ENQUADRAR-SE À REGRA PARA FUGIR À REGRA

Escrevinhação n. 932, redigido em 06 de fevereiro de 2012, dia de São Paulo Miki e companheiros, de São Gastão, de Santa Dorotéia e dos Bem-aventurados Afonso Maria Fusco e Francisco Spinelli.

Por Dartagnan da Silva Zanela

Mas que barbaridade! Outro ano letivo teve início. Fazer o que? Motivo de júbilo para uns, conformidade para outros tantos e, para um montão, um flagelo tartáreo teve início. Mas, é claro que iremos fingir, na medida do possível, que todos estão sedentos por aprender. E fingir, meu caro Watson, na sociedade brasileira, como todos sabemos, é fundamental. Conhecer, nem sempre. Amar o conhecimento, literalmente, dispensável.

Não defendo essa moralidade calhorda. Creio que tal constatação seja um óbvio ululante. Todavia, não podemos fechar os olhos para essa atávica realidade. Não tão só para a sua presença daninha em nossa sociedade, mas também, e principalmente, reconhecermos o quão profundas são suas raízes em nossa alma, que nos corroem entranhas à dentro, tolhendo nossa vontade e minando nosso caráter.

Por essa razão simples, venho por meio deste modesto libelo de minha cáustica lavra apontar alguns elementos que julgo fundamentais para o desenvolvimento de um satisfatório desempenho nos estudos que, se for de seu agrado, podem ser chamados de conselhos.

Primeiro de tudo, você é o responsável pelo seu aprendizado e ninguém mais, porque ele é fruto da atenção que você dedica aos ensinadores, sejam eles livros, vídeos ou professores. Todo ensinador pode apenas lhe informar sobre isso ou aquilo, porém, no que tange ao aprendizado, isso dependerá de onde o seu coração estará centrado.

Sim, um ensinador pode lhe motivar a querer conhecer mais sobre algo, entretanto, procurar atrelar a força impulsionadora do conhecer a um impulso externo, não deixa de ser uma atitude deveras estulta. Falando o português bem claro: ficar sempre esperando que alguém lhe dê um tapinha nas costas e lhe diga o quanto que você é legal é coisa de criancinha. E, em todas as faixas etárias, infelizmente, tais criancinhas, abundam em nossa sociedade.

Segundo ponto: nunca espere que os outros façam algo por sua pessoa que nem mesmo você está disposto a fazer por você. Aliás, é ridículo! É uma demonstração atroz de covardia moral responsabilizar os outros pela não obtenção de um bem (conhecimento) que você mesmo rejeitou. Tal covardia é similar ao enfermo que deseja culpar um médico pela ineficácia do tratamento que ele não seguiu. Aliás, é de arrepiar o quanto que essa moral de covardes infecta os ares destas paragens brasílicas.

Outros pontos poderiam ser destacados por nossa pena, porém, julgamos que esses são o arquimédico ponto para firmarmos nosso passo se, naturalmente, tivermos uma boa dose de vergonha na cara e, sinceramente, desejarmos aprender e, com isso, crescer em espírito e verdade.

Todo o resto, meu caro, não passa de colóquio flácido.

Pax et bonum
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