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Mostrando postagens de Dezembro, 2011

O Demônio da Distração - Wolfgang Smith

Credo de Dom Quixote [Mídia sem Máscara]

Creio na sabedoria divina criadora do cosmos;
Creio no cavalheirismo dos libertadores de bons prisioneiros; creio no amparo aos perseguidos, e aos necessitados, ávidos de justiça e de liberdade.
Creio no orgulho ante os poderosos; na justiça ante os maus; na magnanimidade ante os bons e os mansos, na delicadeza ante as mulheres e as crianças.
Creio na coragem; no domínio dos desejos e no amor eterno.
Creio na vida e na morte; amo as sombras dos bosques e a luz plena do meio-dia.
Creio na cavalaria andante, realização suprema do homem bom e viril.
Creio que há sempre um ideal a conquistar; feiticeiros que combater, duendes que enfrentar, e monstros que destruir.
Creio na necessidade do mal para maior glória do bem.
Creio na noite para maior glória do sol, e no sol para maior glória da lua, inseparáveis amigos e confidentes dos campeadores do ideal.

SANTOS, Mário Ferreira dos. Antologia da Literatura Mundial - Páginas Várias. São Paulo: Editora Logos, 1ª edição, 1960.

VIVA SÃO TOMÁS BECKET!

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"Morro de boa vontade por Jesus e pela santa Igreja", disse-lhes; e eles abateram-no com as espadas. Sobre São Tomás Becket.
Filme em 15 partes



UM BALANÇO GERAL

Escrevinhação n. 926, redigido em 27 de dezembro de 2011, dia de São João, Apóstolo e Evangelista.
Por Dartagnan da Silva Zanela

Todo ano novo, nós, brasileiros, de um modo geral, escancaramos o ser macunaímico, a infantilidade latente da moralidade de nosso ethos societal. Sociedade esta que, com todas as suas forças, nega-se a atingir a maior idade, idolatrando a sua inconstância moral.
Feito crianças que acreditam na existência de papai Noel e na presença terrificante da Kuka nas redondezas, adultos de todas as tribos apegam-se a uma mandinga, a uma superstição, como se o pio respeito a esta, ou aquela, fosse mover forças cósmicas que conspirariam a nosso favor, transmutando nossas vidas em algo mais benfazejo, similar ao nosso velho Macunaíma que depositava todas as suas esperanças nas forças telúricas da pedra de Muiraquitã.
Obviamente, não estou culpando as superstições pela baixa moralidade brasileira. O que estamos afirmando é que o frenesi em torno dessas, nas vésperas do ano nas…

EIS QUE O AMOR SE FEZ CARNE

Escrevinhação n. 925, redigido em 20 de dezembro de 2011, dia de São Domingos de Silos.
Por Dartagnan da Silva Zanela
O amor em sua forma plena é sacrifício, um gesto abnegado, gracioso, onde o amante vê-se apenas movido pelo bem da amada. O amor não nos leva a perguntar sobre a serventia do objeto ou da pessoa amada, porque ele não é utilitarista. É simplesmente o que deve ser: uma força que move o amador a imolar-se em nome da realização daquele que é apontado pelo amoroso caminhar como razão de nosso viver.
O amor não é um reles sentimento. É antes uma realidade ontológica. Não haveria sociedade humana, não existiria humanidade sem a realidade do amor. Tal afirmação parece um tanto estranha em uma sociedade como a nossa que tanto gosta de repetir mantras vazios que declaram que somos maus e pérfidos por natureza, porém, esquecemo-nos que tal maledicência é uma inclinação acidental em nós e não um elemento fundante do ser.
De tão acostumados que estamos à essa turva ladainha, que esquec…

Como reagir diante das perseguições que a Igreja sofre?

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A visão apocalíptica da mulher revestida de sol, perseguida pelo dragão e indo para o deserto é a imagem atual da Igreja de Cristo. O grande dragão das ideologias, personificação moderna da maldade e do próprio Satanás investe com força cada vez maior contra os filhos de Deus.
Então, como o cristão deve reagir a esses ataques?
O Papa Bento XVI socorre seus filhos recordando a força de nossa mãe, a Virgem Maria. Ela, que tem o poder de esmagar a cabeça da serpente, oferece quatro armas para vencer essa luta. Quais são essas armas? É o que o programa Parresía desta semana apresenta.

Do blog de José Carlos Zamboni

07/12/2011. Hoje todos falamos mal do politicamente correto, inclusive na universidade, seu centro gerador, mas não dá para esquecer que quem abriu caminho para melhor enxergar a imbecilidade da coisa, quase solitariamente, foi o filósofo Olavo de Carvalho, no início dos anos 90.
Lembro do colega que, em 1992 ou 93, apareceu com um recorte da Folha (quando ainda deixavam o Olavo escrever lá), sintetizando por escrito tudo o que ele e eu já começávamos a murmurar pelos corredores da Unesp, mas ainda sem coragem de enfrentar o establishment acadêmico com aquelas ideias na contramão.
O imbecil coletivo, primeiro livro de projeção do filósofo, vai ficar na história da cultura brasileira como marco decisivo da inteligência, toque de alarme para acordar o país já à beira do buraco. Mas o país não ouviu e mergulhou — fundo, fundo, fundo — na merda.
http://www.jczamboni.com.br/

Os dois senhores da CNBB

Por Leonardo Bruno
Escapou pela internet a notícia de que a CNBB fez um acordo secreto com a senadora Marta Suplicy, para aprovar tacitamente o PLC 122, a famigerada “lei anti-homofobia”. Em nota publicada na página da CNBB, de 7 de dezembro de 2011, a mesma negou que houve um acordo. Deu a entender que ocorreu apenas uma conversa, em audiência no dia 1º de dezembro de 2011, quando a entidade escutou a proposta da senadora, e reiterou o compromisso de “combater todo tipo de discriminação”. Linguajar visivelmente suspeito o do emissor da nota, o Cardeal Raimundo Damasceno Assis, de Aparecida.
Revelam-se aí duas versões diferentes e contraditórias. A pergunta que não quer calar é: quem está mentindo? Dona Marta Suplicy, que confirmou o apoio da CNBB? Ou a autonomeada entidade representante dos bispos do Brasil, que diz negá-lo? Se for verdade que existiu um acordo entre a política petista e os bispos (e muitas fontes confiáveis confirmam), a CNBB mostrou que é covarde, mentirosa e indigna…

NOITE ESCURA - São João da Cruz

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E MINERVA DESCANSA EM MEIO A TURBULÊNCIA

Escrevinhações n. 924, redigido em 13 de dezembro de 2011, dia de Santa Luzia e de Santa Otília.
Por Dartagnan da Silva Zanela
Por que minhas palavras negam-se a tecer qualquer gentileza frente as almas que se empavonam com toda ordem de trocadilhos politicamente corretos e chavões críticos provenientes de uma consciência apatetada? Por que sou uma pessoa tão ruim de pena (e boca) tão suja? Talvez, penso eu, porque quando a hipocrisia é elevada a categoria de sumo bem o sujeito reduz-se a uma condição infra-humana, vendo a si mesmo como uma fotocópia apolínea da perfeição que não detém e nem mesmo deseja e que, na verdade, despreza. É difícil respeitar algo desta monta.
Cabe lembrar que não sou contra a promoção social de uma pessoa menos abastada como esses tipinhos pensam. Aliás, somente idiotas, como os cidadãos bons-moços, imaginam isso. Talvez, o que eles não percebam, e não querem perceber, é que há uma diferença muito grande entre promover alguém mediante os seus méritos e esforç…

Marketing do Desejo

Por Luis Felipe Pondé
É verdade que resistir ao desejo não garante felicidade alguma, mas uma cultura dominada pela ideia de felicidade é uma cultura de frouxos. Mas outra verdade, não menor do que a anterior, é que o desejo pode ser um companheiro traiçoeiro. A afetação da felicidade faz de nós retardados mentais. Eu nunca confio em gente feliz. [leia mais]

Gravação da aula ao vivo: "PL122 - A lei da mordaça gay"

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Viva Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira das Américas!

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DA MISÉRIA NOSSA DE CADA DIA

Escrevinhação n. 923 redigido em 06 de dezembro de 2011, dia de São Nicolau de Mira.
Por Dartagnan da Silva Zanela
Afirma Nicolás Gómez Dávila que “há dentro de todas as coisas a indicação de uma possível plenitude”. Sim, em tudo e em todos há uma tendência a realização plena do ser. Todavia, para qual norte tendemos? Para qual direção fiamos o nosso caminhar? Sim, essa é uma pergunta aparentemente banal, porém, não tão banal e vazia quanto à forma como vivemos os nossos dias por esse vale de lágrimas.
Quando se aproxima do término de um ano letivo, cremos que seja uma ocasião impar para realizarmos um exame de consciência, sincero, profundo e profícuo e não raso e promiscuo como tudo o mais. Para tanto, penso que a presença de algumas perguntas seria de bom tom para que essa apreciação atenda razoavelmente os seus objetivos. Primeiramente, tudo o que aprendemos e vivemos neste ano é digno de ser levado conosco para a eternidade? Aliás, o que realmente aprendemos e vivemos neste ano que…