Do blog de José Carlos Zamboni

07/12/2011. Hoje todos falamos mal do politicamente correto, inclusive na universidade, seu centro gerador, mas não dá para esquecer que quem abriu caminho para melhor enxergar a imbecilidade da coisa, quase solitariamente, foi o filósofo Olavo de Carvalho, no início dos anos 90.

Lembro do colega que, em 1992 ou 93, apareceu com um recorte da Folha (quando ainda deixavam o Olavo escrever lá), sintetizando por escrito tudo o que ele e eu já começávamos a murmurar pelos corredores da Unesp, mas ainda sem coragem de enfrentar o establishment acadêmico com aquelas ideias na contramão.

O imbecil coletivo, primeiro livro de projeção do filósofo, vai ficar na história da cultura brasileira como marco decisivo da inteligência, toque de alarme para acordar o país já à beira do buraco. Mas o país não ouviu e mergulhou — fundo, fundo, fundo — na merda.

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