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Mostrando postagens de Novembro, 2011

MENSAGEM MARIANA E SUA ATUALIDADE

Escrevinhação n. 922, redigido em 29 de novembro de 2011, dia de São Saturnino de Toulouse.
Por Dartagnan da Silva Zanela

Há momentos em que a realidade devela-se diante de nossa vista de modo tal que nos sentimos arrebatados. Na semana que passou tive uma dessas experiências quando, próximo do término Santa Missa celebrada no Santuário do Passo da Reserva (em Reserva do Iguaçu), foi dramatizada a Aparição de Nossa Senhora em Fátima ao som da Ave Maria de Schubert. Encenação essa organizada pelas catequistas da paróquia Nossa Senhora de Belém.
Não apenas a beleza era singular, como a inocência apresentada pelas crianças e adolescentes que participaram deste singelo tributo à nossa Mãe Espiritual. Senti-me participe daqueles acontecimentos. Silenciei-me interiormente. Fiquei, por certo momento, taciturno, diante da solidão da mensagem de Fátima que, infelizmente, não encontra nos corações humanos a necessária ressonância.
De mais a mais, pergunto: o que a Virgem Santíssima pede a todos nós…

[pdf] IN MEMÓRIA: ISABEL, A REDENTORA

IN MEMÓRIA: ISABEL, A REDENTORA

Escrevinhação n. 921, redigido em 22 de novembro de 2011, dia de Santa Cecília e do Bem-aventurado Tiago Reggio.
Por Dartagnan da Silva Zanela
No ano da Graça de 1888 fora assinada a áurea lei que dava um golpe capital ao regime escravocrata que maculava a marejada face desta mãe gentil. O jornalista abolicionista José do Patrocínio, nesta abençoada data, adentrou o recinto imperial e atirou-se junto a seus pés da senhora das mãos justas que empunharam a bendita lei e, tomado por prantos de júbilo, disse que a História sempre haveria de fazer jus à Princesa Redentora.
Todavia, Dona Isabel não apenas assinou a lei de 13 de maio. No correr de sua vida, desde a sua mocidade, fiou-se na luta abolicionista. Inúmeras vezes ela abrigou, escondeu, escravos fugitivos em sua residência, financiou a alforria de inúmeros escravos com seus próprios recursos e apoiava abertamente o Quilombo do Leblon. Cade destacar o fato de ela participar ativamente dos trabalhos do movimento abolicionista, inclusive…

[pdf] A REPÚBLICA DE NINGUÉM

A REPÚBLICA DE NINGUÉM

Escrevinhação n. 919, redigido em 15 de novembro de 2011, dia de Santo Alberto Magno e de São Leopoldo III.
Por Dartagnan da Silva Zanela
Refletir sobre a experiência republicana brasileira é uma tarefa inglória, porém, como todas as tarefas desta monta, faz-se necessário que a abracemos como um fardo pessoal. Sim, todos conhecem claramente a imagem turbulenta que assombra nossa nau capitânia, essa mátria republicana, tratada como meretriz, chamada Brasil, mas, o que fazemos por nossa mãe gentil? O que fazemos para lavar a honra desta que nos pariu e que, dia após dia, vê-se enxovalhada por biltres de toda ordem de desqualificação, o que? Nada?
Nada já seria alguma coisa. Fazemos pior! Ficamos nos lamentando pelos cantos feito ratos em um paiol velho, choramingando como criancinhas mimadas pelos regalos da vida moderna, por sentirmo-nos vilipendiados em nossos sacrossantos direitos de cidadãozinho pagador de impostos que alimentam o erário que é utilizado para fins, no mínimo, duvidosos.

[pdf] A GAMELA ESTÁ FURADA

A GAMELA ESTÁ FURADA

Escrevinhação n. 917, redigido em 25 de outubro de 2011, dia de São Félix e São Proclo.
Por Dartagnan da Silva Zanela
Ensina-nos o escritor Nícolás Gómez Dávila que “os reformadores da sociedade atual se empenham em decorar os camarotes de um barco que está naufragando”. Quando li esta frase da lavra deste aquilatado escritor colombiano, a primeira imagem que veio à minha mente foi a do espírito reformista forever que toma conta de nosso sistema educacional.
Bem, em se falando disso, reflitamos sobre a própria ideia, mal colocada, das infindáveis reformas que há décadas vem sendo implantadas e abusadas, desta sanha por destruir os alicerces de toda a sociedade justificada no intento de melhorá-la.
Quanto, por exemplo, reforma-se uma casa, procura-se apenas reparar os danos que se fazem presentes nela e/ou ampliar-se aqui ou acolá. Todavia, quando se procura trocar os alicerces dessa, o que se têm, antes de qualquer coisa, é um ato insensato. Isso mesmo! Se mexermos nesses a casa cai. Todo…

ENTREVISTA COM ROBERTO CAMPOS - RODA VIVA

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O silêncio não vai ajudar a Igreja”, diz padre Paulo Ricardo

Paulo Ricardo de Azevedo Júnior é um padre no sentido pleno da palavra. E não apenas por usar batina. Eis um padre que segue o catecismo, o missal e a doutrina católica. Um padre que defende a Igreja e o papa. Um padre estudioso e com grande domínio da palavra. Um padre que conhece profundamente as questões canônicas. Um padre que fala de vida espiritual. Um padre que não ignora este mundo, mas sem jamais esquecer o outro. Um padre que não se furta a criticar outros sacerdotes, sobretudo o chamado “clero progressista”, ligado à teologia da libertação. Um padre à maneira antiga – tão antiga quanto os 2 mil anos da Igreja Católica.
Com todas essas qualidades, o padre Paulo Ricardo está fazendo um grande sucesso com seu trabalho de evangelização na internet. Através do site padrepauloricardo.org, ele diz o que pensa para um público cada vez mais amplo – e constituído em grande parte por jovens.
Nascido em novembro de 1967, o padre Paulo Ricardo foi ordenado em 1992, pelo papa João Paulo II…

Novena pelas Almas do Purgatório

[pdf] AS DORES DA VIRGEM SANTÍSSIMA

AS DORES DA VIRGEM SANTÍSSIMA

Escrevinhação n. 916 redigido em 24 de outubro de 2011, dia de Santo Antônio Maria Claret e do Bem-aventurado Luis Guanella.
Por Dartagnan da Silva Zanela
O quarto mistério gozoso do Santo Rosário, como todos nós sabemos, é a apresentação do menino Jesus no Templo (Lucas II, 22-39). Neste, temos a presença do profeta São Simeão que declara que o coração da Virgem Santíssima seria transpassado por uma espada. Estava, deste modo, anunciada a dolorosa paixão de Nosso Senhor e a de Sua Santíssima Mãe.
Bem, diante disso, ouso indagar, mesmo que não seja ouvido: simbolicamente, o que seria essa espada que transpassa o coração de Maria Santíssima? Sim, literalmente falando, o gládio representa a dor de Nossa Senhora diante da Crucificação de seu Bendito Filho, mas, em termos simbólicos, o que esse vil instrumento representa? O que essa passagem do Evangelho está nos ensinando?
A espada somos nós que desprezamos o santo sacrifício realizado por seu divino Filho e por ela que, por amor a Deus e a …