de indecisão.

Seja ele bom ou ruim, um conselho é o chão por onde firmamos nosso passo quando tudo o mais pareça ser movediço. Aliás, a vida é assim. Um filme sem roteiro com vários diretores histéricos gritando em nossos ouvidos, exigindo que atendamos os seus surtos ao mesmo tempo em que querem que sejamos, como se diz, originais.

Entre estes estão nossos maus conselheiros. E, como de um modo geral nosso apreço pelos estudos é parvo e nossa entrega a companhia das obras da literatura universal é inexistente, nossos conselheiros acabam sendo, inevitavelmente, o medo e a soberba. Aliás, chega ser engraçado como essa dupla coexista em nossa mesquinha alma.

Dio Santo! Quantas e quantas vezes tomamos decisões, unicamente, movidos pelo medo devido nossa pobreza de imaginação. Concebemos poucas possibilidades para plena realização humana por desconhecermos, de modo deplorável, o que nos torna realmente humanos, por desprezarmos as possibilidades que a literatura pode nos apresentar.

Pensamos que tudo que há na vida são aqueles esteriótipos mesquinhos com os quais avaliamos e julgamos tudo o que existe em nosso entorno, rotulando simploriamente a vida ao mesmo tempo em que esvaziamo-nos de seu conteúdo, do humano conteúdo. E, na falta disso, da ventilação destes caminhos possíveis, o medo nos aconselha e nós o ouvimos prontamente. Não é por menos que hoje somos uma sociedade de desfibrados.

E o curioso é que ninguém assume essa pacóvia feição. Bem, é justamente aí que entra a tal da soberba para dar os seus palpites ao biltre que nos habita. Edificamos um espantalho mal frojado de grandeza fingida para colocar no lugar de nossa dignidade. Dizemos para nós mesmos: “eu sou maior que isso! O que vem debaixo não me atinge”. Não é que não nos atinja. Atinge e bate doído e temos medo de agir. Aí nos escondemos de nossa vergonha, de nossa fraqueza, de nós mesmos.

Grande passo seria se partíssemos na direção de conselheiros melhores. Porém, para tal empreitada seria necessário que estivéssemos dispostos a abandonar as companhias vulgares que tanto primamos. Mas, e quem disse que queremos abandonar a nossa pequenez moral? Quem disse?

Que cada umse auto-engane como quiser.

Pax et bonum
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terça-feira, 27 de março de 2012

Comentário Radiofônico de 27 de março de 2012


Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela para o programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO, transmitido pela rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

Krokodil: a manifestação física do mal e seus antecedentes – Parte 2

POR CRISTIAN DEROSA

Mais tarde, Austin Osman Spare, discípulo de Crowley, ficou conhecido por seus escritos esotéricos nos quais prescrevia rituais da chamada magia sexual. O sexo, segundo Spare, concentra imensa força energética justamente por representar os instintos mais primitivos de busca pelo prazer. Tanto que Spare e seu mestre utilizavam as drogas como meios de alcançar estes supostos estágios superiores de consciência, e defendiam o uso de substâncias para vários tipos de tratamento psíquico e cura espiritual.

Segundo Spare, “para se poder apreciar adequadamente a idéia da Nova Sexualidade, é necessário que a mente se dissolva no Kia e que não haja stress na consciência (i.e., pensamento), pois os pensamentos modificam a consciência e criam a ilusão absurda de que o indivíduo ‘possui’ a consciência”. [1]

A partir da década de 1960, o psicólogo Timothy Leary ficou famoso por afirmar os benefícios espirituais e terapêuticos do LSD, considerando a droga psicotrópica como um elemento essencial para o progresso humano. Mesmo após sua expulsão de Harvard, depois de fazer experimentos de drogas com uma turma de jovens, Leary se tornou um dos mais influentes intelectuais do século, um verdadeiro ícone da contracultura. Leary era membro do Esalen Institute, o maior difusor dos movimentos Nova Era no mundo. Era também ligado à KGB e se dizia um continuador de Crowley. [continue lendo]

segunda-feira, 26 de março de 2012

Comentário Radiofônico de 26 de março de 2012


Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela para o programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO, transmitido pela rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

As filhas da desgraça

Por Luiz Felipe Pondé

"Eu sou um ex-covarde", escreveu Nelson Rodrigues, no "Globo", no dia 18/10/1968. E continua: "... o medo começa nos lares, e dos lares passa... para as universidades, e destas para as Redações... Sim, os pais têm medo dos filhos; os mestres, dos alunos".

Sobre Nelson, leia "Inteligência com Dor, Nelson Rodrigues Ensaísta", de Luís Augusto Fischer (ed. Arquipélago). Grande livro, rodriguiano até a medula: a inteligência é mesmo uma ferida aberta.
Paulo Francis dizia que um dia o mundo seria tomado pelos comissários do povo. Chegamos perto disso: os comissários dos ofendidos babam de vontade de tomar conta do pensamento público, esmagando tudo o que não concorda com sua autoestima.

Não conseguirão porque o pensamento público é como uma guerra. A arena do pensamento público cria valores na mesma medida em que enfrenta seus algozes. [continue lendo]

sexta-feira, 23 de março de 2012

Comentários Radiofônicos de 19 a 23 de março de 2012


Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela para o programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO, transmitido pela rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

A rotina das cobras

Por Olavo de Carvalho

Se há uma lição que a História ensina, documenta e prova acima de qualquer dúvida razoável, é a seguinte: sempre que os comunistas acusam alguém de alguma coisa, é porque fizeram, estão fazendo ou planejam fazer logo em seguida algo de muito pior. Acobertar crimes sob afetações histriônicas de amor à justiça é, há mais de um século, imutável procedimento-padrão do movimento mais assasino e mais mentiroso que já existiu no mundo.

Só para dar um exemplo incruento: o Partido dos Trabalhadores ganhou a confiança do eleitorado por sua luta feroz contra os políticos corruptos, ao mesmo tempo que ia preparando, para colocá-lo em ação tão logo chegasse ao poder, o maior esquema de corrupção de todos os tempos, perto do qual a totalidade dos feitos de seus antecessores se reduz às proporções do roubo de um cacho de bananas numa barraca de feira. [continue lendo]

quarta-feira, 21 de março de 2012

O OLHAR PACIENTE DO BURRO

Escrevinhação n. 938, redigido em 19 de março de 2012, dia de São José, esposa da Virgem Santíssima.

Por Dartagnan da Silva Zanela


Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei dos reis, escolheu um burro para adentrar a cidade de Jerusalém. Mas porque não um cavalo? Sim, os cavalos são majestosos, imponentes e altivos, tal qual os senhores deste mundo. Mas, todos sabemos, que o Reino de Cristo não é deste mundo, por isso, o burro. Animal humilde, manso e silencioso, bem mais apropriado para simbolizar o caminho que nos leva à Verdade.

Todos sabemos, na mesma proporção que esquecemos, que são os humildes que compreendem o significado pleno da Cruz, são os mansos que abraçam o madeiro. São os silenciosos que, contritos, cingem os seus passos pela vereda que nos leva a viver uma vida Verdadeira, sem dualidade entre palavra dita e o verbo vivido e, deste modo, negando a língua bipartida que há em nós e que tanto insiste em apartar o que é conveniente do que é urgente ser testemunhado.

Neste sentido, temos muito que aprender com o burrinho que carregou o Verbo Divino encarnado. O caminho que leva a Ele, que é a Verdade, nos é ensinado por esse animal, pela sua figura. Aliás, cabe lembrar, que humildade não é sinônimo de encenação de coitadinho da praça dos desterrados, não mesmo. Ser humilde faz coro com a disposição de vergar nosso ego inchado diante da Verdade para unirmo-nos a Ela, carregando-a, como faz o pequeno moar. E é nesta vereda que a mansidão e o silêncio enchem-se de plenitude preenchendo-nos com o luminoso conhecimento da Verdade e, não mais, por nossas ocas opiniões.

Que bom seria se atinássemos nosso passo na via seguida pelo burrinho. Bom seria, porém, sabemos que não fazemos isso.

Na real, seguimos à margem da estrada e, em um primeiro momento, estamos, assistindo a Sua entrada na Jerusalém de nossa alma, inclusive O saldamos como sendo o Rei do reis, deitamos nossos mantos de vaidade e orgulho para Ele passar, porém, o fazemos com todo aquele requinte de fingimento.

Tanto é que, as mesmas vozes que O recebem como Senhor são as mesmas que gritam para crucificá-lo. Tudo isso na mesma semana. E assim nosso coração age em suas voltas, sempre seguindo a roda viva de turvos passos, similar a folhas secas jogadas ao vento, sepultando entre as mãos nossa consciência letalmente ferida.

Fim de jogo. Declaramos, de maneira soberba, que sabemos qual é o caminho que deve ser trilhado pelo justo ao mesmo tempo em que enterramos, sem cerimônia, as sandálias que poderiam nos levar à renovadora e vivificante presença Daquele que é a Verdade.

Pax et bonum
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quinta-feira, 15 de março de 2012

A estupidez não é verde-amarela apenas!

Por Reinaldo Azevedo

Cristofobia e ódio ao Ocidente querem, agora, censurar Dante Alighieri, acusado de islamofóbico, homofóbico e anti-semita. E eu juro que não estou brincando!

A notícia saiu ontem no jornal italiano Corriere della Sera, e eu mal acreditava no que estava lendo. Cheguei a achar, por alguns instantes, que se tratava de uma alguma piada, uma ironia que eu não estava compreendendo direito, algo assim. Mas não! Era tudo verdade! Há mesmo uma ONG, a Gherush92, que reúne intelectuais e que goza do status de assessoria especial do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, que quer banir a Divina Comédia, de Dante Alighieri (1265-1321), das escolas da Itália. Trata-se apenas da obra mais importante da literatura italiana e de uma das principais referências da literatura ocidental. A Gherush92 diz lutar contra o racismo, a discriminação dos povos indígenas, das crianças, mulheres etc — agora, luta também contra Dante! [continue lendo]

Comentário Radiofônico de 13 de março de 2012


Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela para o programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO, transmitido pela rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

Amor incondicional à mentira

Por Olavo de Carvalho

A tradução brasileira do estudo magistral de Tony Judt, Passado Imperfeito. Um Olhar Crítico sobre a Intelectualidade Francesa no Pós-Guerra (Rio, Nova Fronteira, 2012), acontecimento excepcional num mercado livreiro amplamente dominado pela literatura de autoglorificação esquerdista, fornece às almas sinceras que ainda restem neste país a ocasião de meditar um dos fenômenos mais salientes – e mais deprimentes – da política mundial no último século e meio.

O período aí enfocado notabilizou-se pela tenacidade obstinada com que alguns dos intelectuais de maior destaque na França – Jean-Paul Sartre, Maurice Merleau-Ponty, Emmanuel Mounier, Edgar Morin, Claude Roy e outros tantos – fizeram das tripas coração para negar fatos bem provados e, assim procedendo, se tornaram cúmplices do genocídio comunista, responsável por mais mortes do que duas guerras mundiais somadas.

Na velhice, muitos daqueles colaboracionistas históricos publicaram livros de memórias, onde, admitindo finalmente o crime, buscavam e rebuscavam atenuantes psicológicos, cada um realçando miúdas diferenças do seu caso individual de modo a parecer menos culpado que os outros. [continue lendo]

quarta-feira, 14 de março de 2012

Comentário Radiofônico de 12 de março de 2012 (Sobre o Pe. Paulo)


Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela para o programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO, transmitido pela rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

EM DEFESA DO PADRE PAULO RICARDO

Escrevinhação n. 937, redigido em 11 de março de 2012, dia de São Constantino.

Por Dartagnan da Silva Zanela


Raras são as vozes que se erguem para proferir a Verdade. Raras são as almas corajosas que ousam dar testemunho daquilo que todos veem, mas que, ninguém, ou por covardia ou por patética conveniência, quer enxergar. Naturalmente que as pessoas aquilatas acabam por se destacar em meio a imensa massa de almas sebosas que tomam conta do cenário nacional. E, não é por menos que a pusilanimidade destas apenas destaca a grandeza de figuras singulares como o Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior.

Digo isso em vista da atitude calhorda que um grupelho de pseudo-sacerdotes tomaram no dia 27 de fevereiro contra o Pe. Paulo. Estes, com toda certeza, a cada palavra dita por ele, a cada dura verdade pronunciada por seus lábios, vestiam e vestem a carapuça até os cascos. Entretanto, ao invés de procurar debater, o que seria uma atitude digna e louvável, o que fizeram? Escreveram e enviaram uma carta (assinada por 27 covardes) para Arquidiocese de Cuiabá pedindo, simplesmente, para silenciar a voz deste sacerdote porque em muitas ocasiões ele chama a atenção, de modo geral, para o desleixo de muitos padres convidando-os a um exame de consciência e a uma sincera conversão, por pedir para que os fiéis rezem por todos os sacerdotes em vista da dura batalha que eles travam contra as potestades das trevas.

A gota d'água, segundo os assinantes da carta, que visa calar a boca do Padre foi sua pregação realizada no vigésimo sexto Vinde de Vede. Pregação essa intitulada TOTUS TUUS MARIA (disponível na seção multimídia de meu site). Uma pregação de arrepiar. Não por causar escândalo, não mesmo. É de arrepiar a forma como esse homem esguio e calvo se transfigura na imagem de um poderoso arauto do Senhor.

Confesso que de longa data acompanho o trabalho deste homem e que muito aprendi com ele. Todavia, nesta pregação, mais do que em qualquer outra preleção sua, ele falou com o seu coração na mão e, por isso mesmo, tocou o coração de todos. Muitos, ao sentir em seus átrios o estrondo de suas palavras, arrepiaram-se, caíram de joelhos e choraram (esse foi o meu caso). Porém, outros tantos, ao ouvirem as mesmas palavras, fecharam seus duros corações, escandalizaram-se e passaram a organizar-se para gritar: “Calem-no! Calem-no!”

Pois é, se você não se encontra em nenhuma das fileiras descritas e que se fazem presentes neste campo de batalha, convido-o para que ouça a referida pregação, leia o conteúdo infame da carta dos biltres e, após isso, assine a “petição online em apoio ao Padre Paulo Ricardo”, e acima de tudo, rezem. Rezem para que o Altíssimo dê fortaleza a este bravo soldado de Cristo, que ele continue a lutar a boa pugna destemidamente e que sejamos mais e mais brindados com Sacerdotes desta envergadura, fiéis a Santa Madre Igreja, por Padres que se neguem, corajosamente, a curvar-se frente aos rompantes soberbos das sombrias vozes mundanas.

Pax et bonum
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domingo, 11 de março de 2012

Comentário Radiofônico de 09 de março de 2012


Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela para o programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO, transmitido pela rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

Grandes Entrevistas - Ezra Poud

Extraído de COWLEY, Malcolm. Escritores em ação. R.Janeiro: Paz e Terra, 1968. (Entrevistado por Donald Hall)
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Ezra Pound, nasceu numa região então pouco explorada de Idaho, em 30 de outubro de 1885, foi educado na Universidade da Pennsylvania e no Hamilton College. Seu primeiro livro de versos foi publicado em Veneza, no ano de 1908 e, desde então, ele lançou mais de noventa volumes de poesia, crítica e traduções - particularmente tradução de versos.

Quando jovem, Pound viveu primeiro em Londres e, depois, em Paris, em princípios da década 1920. Mais tarde, transferiu-se para Rapallo, na Itálía, onde permaneceu até que a guerra o desalojasse de lá. Na juventude, foi, durante muitos anos, editor estrangeiro da revista Poetry.

Durante anos, preocupou-se intensamente com os sistemas monetários nacionais, por ele considerados como a pedra angular de toda a ordem social. Durante a Segunda Guerra Mundial, viveu na Itália, proferindo palestras pelo rádio denunciando a participação americana na guerra contra o Eixo. Uma das notas mais negras na história americana foi o tratamento que Pound recebeu ao ser feito prisioneiro de guerra, na primavera de 1945. No "Centro de Adestramento Militar" americano, em Pisa, foi ele encerrado numa jaula feita de tiras de metal de pistas de aterragem de aviões, de piso de concreto, tendo somente cobertores por cama, bem como uma lâmpada incessantemente acesa. Decorridas três semanas, sofreu um colapso nervoso, acompanhado de amnésia parcial e claustrofobia. Ao todo, foi mantido em prisão estritamente solitária mais de seis meses, tendo sofrido, durante esse tempo, repetidos ataques de histeria e terror. Depois disso, foi levado para Washington, julgado por traição e considerado louco. Após quatorze meses de permanência no Hospital Saint Elizabeth, retornou, em 1958, para a Itália, onde agora reside em companhia de sua filha. [continue lendo]

Comentário Radiofônico de 08 de março de 2012


Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela para o programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO, transmitido pela rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

sábado, 10 de março de 2012

Comentários Radiofônicos de 12 a 16 de março de 2012



Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela para o programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO, transmitido pela rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

quarta-feira, 7 de março de 2012

26º Vinde e Vede - Pregação: Totus Tuus

Comentário Radiofônico de 07 de março de 2012


Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela para o programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO, transmitido pela rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

NESTA EFÊMERA ESTRADA DA VIDA

Escrevinhação n. 936, redigido em 06 de março de 2012, dia de Santa Rosa de Viterbo, de Santa Coleta e de Santa Inês de Praga.

Por Dartagnan da Silva Zanela

Diga-me com quem andas que eu direi quem tu és. Alias, quem somos? Somos as circunstâncias que vivemos, o que delas fazemos e, essencialmente, os companheiros de viagem que elegemos para nos acompanhar em nossa caminhada por esse vale de lágrimas.

Entendamos por companheiros de viagem não tão só e simplesmente os nosso pares que se fazem presentes em nosso labor diário. Referimo-nos também, e principalmente, aos livros e seus respectivos autores que passam a habitar o âmago de nosso ser.

Sim, é mais do que natural que um ser humano, no correr de sua vida acabe por elencar alguns livros cuja leitura marcou e transfigurou a sua vida, bem como alguns autores que o influenciaram com sua obra e com sua pessoa, que se faz transparecer nas laudas de sua lavra.

Nesse sentido, que as palavras do Santo Evangelho iluminam nossa pena e nos leva a propor essa indagação. Diga-me quem você leu, que eu direi que tipo de pessoa você é. Diga-me com que intenção você lê que eu te direi qual é a têmpera de seu caráter. Melhor! Nada direi. Quem dirá será você se, realmente, você dá algum valor para si mesmo.

Afirmo isso, pois, no caso dos olhares que habitam essas terras cabralinas, as brasilianas almas andam muito mal acompanhas a caminhar pelo ermo, sem rumo e nem prumo, orgulhando-se de sua estultice, seja ela diplomada ou não. O brasileiro não ama os tomos, não cultiva a menor devoção à leitura. Aqueles que o tem sabem muito bem do que estou falando e, aqueles que não, fingem descaradamente aquela surrada indignação (depre)cívica que não engana ninguém além deles mesmos.

Por isso, quando se pergunta a uma pessoa qual livro lhe marcou a vida e que, vivamente recomendaria para outrem, o silêncio ecoa, a mão roça as madeixas e o fingimento permeado de justificativas tolas toma conta do sujeito que não quer, de jeito algum, reconhecer-se em sua torpe condição.

Torpe solidão interior de uma alma vazia e desarmada que se permite ser preenchida com qualquer pacová que lhe seja ofertado pela mídia espetaculosa reinante e pelas conversar vazias que ocupam o seu tempo, seu precioso tempo desperdiçado por um sujeito que não sabe usá-lo por não saber e por ignorar as possibilidades que poderiam ser ventiladas em sua vida se, é claro, ele resolve-se mudar de companhia.

Infelizmente, gostamos da conversa miúda e vulgar. Elas alentam nossa fraqueza e estimulam nossa autopiedade e muito nos auxiliam em nosso esforço de simular uma dignidade que nunca possuímos e que nem mesmo desejamos.

Pax et bonum
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segunda-feira, 5 de março de 2012

Comentário Radiofônico de 05 de março de 2012


Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela para o programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO, transmitido pela rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

Por que a direita sumiu

por Olavo de Carvalho

Ninguém entenderá a história do período militar sem estar consciente de que em 1964 não houve um golpe, porém dois: o primeiro removeu do poder um governante odiado por toda a população, que foi às ruas aplaudir entusiasticamente a derrubada do trapalhão esquerdista. O segundo, meses depois, traiu a promessa de restauração democrática imediata e iniciou o longo e deprimente processo de demolição das lideranças políticas conservadoras, substituídas, no poder, por uma elite onipotente de generais e tecnocratas “apolíticos”. A grande ironia das duas décadas de governo militar foi que este, movendo céus e terras para liquidar a esquerda armada, nada fez contra a desarmada, mas antes a cortejou e protegeu, permitindo que ela assumisse o controle de todas as instituições universitárias, culturais e de mídia, fazendo daqueles vinte anos, alegadamente “de chumbo”, uma época de esfuziante prosperidade da indústria das idéias esquerdistas no Brasil.

Vasculhem a história do período e verão que, se o governo perseguia e amaldiçoava a violência guerrilheira, ao mesmo tempo nada fazia para combater o comunismo no plano ideológico, muito menos para ensinar à nação o valor perene dos princípios conservadores, que pouco a pouco foram caindo no total esquecimento até tornar-se como que uma língua estrangeira, desaparecida do cenário público decente já antes de que os líderes esquerdistas mais notórios voltassem do exílio. [continue lendo]

domingo, 4 de março de 2012

Comentário Radiofônico de 02 de março de 2012


Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela para o programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO, transmitido pela rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI

AO PRESIDENTE DA CONFERÊNCIA DOS BISPOS DO BRASIL POR OCASIÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2012

Ao Venerado Irmão
Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida (SP) e Presidente da CNBB

Fraternas saudações em Cristo Senhor!

De bom grado me associo à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que lança uma nova Campanha da Fraternidade, sob o lema «que a saúde se difunda sobre a terra» (cf. Eclo 38, 8), com o objetivo de suscitar, a partir de uma reflexão sobre a realidade da saúde no Brasil, um maior espírito fraterno e comunitário na atenção dos enfermos e levar a sociedade a garantir a mais pessoas o direito de ter acesso aos meios necessários para uma vida saudável.[continue lendo]

Comentário Radiofônico de 01 de março de 2012


Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela para o programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO, transmitido pela rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Comentário Radiofônico de 29 de fevereiro de 2012


Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela para o programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO, transmitido pela rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.