CIVILIZAR É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO


Assimilar normas de conduta, vivenciar valores elevados, acumular em nossa alma a bagagem cultural que nos foi legada por almas aquilatadas que nos antecederam e que nos superam enquanto atlânticos representantes da espécie humana é uma tarefa basilar que todo indivíduo deve assumir. A isso chamamos civilizar-se.

Com grande razão Hayek, certa feita havia dito, que o ser humano foi e é civilizado muito contra a sua vontade. Muito contra nossa vontade nos permitimos educar. Se realmente formos francos para conosco iremos reconhecer essa mácula que há em nosso íntimo.

Neste sentido, educar-se é sinônimo de civilizar a si, de sermos capazes de absorver os valores, regras, normas, saberes, bens espirituais que são apresentados através da experiência vivida pelas várias gerações que testemunharam, antes de nós, os tempos que não vivemos; gerações que assistiram situações que, qualquer um de nós poderá, vez por outra, viver em circunstâncias similares às que foram vividas por esses ilustres senhores, com ou sem nome.

Quanto mais apreendemos este patrimônio, mais elevamo-nos enquanto pessoa. Todavia, é muito freqüente que se dê uma importância muito maior a crítica que se faz a essa herança do que ao ato de conhecê-la e assimilá-la.

Bem, seria similar a digestão sem alimentação. Querer digerir um alimento sem antes degluti-lo gerará apenas uma terrível gastrite e, neste caso, o que mais temos nos dias atuais é uma imensa gastrite civilizacional que toma conta da alma contemporânea, corroendo-a lentamente desde sua base. Gastrite que é fruto de uma multitude de críticas advinda de almas desprovidas de conhecimento do objeto criticado.

Pax et bonum
Dartagnan da Silva Zanela,
dia de Santa Paula M. Fornés e
de São José de Calazans.

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