sábado, 31 de dezembro de 2011

O Demônio da Distração - Wolfgang Smith

O Demônio da Distração - Wolfgang Smith

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Credo de Dom Quixote [Mídia sem Máscara]

Creio na sabedoria divina criadora do cosmos;
Creio no cavalheirismo dos libertadores de bons prisioneiros; creio no amparo aos perseguidos, e aos necessitados, ávidos de justiça e de liberdade.
Creio no orgulho ante os poderosos; na justiça ante os maus; na magnanimidade ante os bons e os mansos, na delicadeza ante as mulheres e as crianças.
Creio na coragem; no domínio dos desejos e no amor eterno.
Creio na vida e na morte; amo as sombras dos bosques e a luz plena do meio-dia.
Creio na cavalaria andante, realização suprema do homem bom e viril.
Creio que há sempre um ideal a conquistar; feiticeiros que combater, duendes que enfrentar, e monstros que destruir.
Creio na necessidade do mal para maior glória do bem.
Creio na noite para maior glória do sol, e no sol para maior glória da lua, inseparáveis amigos e confidentes dos campeadores do ideal.

SANTOS, Mário Ferreira dos. Antologia da Literatura Mundial - Páginas Várias.
São Paulo: Editora Logos, 1ª edição, 1960.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

VIVA SÃO TOMÁS BECKET!

"Morro de boa vontade por Jesus e pela santa Igreja", disse-lhes; e eles abateram-no com as espadas.

Filme em 15 partes



terça-feira, 27 de dezembro de 2011

UM BALANÇO GERAL

Escrevinhação n. 926, redigido em 27 de dezembro de 2011, dia de São João, Apóstolo e Evangelista.

Por Dartagnan da Silva Zanela


Todo ano novo, nós, brasileiros, de um modo geral, escancaramos o ser macunaímico, a infantilidade latente da moralidade de nosso ethos societal. Sociedade esta que, com todas as suas forças, nega-se a atingir a maior idade, idolatrando a sua inconstância moral.

Feito crianças que acreditam na existência de papai Noel e na presença terrificante da Kuka nas redondezas, adultos de todas as tribos apegam-se a uma mandinga, a uma superstição, como se o pio respeito a esta, ou aquela, fosse mover forças cósmicas que conspirariam a nosso favor, transmutando nossas vidas em algo mais benfazejo, similar ao nosso velho Macunaíma que depositava todas as suas esperanças nas forças telúricas da pedra de Muiraquitã.

Obviamente, não estou culpando as superstições pela baixa moralidade brasileira. O que estamos afirmando é que o frenesi em torno dessas, nas vésperas do ano nascente (com direito a dicas televisivas) é um sintoma da enfermidade da alma brasileira que, ainda, não atingiu a maturidade moral necessária para assumir a responsabilidade pela sua vida, pelo seu destino, preferindo crer que esta poderá ser resolvida se for tutelada por terceiros representados por forças ocultas ou por sujeitos que se apresentem como sendo um Muiraquitã Pantocrator.

Este ano, 2012, será mais um ano eleitoreiro onde celebraremos a nossa incapacidade cívica em nossa patética procura por um Salvador desta Pátria sem patriotas e, neste cenário, o terrível não é o vale tudo pelo voto espetáculo. Esse é apenas um ridículo detalhe e nada mais. O terror reside mesmo na imagem das propostas que são apresentadas com toda aquela pompa de “otoridade”. Propostas estas que claramente apresentam os seus proponentes como sendo uma espécie de “pai de todos”, um demiurgo que irá recriar tudo e, quanto a nós, cidadãozinhos, como incapazes, infantilizados, que não sabem agir em nome do bem comum, por desprezarmos o que nos é comum e por ignorarmos o que é o bem.

E, se este cenário repete-se, ciclicamente, a cada quadriênio, não é tão só pela sua eficiência retórica, mas também e principalmente, porque há nele um reflexo claro de nossa baixeza, de nossa incapacidade de assumirmos de maneira responsável as rédias de nosso destino, preferindo preteri-las para que as “otoridades” as assumam e, deste modo, continuem sendo nossos senhores e nós, seus ranhetas e indignados súditos.

E, contra isso, meu caro Watson, não há mandinga que nos defenda.

Pax et bonum
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

EIS QUE O AMOR SE FEZ CARNE

Escrevinhação n. 925, redigido em 20 de dezembro de 2011, dia de São Domingos de Silos.

Por Dartagnan da Silva Zanela

O amor em sua forma plena é sacrifício, um gesto abnegado, gracioso, onde o amante vê-se apenas movido pelo bem da amada. O amor não nos leva a perguntar sobre a serventia do objeto ou da pessoa amada, porque ele não é utilitarista. É simplesmente o que deve ser: uma força que move o amador a imolar-se em nome da realização daquele que é apontado pelo amoroso caminhar como razão de nosso viver.

O amor não é um reles sentimento. É antes uma realidade ontológica. Não haveria sociedade humana, não existiria humanidade sem a realidade do amor. Tal afirmação parece um tanto estranha em uma sociedade como a nossa que tanto gosta de repetir mantras vazios que declaram que somos maus e pérfidos por natureza, porém, esquecemo-nos que tal maledicência é uma inclinação acidental em nós e não um elemento fundante do ser.

De tão acostumados que estamos à essa turva ladainha, que esquecemos que estamos neste mundo por meio de um gesto de amor. Ora, se fôssemos maus por natureza nossas mães nos teriam atirado contra parede quando chorávamos no meio da noite. Se o amor não fosse o elemento fundante da vida, nossos pais nos abandonariam frente à primeira decepção. Entretanto, não é isso o que ocorre e, quando ocorre, nos escandalizamos.

Aliás, temos nossa alma tão impregnada pelas midiáticas imagens que acabamos por inverter a ordem do real, tomando a cruel exceção como sendo a regra. Basta que perguntemos a qualquer adolescente abestalhado ou para um douto ignorante diplomado qual é o tom da natureza humana que estes nos afirmarão que é má, sem ao menos ponderar sobre o dito.

Todavia, Deus em seu infinito amor, incompreensível e inabarcável por criaturas finitas como nós, se faz pequeno e inerme para nos ensinar, para nos lembrar daquela lição que jamais poderíamos ter esquecido. De que Ele nos criou a sua imagem e semelhança não porque Ele precise de nós, mas porque ele nos ama desde a Eternidade. Que Ele entregou o Seu Filho unigênito ao sacrifício porque nos perdoou de todos os nossos infames pecados. Ele, que é infinito amor, se fez pequenino e fraco, para nos lembrar que fomos feitos para sermos grandes e fortes no amor e não mais mesquinhos como a carne, o mundo e o demônio sugerem que sejamos.

Por fim, foi através de um gesto de amor que a humanidade surgir, e por um gesto amoroso que ela se renova. No Gênesis o Altíssimo nos fez e disse que o homem era muito bom e, na gruta de Belém, nos diz que não devemos, jamais, nos esquecer disso. Jamais.

Um Santo Natal a todos.

Pax et bonum
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domingo, 18 de dezembro de 2011

Como reagir diante das perseguições que a Igreja sofre?

A visão apocalíptica da mulher revestida de sol, perseguida pelo dragão e indo para o deserto é a imagem atual da Igreja de Cristo. O grande dragão das ideologias, personificação moderna da maldade e do próprio Satanás investe com força cada vez maior contra os filhos de Deus.

Então, como o cristão deve reagir a esses ataques?

O Papa Bento XVI socorre seus filhos recordando a força de nossa mãe, a Virgem Maria. Ela, que tem o poder de esmagar a cabeça da serpente, oferece quatro armas para vencer essa luta. Quais são essas armas? É o que o programa Parresía desta semana apresenta.


Do blog de José Carlos Zamboni

07/12/2011. Hoje todos falamos mal do politicamente correto, inclusive na universidade, seu centro gerador, mas não dá para esquecer que quem abriu caminho para melhor enxergar a imbecilidade da coisa, quase solitariamente, foi o filósofo Olavo de Carvalho, no início dos anos 90.

Lembro do colega que, em 1992 ou 93, apareceu com um recorte da Folha (quando ainda deixavam o Olavo escrever lá), sintetizando por escrito tudo o que ele e eu já começávamos a murmurar pelos corredores da Unesp, mas ainda sem coragem de enfrentar o establishment acadêmico com aquelas ideias na contramão.

O imbecil coletivo, primeiro livro de projeção do filósofo, vai ficar na história da cultura brasileira como marco decisivo da inteligência, toque de alarme para acordar o país já à beira do buraco. Mas o país não ouviu e mergulhou — fundo, fundo, fundo — na merda.

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Os dois senhores da CNBB

Por Leonardo Bruno

Escapou pela internet a notícia de que a CNBB fez um acordo secreto com a senadora Marta Suplicy, para aprovar tacitamente o PLC 122, a famigerada “lei anti-homofobia”. Em nota publicada na página da CNBB, de 7 de dezembro de 2011, a mesma negou que houve um acordo. Deu a entender que ocorreu apenas uma conversa, em audiência no dia 1º de dezembro de 2011, quando a entidade escutou a proposta da senadora, e reiterou o compromisso de “combater todo tipo de discriminação”. Linguajar visivelmente suspeito o do emissor da nota, o Cardeal Raimundo Damasceno Assis, de Aparecida.

Revelam-se aí duas versões diferentes e contraditórias. A pergunta que não quer calar é: quem está mentindo? Dona Marta Suplicy, que confirmou o apoio da CNBB? Ou a autonomeada entidade representante dos bispos do Brasil, que diz negá-lo? Se for verdade que existiu um acordo entre a política petista e os bispos (e muitas fontes confiáveis confirmam), a CNBB mostrou que é covarde, mentirosa e indigna do mínimo respeito de qualquer católico sério deste país. Diria mais, indigna do respeito de qualquer cristão. [leia mais]

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

NOITE ESCURA - São João da Cruz

E MINERVA DESCANSA EM MEIO A TURBULÊNCIA

Escrevinhações n. 924, redigido em 13 de dezembro de 2011, dia de Santa Luzia e de Santa Otília.

Por Dartagnan da Silva Zanela

Por que minhas palavras negam-se a tecer qualquer gentileza frente as almas que se empavonam com toda ordem de trocadilhos politicamente corretos e chavões críticos provenientes de uma consciência apatetada? Por que sou uma pessoa tão ruim de pena (e boca) tão suja? Talvez, penso eu, porque quando a hipocrisia é elevada a categoria de sumo bem o sujeito reduz-se a uma condição infra-humana, vendo a si mesmo como uma fotocópia apolínea da perfeição que não detém e nem mesmo deseja e que, na verdade, despreza. É difícil respeitar algo desta monta.

Cabe lembrar que não sou contra a promoção social de uma pessoa menos abastada como esses tipinhos pensam. Aliás, somente idiotas, como os cidadãos bons-moços, imaginam isso. Talvez, o que eles não percebam, e não querem perceber, é que há uma diferença muito grande entre promover alguém mediante os seus méritos e esforços e simular promover alguém dizendo que ele poderia ser promovido se a sociedade permitisse, desdenhando o necessário mérito e o indispensável esforço.

O desprezo que eles têm pela meritocracia, no fundo, não é um sinal de amor pelos tais excluídos, mas sim, um simulacro canalha utilizado vilmente para camuflar a sua total falta de mérito e bem como a sua inabarcável desídia moral e intelectual. No fundo, todo esse falatório crítico e socialmente (ir)responsável não sinaliza um sincero amor ao próximo, mas sim, uma dissimulada idolatria de si mesmo que se camufla em meio a um amontoado de palavras emotivamente lambidas.

Doravante, a imagem que estes passam, ao menos para os meus olhos deste carcamano desalmado, é a de um covarde moral, de um inepto intelectual que se esconde com sua mesquinharia e pequenez atrás dos fracos para, deste modo, sentir-se fortinho e bonzinho. Trocando por miúdos, esses sujeitos não passam de vampiros do infortúnio alheio.

Bem, se você é uma destas sebosas almas, não se enfeze. Reflita. Dizer ao mais fraco que ele é fraco não o fortalece. Tirar a parcela de responsabilidade pessoal e dizer que a sociedade é que deve ser responsabilizada pela existência de cada um não emancipa ninguém, mas sim, aprofunda a sua débil condição. De mais a mais, esconder-se com sua nulidade à sombra dos fracos com esse discursinho pedante é pura safadeza, mesmo que se diga o contrário.

Por fim, digo, e não me canso de repetir, que é dever do forte fortalecer o mais fraco do mesmo modo que é obrigação do fraco querer fortalecer-se para não mais depender dos favores dos covardes. Sim, uma empreitada desta monda é trabalhosa e desgastante, visto que, preocupar-se é agir, amar implica sacrifícios, o que é bem distinto de nosso cotidiano fingir.

Pax et bonum
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Marketing do Desejo

Por Luis Felipe Pondé

É verdade que resistir ao desejo não garante felicidade alguma, mas uma cultura dominada pela ideia de felicidade é uma cultura de frouxos. Mas outra verdade, não menor do que a anterior, é que o desejo pode ser um companheiro traiçoeiro. A afetação da felicidade faz de nós retardados mentais. Eu nunca confio em gente feliz. [leia mais]

Gravação da aula ao vivo: "PL122 - A lei da mordaça gay"

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

DA MISÉRIA NOSSA DE CADA DIA

Escrevinhação n. 923 redigido em 06 de dezembro de 2011, dia de São Nicolau de Mira.

Por Dartagnan da Silva Zanela

Afirma Nicolás Gómez Dávila que “há dentro de todas as coisas a indicação de uma possível plenitude”. Sim, em tudo e em todos há uma tendência a realização plena do ser. Todavia, para qual norte tendemos? Para qual direção fiamos o nosso caminhar? Sim, essa é uma pergunta aparentemente banal, porém, não tão banal e vazia quanto à forma como vivemos os nossos dias por esse vale de lágrimas.

Quando se aproxima do término de um ano letivo, cremos que seja uma ocasião impar para realizarmos um exame de consciência, sincero, profundo e profícuo e não raso e promiscuo como tudo o mais. Para tanto, penso que a presença de algumas perguntas seria de bom tom para que essa apreciação atenda razoavelmente os seus objetivos. Primeiramente, tudo o que aprendemos e vivemos neste ano é digno de ser levado conosco para a eternidade? Aliás, o que realmente aprendemos e vivemos neste ano que seja digno?

Podemos, também, modificar um pouco essa indagação. De tudo o que realizamos neste ano, o que nos faria corar de vergonha por toda eternidade? Tudo o que fizemos neste ano poderia ser testemunhado por nossos filhos (ou por nossos pais)? Ora, quem de nada senvergonha-se, que atire a primeira pedra! Se sim, diga-me: você bate, violentamente, contra seu peito ou se orgulha de estar todo enlameado?

Percebemos com uma finesa hipócrita a indignidade de outrem, todavia, vemos e não enxergamos, e nem reconhecemos, a miséria que há em nós que nos faz ser quem somos.

Nesta época do ano temos nossos olhos estão fitados para os festejos que se aproximam e nos esquecemos, nos esquivamos pra falar a verdade, desta tarefa, deixando-a para o dia de são nunca, ou para mais tarde, se possível for. Entretanto, mais uma vez, recorremos ao conselho do hercúleo escritor citado no início desta missiva que, enfaticamente, nos diz que uma alma aberta e nobre sentirá a ambição de aperfeiçoar e lograr a plenitude. Sim, mas aí, mais uma vez, pergunto: quem de nós é nobre? Quem de nós sabe realmente o que significa o fardo da nobreza?

No país do “sabe com quem você está falando?”, a nobreza não passa de um flatus vocis. Agir nobremente é um insulto a mediocracia reinante que reduz a plenitude humana a um reles dar-se bem, não importando os meios, nem as consequências, muito menos o que seja o tal do “bem”. Quanto a vergonha, quanto ao nosso desnudamento frente à tribuna da consciência, reduzem-se a expressões não significativas que bem nos servem para camuflarmo-nos frente aos nossos iguais e esquivarmo-nos de nós mesmos.

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