O MEDO

Por Dartagnan da Silva Zanela

As pernas tremem
Abalando o esguio corpo
Que sob os joelhos balança
Frente à imagem nebulosa
Que turva a vista
Que é sustentada pelos
Trêmulos joelhos.

As pernas tremem
E as mãos transpiram
Friamente
Acompanhando,
Mesmo que distante
O tremor que resfria
A palma e os dedos
Da mão
Que são aquecidos
Pelo também trêmulo
Coração.

As pernas tremem
Os joelhos fraquejam
As mãos transpiram
E o coração vê-se apertado
Pela aflição germinada
Com a semente do medo
Que fora atirada em seu peito
Deitando suas raízes
No vacilar da alma
Que treme, fraqueja,
Transpira e aflige-se
Com o gélido sopro
Que lhe toca a face
A carne
E a alma.


...em 26 de fevereiro de 2011,
dia de Santa Paula M. Fornés e
de São José de Calazans.

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