sexta-feira, 27 de maio de 2011

PROGRAMA AVE MARIA, 26 de maio de 2011.

O Programa Ave Maria é o Programa radiofônico da Paróquia Nossa Senhora de Belém e vai ao ar de segunda à sexta das 18h00 às 18h20. Nas quintas a apresentação do mesmo é feita por Dartagnan da Silva Zanela.


DOIS COMENTÁRIOS RADIOFÔNICOS

Comentários proferidos por Dartagnan Zanela - nos dias 25 e 26 de maio - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

FICAR EM SILÊNCIO


UMA CAIXINHA DE ILUSÕES

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Olavo de Carvalho - Oração e autoconhecimento

DESLIGUE A CAIXINHA DE ILUSÕES

Comentário proferido por Dartagnan Zanela - no dia 25 de maio - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

A GRANDE [pdf] PESTILÊNCIA QUE INFECTA OS ARES DAS RUÍNAS DO LICEU – parte II

A GRANDE PESTILÊNCIA QUE INFECTA OS ARES DAS RUÍNAS DO LICEU – parte II

A GRANDE PESTILÊNCIA QUE INFECTA OS ARES DAS RUÍNAS DO LICEU – parte II

Escrevinhação n. 889, redigido em 09 de maio de 2011, dia de São Pacômio, de São Jorge Preca e da Bem-aventurada Maria Teresa de Jesus.

Por Dartagnan da Silva Zanela

“Os desejos matam os preguiçosos”.
(Provérbios XXI; 25)

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Você já assistiu o filme O grande desafio (The Great Debaters)? Se não, assista. Vale a pena. Essa película, dirigida por Denzel Washington, conta-nos a história de uma equipe de debates formada por estudantes negros de uma universidade do Texas. Equipe essa que existiu, de fato, e que, por sua deixa, foi a primeira equipe de estudantes negros que foram debater em Harvard.

A história é interessante não apenas pelo drama vivido pelo professor Mel Tolson (interpretado por Denzel Washington) e pelos seus alunos, mas sim e principalmente, por essa história ser uma verdadeira vacina contra toda ordem de bom-mocismo pedagógico que infecta nossa sociedade e que, muitas das vezes, nos infecta.

O professor Tolson não mede as palavras para que seus alunos aprendam o que eles devem aprender. Ele diz, muitas vezes, aos jovens, as verdades mais duras com as palavras mais causticas para que vençam os desafios da vida. Como diriam os populares, chega ser bonito de ver o professor ensinar e, mais lindo ainda, ver a forma como os alunos aprendem com dedicação e zelo o que lhes é ministrado. Eles sabem que o professor está lhes falando da realidade e compreendem rapidinho que o mundo real não está disposto a acatar brincadeiras.

O interessante nesse filme, em especial na figura sapiente do professor, é que se fôssemos avaliá-lo à luz das teorias pedagogentas reinantes, ele seria provavelmente repreendido e enviado para uma, como diria, necessária reciclagem, pois, ao olhar “crítico” dos iluminados de mente revolucionária da hora, o personagem interpretando por Denzel Washington seria recriminado por estar impingindo traumas terríveis aos mancebos.

Todavia, os alunos do professor tornaram-se almas singulares e prodigiosas em suas vidas. Já em nossa sociedade, as pessoas maravilhosas e boazinhas tem apenas semeado uma multidão de almas presunçosas, tomadas por uma profunda impotência intelectual.

Ora, meu caro Horácio, nós apenas aprendemos a lidar com determinadas situações quando somos defrontados com o perigo da danação. Aliás, conforme nos ensina o filósofo espanhol Francisco Vitória, e bem como a experiência direta que nos é brindada pelo dia a dia, esse é o chão real onde se desenrola a vida humana em liberdade. A vida é instável, cheia de sobre-saltos e perigos, mesmo que façamos beicinho.

Criar simulacros onde se passa a falsa sensação de segurança plena é, no mínimo, picaretagem envolta da mais pérfida má intenção. E é isso o que vem há décadas ocorrendo em nossa sociedade na seara da educação. Ilusão essa que vem chegando a píncaros de insanidade irreversível, não se convencendo dos erros cometidos em nome de modismo e ideologias, mesmo estando diante de seus frutos horripilantes.

Por essa razão, neste ínterim, lembramos as sábias palavras proferidas certa feita por São Bernardo, que nos lembra que “quem quer levar vida perfeita deve procurar levar uma vida singular”. Ouse falar em almejar a perfeição. Mais do que depressa surgirão alma sebosas que saindo de suas alcovas apedrejá-lo-ão com toda ordem de insultos. Todos eles, os insultos, mesclados com a pífia idéia de que você estará atribuindo a si a pecha de ser perfeito e de querer humilhar os outros com essa idéia retrograda de almejar o que é perfeito. Ah! Dozinho!

Entretanto, desejar a perfeição não é sinônimo que proclamar-se perfeito. Aliás, há algum ideal mais sublime para nortear os nossos atos e, em especial, nossa educação? Creio que não. De mais a mais, se não desejamos atingir a mestria na realização de algo nós pretendemos o que então? Ser legalzinho?

O mais sinistro nisso tudo é que as pretensas almas modestas imaginam que o desprezo pela perfeição seja sinônimo de humildade sem flagrar-se de que ao desprezar a procura por ela acabam por elevar aos mais dignos patamares de pretensa perfeição a sua arrogância e dissimulado bom-mocismo.

Isso mesmo! Se a desprezamos é porque imaginamos que a superamos ou porque, desde muito, já cremos que somos detentores de algo mais elevado.

Doravante, no filme citado, o professor Tolson o tempo todo lembra aos seus alunos o que eles devem almejar e que o caminho para tal não é um caminho que pode ser singrado por almas vacilantes e que, para realmente tornarmo-nos alguém, no sentido pleno da palavra, o trabalho árduo é imprescindível. Ou, como nos ensina o brocardo, sem sacrifício não há glória. Ou há?

Ainda, no mesmo filme, há logo no início uma cena onde um dos garotos, que integra a equipe, conversa com seu pai, interpretado por Forest Whitaker, que pergunta ao primeiro: “o que nós temos que fazer?” E o garoto responde: “Aquilo que devemos”. Sim, aquilo que devemos fazer para vencermos nossas inibições, nossas fraquezas e os obstáculos que a vida nos apresenta (e que nós construímos muitas vezes) para assim, de fato, crescermos em Espírito e Verdade, nos tornado assim, realmente, pessoas maduras.

Em fim, uma lição simples sobre o sentido da educação. Lição essa que dificilmente pode ser ministrada em um ambiente onde há uma preocupação maior em ser bonzinho do que em ser verdadeiro com aqueles que estão iniciando a sua jornada por esse vale de lágrimas.

Ah! Antes que eu me esqueça: vejam o filme e aprendam com o personagem interpretado por Denzel Washington qual o caminho a ser seguido por uma educação que realmente eduque para a vida. O resto, meu amigo, é colóquio flácido para boi dormir.

Pax et bonum
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quarta-feira, 18 de maio de 2011

O PROGRESSO DA DESORDEM

O PROGRESSO DA DESORDEM Reflexões sociológicas perdidas em meio a questões esparsas sobre a sociologia rural

[pdf] A GRANDE PESTILÊNCIA QUE INFECTA OS ARES DAS RUÍNAS DO LICEU – parte I

A GRANDE PESTILÊNCIA QUE INFECTA OS ARES DAS RUÍNAS DO LICEU – parte I

A GRANDE PESTILÊNCIA QUE INFECTA OS ARES DAS RUÍNAS DO LICEU – parte I

Escrevinhação n. 887, redigido em 02 de maio de 2011, dia de Santo Atanásio.

Por Dartagnan da Silva Zanela

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“Não use palavras ríspidas comigo senão eu ficarei traumatizado!” Ah! Que dó! Que dó! Quanto “não me toque” vem tomando conta de nossa educação devido a esse concurso de bom-mocismo politicamente-correto que infecta nossa sociedade com seu pervertido moralismo de alcova.

Isso mesmo, meu caro Watson. O que os pseudo-educadores e burocratas (com suas “pedagogias inovadoras”), que adoram dar lições de bom-mocismo, se esquecem é que a vida não é feita apenas de afagos e colinhos. Seja em uma sociedade tribal, em um pesadelo socialista ou em um pacóvio devaneio capitalista, a vida sempre apresenta situações que nos angustiam e que batem de frente com os nossos desejos, negando-nos a realização dos mais íntimos anseios.

Claro que os campeões do bom-mocismo dizem que isso deve ser superado, que devemos construir um “mundo melhor possível” e toda aquela lengalenga que nem mesmo eles acreditam, mas, dissimulam acreditar. Todavia, negar existência perene das incertezas e das angustias na vida humana é negar a própria humanidade de nossa existência.

Ora, quando deitamos as vistas nas Confissões de Santo Agostinho, ouvimos as palavras do bispo de Hipona ecoarem em nosso íntimo nos dizendo que o coração do homem apenas encontra repouso no Senhor. Enquanto aqui estamos, neste mundo, será combate e nada mais. Imaginar que iremos viver uma vida sem angústias e problemas é delírio ou de gente muito fraca ou mal intencionada. Creio que há uma grande porcentagem de ambos os tipos e um bom tanto que seja um produto hibrido dos dois.

Doravante, cá com meus parcos botões, julgo que deveria ser imprescindível ensinar a nossos jovens a lidar com as frustrações, visto que elas são uma constante em nossa vida. Ensinar a lidar com isso não sinônimo de bom-mocismo, mas sim, de uma amorosa ação paterna. Detalhe importantíssimo: agir como um pai significa que se deve agir com solene autoridade e firmeza de decisão diante do que está se apresentando diante dos seus olhos, mesmo que seu coração encontre-se torcido pelo desejo de não o fazer.

Digamos, por exemplo, que seja algo similar a dar uma dose daquele xarope horrível para uma criancinha. Você não gostaria de obrigá-lo a tomar e esse, por sua deixa, se nega a bebê-lo, porém, você sabe que é necessário, mesmo que seu coração palpite e grite o desejo de fazer o contrário. Em matéria de educação não é diferente. Entretanto, infelizmente, em nossa sociedade, a maioria ululante dos adultos não quer agir como um pai (e mesmo como adultos), mas sim, como a um vovô.

O pai deve impor os limites necessários para que o pequeno cresça em Espírito e Verdade. O vovô, por sua deixa, todo mundo sabe, aceita tudo o que os netinhos fazem. Quem castiga é o pai, não o pai do pai. Quem dá à dura é o primeiro e não o segundo. Quem tem o dever de chamar o mancebo à realidade é aquela geração que tutela esse e, fazer isso, não é tarefa para quem teme agravos e caras feias.

Entretanto, no entendimento do povo “progressista” e do “bem”, que vê em tudo uma perversa inclinação para traumatizar o mancebo, não seria este que deveria ampliar a sua compreensão para abarcar às dimensões do real e, deste modo, para que esse os preencha e os eleve. No entender dessas pessoas maravilhosas e boazinhas deve ser a realidade, a começar pela realidade escolar, que deve se adaptar aos desejos e anseios dos não tão pequenos para que eles se fechem em seus mundinhos e elas, as pessoas boazinhas, sintam-se mais boazinhas, mesmo que estejam iludindo as crianças com os seus devaneios politicamente corretos e humanamente perversos.

Resumindo a ópera: viver humanamente significa saber administrar as suas angustias e frustrações de uma forma razoável. Aprendemos essa lição não com palestras motivacionais e muito menos com bajulações pedagogescas. Aprende-se isso enfrentando os problemas que a vida nos apresenta e com aqueles outros tantos que nós mesmos construímos com as nossas escolhas desastradas e desarrazoadas.

Trocando por dorso (ou qualquer outro miúdo de sua preferência), como dizia minha mãe e meu pai em minha porca juventude: só se aprende certas lições quebrando a cara. Todavia, como aprender certas lições em um sistema educacional que trata as tenras gerações como se elas fossem finas e delicadas porcelanas e os professores como sendo terríveis marretas de moldar ferro, prontas para malvadamente quebrá-los? Como, meu caro?

Só mesmo na cabeça dessas sebosas almas que esse cenário existe. Cenário esse que as adoece moralmente e, não contente em estarem tomadas por essa pestilência, querem que todos sofram com esse delírio que, diga-se de passagem, vem deixando um enorme rastro de destruição em nossa sociedade.

Finalizando: como diz o Supremo Apedauta, “nunca antes na história deste país se viu” uma quantidade tão grande de pessoas com diplomas que certificam que ele passou por uma escola sem nada (ou quase nada) aprender. Mas, o importante é que os professores não as traumatizem, atentando contra seus egos inchados, tentando ensiná-las aquilo que elas deveriam aprender. E que eles ensinariam, se não houvesse tanto bom-mocismo politicamente-correto e pedagogias populistas que tanto turvam os ares destas paragens. Aliás, em que medida nós, pais e professores, também não fomos tomados por essa pestilência?

Pax et bonum
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quarta-feira, 11 de maio de 2011

[pdf] ESTUDAR COM O CORAÇÃO NA MÃO

ESTUDAR COM O CORAÇÃO NA MÃO

ESTUDAR COM O CORAÇÃO NA MÃO

Escrevinhação n. 886, redigido em 30 de abril de 2011, dia de São José Benedito Cotolengo e São Pio V.

Por Dartagnan da Silva Zanela

"Devemos ter uma boa memória para sermos capazes de cumprir as promessas que fazemos".
(Friedrich Nietzsche)

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Existem certas falas que refletem o estado de espírito de uma época, visto a freqüência com que são repetidas. Uma dessas foi abordada em nossa missiva anterior. Outra que, por sua deixa, nos apresenta de maneira nua e crua a torpeza que invade e se assenhora de nossa sociedade é a que pretendemos, mesmo que de maneira diminuta, tratar nessa mal fadada coluna.

Chega me causar urticária ter de ouvir que o importante para o aluno não é decorar, mas sim, que ele aprenda, que ele saiba o que está fazendo para que venha à ser um verdadeiro cidadão e o resto do blá blá blá que todo mundo já conhece, não é mesmo? Tudo bem, mas vamos ao ponto do conto: o que se quer dizer com isso, cara pálida? Pergunte as almas sebosas o que elas querem dizer com essa frase sem sentido e elas vão se enrolar todas.

Provavelmente vão dizer que “tudo é um processo” e nada mais do que isso, porque, na verdade, elas não sabem o que estão dizendo. Apenas repetem essas palavras porque quem as proclama quer posar de “gente bonita”, “inteligente” e adoravelmente “progressista”. As palavras bonitinhas, nada dizem de substancial e muito menos as bocas que as balbuciam.

Para que não tenham de mim uma imagem truculenta (na verdade, não me importo com isso), vejamos o problema. Confrontemos as ocas palavras com as realidades que elas pretensamente querem retratar. Sempre que ouvimos as almas mencionadas falarem no problema da tal “decoreba” elas afirmam que hoje em dia não é mais necessário que saibamos tudo, visto a grande quantidade de bancos de dados que existem e que basta que os consultemos. Inclusive, em certas ocasiões, citam uma passagem, hipotética, em que Einstein não sabia um número telefônico e que ele afirmava que não precisava saber isso, pois estava anotado em sua agenda. Logo, pra que decorar?

Oh! Então vejamos: não seria ao menos necessário saber, de cor, onde estão esses bancos de dados? Não temos que saber na ponta da língua uma boa gama de palavras para podermos nos comunicar medianamente, inclusive, para dizermos, como essas almas, que tudo isso não é importante? Ou somos do tipo que fica o tempo todo procurando em um caderninho a palavra mais apropriada para dizer algo ou fuçando num manual para sabermos o que fazer em uma determinada situação? Aliás, o que você gostaria de me dizer agora, caso seja uma dessas criaturas? Você já o sabe, de cor, ou está consultando um amontoado de manuais e guias?

Como se percebe, dissociar o aprender do decorar é uma atitude auto-contraditória, pois tudo que um ser humano quer quando se dedica a aprender algo é não esquecer o que aprendeu. Ao menos o que é essencial. Para dirigir um carro, cozinhar, tocar um instrumento musical ou mesmo refletir sobre problemas filosóficos, é fundamental que tenhamos como meta nisso tudo guardar esses saberes em nosso coração e integrá-los em nosso ser não mais como algo a ser lembrado ou averiguado em um material externo, mas sim, enquanto algo que passou a fazer parte de nosso ser, completando-nos. Aliás, meu caro, daí vem o sentido de saber algo “de cor” que, do latim, seria tão só e simplesmente um saber “do coração”.

De mais a mais, é um tanto engraçado imaginarmos que as pessoas não estudariam algo para saber “de cor” (com o coração). Mas, então elas ficariam anos a fio estudando para que? Não para saber “de cor”, mas sim, para compreender que aprendeu que tem um diploma? É isso?

Ora, ilustremos esse dito com um exemplo: se iniciamos o estudo de uma língua estrangeira para dizermos que a “estudamos” e ter um certificado e mãos ou para sabermos nos comunicar por meio dela? E quanto ao calcular? E conduzir um veículo? E atuar em uma peça de teatro? Bem, e por aí segue o andor.

Detalhe: a realidade não é uma questão de gostar ou não do que vemos, mas sim, um fato. Ela estar diante e em nós, gostemos ou não. Por essa razão, e não por outra, que nosso horizonte de consciência, como nos ensina o filósofo Olavo de Carvalho, sempre será a multiplicação dos raciocínios que somos capazes de fazer pelo número de informações e dados que somos capazes de processar e armazenar em nossa memória. Você já fez esse cálculo? Então faça e veja quais são as dimensões de seu horizonte de consciência.

Voltado à trilha: exclua essa intenção no ato de aprender, extirpe este propósito e compreenderá porque atualmente cresce, dia após dia, o número de pessoas que não são plenamente alfabetizadas. Claro que ver o aprender por esse viés torna-o menos colorido e mais chato. Todavia, educação não é um concurso de simpatia e bom-mocismo. Educação é trabalho árduo na edificação de uma obra chamada ser humano maduro (obra essa, muitas das vezes, ingrata). Obra essa que pode ser feita com zelo, sacrifício e muito trabalho ou com desleixo, comodismo e uma boa dose de malandragem e dissimulação.

Observação capciosa: tanto no primeiro como no segundo caso, o mestre de obras do edifício é o próprio sujeito. Por mais que você negue essa realidade patente ela se fará presente em sua vida. Gostemos ou não disso. Decore ou não o que aqui foi dito.

Pax et bonum
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segunda-feira, 9 de maio de 2011

O trunfo Trump - no Mídia@mais

por Thomas Sowell, em 4 de maio de 2011.

Por que Trump repentinamente despontou à frente de outros candidatos e potenciais candidatos Republicanos nas pesquisas? Não é verossímil que a ressurreição da questão da certidão de nascimento de Barack Obama tenha levantado todo esse apoio. [leia mais]

CRUCIFICANDO A VERDADE - parte I

Comentário proferido por Dartagnan Zanela - no dia 09 de maio - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

Dom Quixote - Acustico MTV

quarta-feira, 4 de maio de 2011

SOMOS UMA ALMA IMPORTAL

Comentário proferido por Dartagnan Zanela - no dia 03 de maio - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

[pdf] PROFESSOR, A RECUPERAÇÃO É QUANDO?

PROFESSOR, A RECUPERAÇÃO É QUANDO?

PROFESSOR, A RECUPERAÇÃO É QUANDO?

Escrevinhação n. 885, redigido em 28 de abril de 2011, dia de São Pedro Chanel, de São Luís Maria Grignion de Montfort, de Santa Joana Baretta Molla e de Santo Agapito I.

Por Dartagnan da Silva Zanela

“A educação é uma arte de amor – realizá-la perfeita é colaborar com Deus completando-lhe dignamente a obra”. (Coelho Neto)

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Literalmente é um balde de água fria. Creio que todo professor já deve ter tido essa experiência frustrante. Lá está ele, ministra suas aulas com todo o zelo possível, elabora uma prova dentro das proporções cabíveis à sua turma de mancebos, realiza uma revisão criteriosa dos conteúdos estudados e apenas depois de todo esse cauteloso procedimento, aplica-se o instrumento na expectativa de colher ambrosias epistêmicas das tenras árvores que cultivou e regou no correr dos dias letivos.

Ledo engano. Triste desilusão. Essa em regra começa a pesar sobre as cansadas costas do educador quando ele inicia a correção que lhe impacta a alma em um misto de decepção, angustia e impotência. Todavia, em muitas outras ocasiões (que cada vez tornam-se mais freqüentes), essa torrente de plúmbeos ares invade o espírito do professor antes mesmo de findar o tempo para feitura do instrumento avaliativo. Já começa durante esse. Primeiramente com as expressões faciais dos guris ao bater os olhos na folha que é colocado em suas mãos. Expressões essas que muitas das vezes é interrompida por uma fala maliciosa e tomada por ares de desídia: “fessor, quando que é a recuperação?”

Já estou a algumas primaveras nesta seara e já ouvi muitas vezes esse dito como também desconheço professor que nunca tenha ouvido essa dolorosa sentença. Para quem não integra o quadro, talvez não compreenda o sentimento de frustração, por isso, permita-me uma analogia. Imagine que você plantou uma figueira e que a cultivou com relativo zelo e, quando você vai colher os esperados figos, ao se aproximar dos galhos, estes, de repente apodrecem diante de seus olhos e caem. É assim que nós, professores, nos sentimos diante da formatação politicamente-correta e pedagogicamente canalha que o sistema educacional está (des)organizado que cria essas e outras situações similares.

Nós somos o lavrador da analogia. Somos nós que temos de testemunhar a perda da safra e, mesmo assim, fingir que a colheita está sendo boa, uma das melhores e que em um curto prazo de tempo iremos atingir os píncaros da produtividade. Perdoem-me, mas somente um demente crê nisso. Se há gente a fim de mentir, tudo bem. Todos têm direito a sua dose de patifaria. Entretanto, mentir, acreditar na própria ilusão e exigir que os outros fechem os olhos, delirem junto, é uma palhaça sinistra que não tem a menor graça.

Bem, se um sorrisinho amarelo estampou-se em sua carinha, vejamos um dado curioso divulgado, discretamente, em 2009. Dado esse que dá pano pra manga. De acordo com o relatório da INAF (Indicador de Alfabetismo Funcional), apenas 26% da população brasileira é plenamente alfabetizada. E mais! 32% dos brasileiros com ensino superior (completo ou incompleto) não podem ser considerados plenamente alfabetizados, segundo a referida pesquisa. Pois é, aí eu pergunto: será que há recuperação para isso? Eis a pergunta que não quer calar.

Sim, claro que a lengalenga não irá parar e nós continuaremos a ter a presença daquelas figuras dissimuladas e sínicas parlando suas teorias maravilhosas, suas pedagogias do oprimido, da esperança, inovadora, histórico-crítica, em fim, todo aquele trololó parasita-clientelista que está deixando um rastro de destruição pelo caminho do ex ducere e uma multidão de pessoas com dilatação escrotal crônica.

Que fazer? Olha, para começo de prosa, creio que precisamos, urgentemente, reaprendermos a ser francos conosco mesmo e procurar ver os problemas tal qual eles se apresentam, sem nenhum subterfúgio ideológico ou qualquer ordem de masturbação mental. Urge fazermos um exame sério das concepções educacionais reinantes à luz dos seus frutos e aí, meu caro, compreender com grande clareza porque com os ditos “métodos errados” aprendia-se o que era certo e porque com os malditos “métodos certos” só se ensina e se aprende o que é errado.

Por fim, falando em franqueza, sejamos francos com a indagação que nomina essa missiva. “Fessor, quando é a prova de recuperação?” Resposta nua, crua e sincera: recuperar o que, meu caro? O aprendizado dá-se no tempo e não em uma esfera etérea de existência. Tempo perdido não se recupera. O que se perdeu com ele também não. A vida, que é uma grande mestra, quando ofereceu à nossa espécie alguma recuperação? Nunca. Mas, sempre nos é apresenta uma boa ocasião para aprendermos com nossos erros e com o amargor de nossas quedas. Todavia, é preciso cair.

A recuperação camufla essa realidade patente de nossa existência e enclausura o elemento em um mundinho umbilical onde os erros não têm conseqüência e as quedas nunca nos atingem. Por isso neste caminho você não aprende. Aliás, desaprende a ser gente plenamente. Se você quer uma recuperação, tudo bem, terá, porém, responda-me: o que você, francamente, quer recuperar? O que você havia adquirido e que acabou perdendo para reaver?

Pois é, a gente só recupera o que um dia realmente foi nosso. O que nunca nos pertenceu não pode ser reavido. Deve-se, portando, primeiramente adquirir o saber e, para tanto, o caminho é outro, não esse que é sinicamente repetido neste simulacro que convencionou-se chamar de educação.

Pax et bonum
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terça-feira, 3 de maio de 2011

Gramsci é o ópio dos intelectuais, por Olavo de Carvalho

Gramsci é o ópio dos intelectuais, por Olavo de Carvalho

DA DIGNIDADE DO AMOR

Comentário proferido por Dartagnan Zanela - no dia 03 de maio - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Entrevista com Aldous Huxley (em 3 partes)


parte 2 - parte 3

O HOMEM NECESSITA DE DEUS

Comentário proferido por Dartagnan Zanela - no dia 02 de maio - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

Educação sexual nas escolas é terrorismo

Por Luz Felipe Pondé
Folha de São Paulo, 26 de janeiro de 2009.

Quem é a favor do ensino religioso? Mesmo quem concorda com o ensino religioso discorda do conteúdo: ensinar o quê? Deus, orixás, gnomos, homens-bomba? Outros são contra: religião não é assunto do Estado e da escola, é assunto da vida privada e familiar -guardem esse argumento na memória porque voltarei a ele.

Não vou discutir o ensino religioso, mas sim outra questão que me chama a atenção: a educação sexual nas escolas. Digo logo: sou contra. E mais: acho que sexo é assunto da vida privada e familiar (usei o mesmo argumento dos "contra o ensino religioso", como havia prometido, lembram?) e nenhuma escola ou pedagoga maníaca por sexo deveria entrar nas cabeças das crianças com suas fantasias travestidas de teorias. [leia mais]

domingo, 1 de maio de 2011

OUTROS COMENTÁRIOS RADIOFÔNICOS QUASE PERDIDOS

Comentários proferidos por Dartagnan Zanela - entre os dias 25 e 29 de abril - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

DIFUNDIR A PALAVRA DE DEUS


511 ANOS


GRATIDÃO - PARTE I


GRATIDÃO - PARTE II


TIRAR UM TEMPINHO PARA DEUS

COMENTÁRIOS RADIOFÔNICOS QUASE PERDIDOS

Comentários proferidos por Dartagnan Zanela - entre os dias 18 e 20 de abril - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

ABRIR O NOSSO CORAÇÃO PARA CRISTO


A VITÓRIA SOBRE A MORTE


ENTRE O MUNDO E O REINO DE DEUS

SAUDADE, por Pablo Neruda

Saudade

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.