quinta-feira, 31 de março de 2011

[pdf] E EIS A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR...

E EIS A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR...

quarta-feira, 30 de março de 2011

E EIS A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR...

Escrevinhação n. 880, redigido em 26 de março de 2011, dia de São Ludgero e de Santa Lúcia Fillipini.

Por Dartagnan da Silva Zanela

“Faz o que for justo. O resto virá por si só”. (Goethe)

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No começo deste ano de 2011, da Graça de Nosso Senhor, assisti, por descuido, o filme “Última parada - 147”. Antes de ir adiante, lembro que não pretendo através destas turvas linhas tecer qualquer comentário sobre a obra como um todo. Não, meu intento é outro. À sua maneira, o referido filme narra a história de um jovem que testemunhou o assassinato de sua mãe e que tem a sua vida ceifada abruptamente em uma lotação. A última parada de seus dias.

No filme em questão, há uma breve cena que marcou minha alma, a qual nos leva a escrevinhar essas linhas. Essa se passa na casa de sua tia. Estava o garoto deitado e o tio, ao chegar do trabalho, abriu uma gaveta da cozinha e depara-se com a imagem das facas, todas elas, com suas pontas quebradas. Pontas estas que foram cerradas pelo garoto que, ingenuamente, o fez no intuito de evitar que alguém daquela casa fosse apunhalado. Em meio à silenciosa troca de olhares entre os tios e destes com o pequeno Sandro, eis que é levantada a pergunta que não quer calar: “[...] então quer dizer agora ele pode fazer o que quiser?” É isso?

E assim seguiu a película, onde o único obstáculo que, vez por outra, impedia o garoto, que se fez rapaz, de fazer o que queria, era a dureza das ruas e da vida. Em nenhum momento vemos no correr do filme uma voz firme que procurava, realmente, enveredá-lo pelo caminho reto.

Sim, aparecia em um momento ou outro uma voz falando-lhe o que é o certo e o que é errado, porém, tais vozes, apresentavam-se muito mais com aqueles ares de bom-mocismo politicamente correto do que como as palavras e ações de alguém que realmente deseja proteger e fazer crescer aquele que está perdido em sua trágica circunstância existencial.

Doravante, essa é a pergunta que todos devemos nos fazer quando o assunto é educação, pois essa, muitíssimas vezes, é a situação em que nos encontramos. Não estamos a nos referir as situações de abandono, mas sim, às várias situações em que nossas crianças e jovens estão fazendo uma série de más escolhas e a única coisa que fazemos é dizer palavras doces que não encontram no solo da realidade as ações necessárias para que suas letras dêem frutos.

Ora, amar, muitas das vezes, significa ser firme e, porque não, duro para com a pessoa amada para que ela desperte à realidade da vida e de seus atos para que acorde de seu estado de dormência. Significa que temos que ser duros, mesmo que estejamos com o nosso coração apertado, querendo muito mais afagar o mancebo do que corrigi-lo. De mais a mais, quem educa, sabe muito bem que aquele que apenas quer posar de paizão, de super-protetor, não é um amigo verdadeiro, mas sim, um reles bajulador, cônscio ou não de que está fazendo mais mal para os pequenos do que as doces palavras utilizadas por eles são capazes de encobrir.

Isso mesmo! A diferença que há entre o terno amor e bajulação é muito sutil aos olhos viciados das almas que vagueiam pelos prados modernos. Não é por menos que quando um jovem, ou adolescente, comete alguma infração mais ou menos grave, mais do que depressa, uma multidão de “otoridades” colocam-se em sua defesa, bajulando-o, com expressões do gênero “[...] nós sabemos que você não quis fazer isso. Nós sabemos que essa sua atitude foi apenas uma reação compreensível a esse sistema injusto. Mas seria interessante que você repensa-se o que você fez. E não faça mais o que você fez. Você promete pro tio”? Pergunta tola: qual a eficácia educativa de atitudes similares a essa? Bem, se o objetivo for perverter moralmente o infante, a eficácia é plena.

Qualquer um que procure ver a vida com os próprios olhos sabe muito bem que em inúmeras ocasiões nós estamos errados em algo e que merecemos uma punição proporcional ao erro cometido, como também somos cientes de que nem tudo o que almejamos podemos obter no tempo de nosso querer. Tal percepção da realidade é o que podemos chamar de civilidade, pré-requisito elementar para se atingir a plena maturidade. Entretanto, para se chegar a tal, é fundamental que tais quesitos sejam ensinados as tenras gerações, de uma maneira clara, através de gestos, atos, palavras e exemplos que estejam, razoavelmente, uns em sintonia com as outros.

Mas, ao que tudo indica, o caminho que estamos trilhando atualmente em nossa civitas é bem diverso, visto que, poucos são os que realmente desejam carregar o ônus de dizer as tenras gerações o que deve ser dito e fazer com elas, e por elas, o que fundamental que seja feito. Mas, na real, como isso pode acontecer em uma sociedade onde a maioria deseja apenas posar de bom-moço? Como fazer o que se deve em uma sociedade onde o populismo pedagogesco tomou conta de todas as letras? Eis aí, outra questão a ser meditada com a necessária serenidade. Afinal, pode-se fazer tudo o que se quer? Se não, quem, e como, está sendo ensinado o contrário disso? Quem?

Pax et bonum
http://dartagnanzanela.tk

FONTE DE FORÇA E PODER

Comentário proferido por Dartagnan Zanela - dia 22 de março - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

FONTE DE FORÇA E PODER

segunda-feira, 28 de março de 2011

A SANTA MISSA

Comentário proferido por Dartagnan Zanela - dia 21 de março - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

A SANTA MISSA

quinta-feira, 24 de março de 2011

PAI DE MISERICÓRDIA E SEUS FILHOS TEIMOSOS

Comentário proferido por Dartagnan Zanela - dia 17 de março - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

PAI DE MISERICÓRDIA E SEUS FILHOS TEIMOSOS

quarta-feira, 23 de março de 2011

[pdf] AS GAVETAS MOFADAS DE NOSSA ALMA

AS GAVETAS MOFADAS DE NOSSA ALMA

AS GAVETAS MOFADAS DE NOSSA ALMA

Escrevinhação n. 878, redigido em 18 de março de 2011, dia de São Cirilo de Jerusalém e do Bem-aventurado Faustino Miguez.

Por Dartagnan da Silva Zanela


"A verdade é o alimento da alma".
(Sto. Agostinho)

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Há um belo trabalho do pintor espanhol Salvador Dali, de 1936, intitulado “O contador Antropomórfico” que muito nos auxilia na compreensão dos labirintos existentes em nossa alma. Labirintos estes desconhecidos por nós tanto quanto estamos perdidos neles sem ter um fio de orientação presenteado pelas mãos de uma bela Ariadne. A referida pintura retrata uma pessoa sem face em uma postura narcísica com sua caixa torácica formada por inúmeras gavetas entreabertas.

Creio que não há imagem que melhor retrate a alma humana que caminha vacilante pelas vias turvas da sociedade moderna. Primeiramente, porque em meio à massificação reinante a pessoa humana, em toda sua singularidade, vem dia após dia sendo suprimida por identidades grupais que supervalorizam a imagem da coletividade em detrimento da personalidade individual através da crença pífia de que essa primeira seja uma expressão decantada da segunda.

Simplificando: cai-se facilmente no sofisma de que quanto mais se macaqueia os trejeitos de um grupelho, mais fortalecemos nossa personalidade. Quanto mais afirmamos a soberania de uma ideologia ou dos ditames de uma entidade coletiva sobre nós, mais nos iludimos que estamos construindo uma sólida personalidade quando, no fundo, estamos apenas contribuindo para nossa destruição. Por isso, tal qual a pintura, vivemos sem face e abandonados na rua contemplando um vazio espiritual todinho nosso.

Doravante, temos as gavetas. As inúmeras gavetas. Essas são os fantásticos subterfúgios que criamos para nos esquivar de nós mesmos, para nos auxiliar na ilusão que vivemos. Escondemos de nós as verdades mais auto-evidentes no intuito de nos manter “firmes” na mentira ridícula que é a nossa existência, para continuarmos suficientemente convencidos de que nosso patológico estado de fingimento seja algo honorável.

É impressionante o quanto somos capazes de criar raciocínios para justificar erros, para nos esquivar da responsabilidade por nossa existência eviterna. Tais raciocínios são mesmo como gavetas embutidas na alma que confeccionamos para esconder dos demais e, principalmente, de nós mesmos, as realidades mais patentes sobre nossa pessoa.

E como se procura eximir-se das próprias culpas na sociedade atual. É de entristecer as vistas vermos pessoas adultas, muitas delas ocupando cargos de responsabilidade, portando-se de modo similar a uma criança de cinco anos de idade, escondendo-se atrás de outra pessoa, que se esconde atrás de outra, e de outra, até encontrar um bode-expiatório perfeito para que todos possam culpá-lo por todas as culpas que seriam unicamente suas.

Apenas para ilustrar o quão degradante é o estado em que se encontra nossa maneira de viver, pensar e agir que peço vênia para realizar uma sucinta comparação. Quando estava em seu leito de morte, Filipe II, rei de Espanha, chamou seu filho abriu o mando real com que se cobria e mostrou-lhe o peito roído de vermes, declarando: “Príncipe, vede como se morre e como se acabam todas as grandezas deste mundo”. De mais a mais, o mesmo rei dizia que preferia ter vivido como um eremita que ter tido de arcar com as responsabilidades de um reino e ter de carregar todo o fardo de culpas que ele tinha. Esse, meus caros, era um rei, um governante por inteiro. Atualmente, o que temos? Temos figuras como o senhor Luiz Inácio Lula da Silva, homem que afirmava não ter pecados, que não sabia de nada do que estava ocorrendo em seu palácio, em baixo de suas barbas, e que ele teria apanhado, durante sua governança, mais do que Nosso Senhor Jesus Cristo.

Esses ditos, por si só, nos apresentam uma imagem deprimente de um homem totalmente perdido dentro do labirinto de mentiras e dissimulações presente em sua alma. Mas, tais afirmações, não apenas nos dizem isso. Elas também são um claro sinal do estado pútrido da sociedade brasileira que, ao testemunhar todas essas dissimulações sinistras, não se manifestou em contrário e nem mesmo percebeu a gravidade do que estava diante de seus olhos, visto que, para uma sociedade onde, em sua totalidade, os indivíduos encontram-se perdidos em meio as suas gavetas de simulacros, como esperar que esses percebam o clima insano que impera em nosso país?

Pessoas que temem a verdade não estão aptas a reconhecê-la. Pessoas que negam a primazia da verdade na estruturação da vida jamais tornar-se-ão uma pessoa verdadeira. Uma sociedade que funda-se na primazia da dissimulação, no fingimento e no desdém à responsabilidade individual jamais será uma sociedade que edificará algo que mereça algum respeito, visto que, no Brasil, de um modo geral, ama-se o que mereceria o nosso desprezo e despreza-se o que deveria ocupar o centro de nossa vida, não é mesmo?

Pax et bonum
http://dartagnanzanela.tk

NADA MAIS, NADA MENOS QUE A VERDADE

A verdade machuca e dói. Todos nós sabemos disso e por essa mesma razão aparente que na maioria das vezes procuramos nos esquivar da presença dela.

Poucas são as pessoas que gostam de ouvi-las, visto o grande fardo hedonista que toma conta de nossa alma, nos levando a fugir de toda dor, abraçando-nos a tudo o que traga conforto e prazer.

Provavelmente é por isso que, de um modo geral, desgostamos das avaliações. Elas nos revelam aquelas verdades que nós todos, muitas das vezes sabemos, mas que, não queremos de modo algum que nos sejam apresentadas, que nos sejam atiradas em nossa cara.

Entretanto, mesmo diante deste desconforto que ela nos traz, a verdade apenas nos faz bem, pois, como nos ensina as sacras letras, apenas Ela nos liberta. Livra-nos dos grilhões dos nossos erros, de nossas mentiras íntimas.

Sim, tal empreitada nos fere, pois estamos a muito presos a enganos que acabamos por nos sentir de maneira similar a um refém com síndrome de Estocolmo quando tentam nos arrancar das garras de nossos algozes. Sentimo-nos como reféns afeiçoados de nossos próprios enganos.

Dartagnan da Silva Zanela
em 09 de março de 2011,
dia de São Gregório de Nissa, quarta-feira de cinza.

LOUVAR DEUS SEMPRE

Comentário proferido por Dartagnan Zanela - dia 16 de março - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

LOUVAR DEUS SEMPRE

terça-feira, 22 de março de 2011

DESEJAR AS COISAS DO ALTO

Comentário proferido por Dartagnan Zanela - dia 15 de março - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

DESEJAR AS COISAS DO ALTO

segunda-feira, 21 de março de 2011

DO PÓ AO PÓ

Por Dartagnan da Silva Zanela,
Em 09 de março de 2011.

Das cinzas vim
A elas irei tornar.
Mas a graça divina
Nosso luminoso centro,
Nos Libertará deste
Tão triste fim.
Das cinzas vim
De cinzas sei
Que feitas são
As obras de minhas mãos.
Mãos presunçosas
Que agem sem razão
E que...
Muitas das vezes
Labora na condenação
Da alma
Que as move
Nas mais turvas direções.
Das cinzas vim
Com cinzas fui feito
Mas a luz Daquele que é
Em meu socorro virá
No momento em que
Minha respiração cessar
E ao pó retornar.

LOUVAR DEUS PELO SEU AMOR

Comentário proferido por Dartagnan Zanela - dia 14 de março - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

LOUVAR DEUS PELO SEU AMOR

quinta-feira, 17 de março de 2011

[pdf] MINHA HELENA E SEU IRMÃO

MINHA HELENA E SEU IRMÃO

MINHA HELENA E SEU IRMÃO

Escrevinhação n. 877, redigido em 16 de março de 2011, dia de Santo Heriberto.

Por Dartagnan da Silva Zanela

"É tão grande a força do amor que transforma o amante em imagem do amado". (Santo Agostinho)

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O nascimento de uma criança é literalmente um milagre que tem a força singular de invadir os corações mais duros para inundá-los com a luz da vida que se faz manifestar através desses pequenos. Não há uma única sisuda face que não sorria diante de um miúdo rostinho que, de tão tenro, ainda mal sabe expressar, com clareza, a riqueza que habita em seu ser e, mesmo assim, nos encanta.

Seus pequenos olhos falam em uma linguagem única diretamente ao coração humano. Mesmo os corações embrutecidos pelo tempo, abrem-se. Abrem-se com a mesma dificuldade apresentada pelos pequenos quando dão os primeiros passos. E como são belos esses momentos!

Na realidade, são os passos primeiros, as primeiras imagens da vida, tão mágicos quanto os dados pelas suas rechonchudas pernas. Esses, quando estão sendo dados pelas suas faculdades cognitivas, levarão os raios de Apolo ao reino de sua imaginação, que deitarão raízes no solo de sua memória para que sua intocada razão cultive luminosos frutos em sua eviterna caminhada.

É, meu caro Horácio, escrevinho essas modestas linhas porque minha vida foi invadida mais uma vez por essa infante chama. Nasceu minha filha Helena! Nasceu à irmã de meu amado Johann!

Olha, se ver a alegria estampada no rosto de um adulto por estar diante da chama do milagre da vida nos tira o chão, testemunhar a alegria incontida de um pequeno ao receber em sua vida a presença da irmã que há tanto ansiava, não tem preço. E não existe MasterCard que cubra.

É, meu solzinho, seu irmão sonhava com sua chegada, ansiava pelo cruzar de seu olhar com o dele e eu, em vê-los juntos neste alquímico momento que transfigura as almas, aquilatando-as, permitindo que através de um instante tenhamos contato com o sublime que é característico das moradas celestes. Momento este que irradia a sua essência por todos os dias de nossa vida, ecoando sua angélica cantiga para além dos dias, adentrando a eternidade.

Os filhos e os irmãos, minha amada Helena, não apenas nos completam, eles nos revelam uma face de nossa alma que muitas das vezes nos era desconhecida e, em muitos casos, ignorada pelo nosso olhar amortecido e corrompido pelas lides cotidianas que o mundo de nós exige. Você, minha querida filha, em nossas vidas, é a luz que, sem dúvida alguma, nos auxiliará no conhecimento de nós, mostrando-nos toda a grandeza divina que há em tudo e que, como diz-nos Santa Tereza d’Avila, que também está habitando em nós.

Sim, filha minha, é isso mesmo! Você não o sabe e, provavelmente, nem mesmo o seu irmão, mas muito do pouco que sou, como homem, devo a vocês dois, Helena e Johann. Normalmente, as pessoas afirmam que um filho é a criação dos pais, ou que um filho é a continuação de nossos atos neste mundo, ou simplesmente que vocês são a mesma carne e o mesmo sangue nosso. Sim, é verdade, mas você e seu irmão, minha pequena Helena, são mais do que isso. Teu mano e você são a imagem real e luminosa que me mostra o que devo me tornar para merecer estar junto Daquele que é na Pátria Celeste.

Sim, minha filha! Santo Cura d’Ars, uma das hercúleas almas que foram maiores que este vale de lágrimas, nos ensina em seus sermões que os filhos são para os pais um caminho de salvação se estes forem capazes de amar a Deus amando-os; se formos capazes de crescer em Espírito e Verdade auxiliando-os a crescer, protegendo-os dos males que estão no mundo e em nós que nos convida a desviarmo-nos da vereda aberta pelo Verbo divino que Se fez carne.

Em fim, filha minha, você é uma bênção que eu não mereço. Mas como o Divino Pai, por misericórdia, está a banhar-me nestas águas da fonte de Água vida, que é você e seu irmão, irei eu entregar-me de corpo e alma a essa dádiva que tento amo. Se não mereço tão grande graça, confesso e afirmo, piamente, que cada passo que ainda darei por este chão, será para tornar-me digno merecedor de ser chamado, por você, de pai e assim aprender com vocês, Helena e Johann, os caminhos que por mim ainda são desconhecidos.

Pax et bonum
Site: http://dartagnanzanela.tk

domingo, 13 de março de 2011

LOUVAR DEUS

Comentário proferido por Dartagnan Zanela - dia 10 de março - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

LOUVAR DEUS

sexta-feira, 11 de março de 2011

O EU ILUSÓRIO

Comentário proferido por Dartagnan Zanela - dia 10 de março - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

O EU ILUSÓRIO

quinta-feira, 10 de março de 2011

PROGRAMA AVE MARIA, 10 de março de 2011.

O Programa Ave Maria é o Programa radiofônico da Paróquia Nossa Senhora de Belém e vai ao ar de segunda à sexta das 18h00 às 18h20. Nas quintas a apresentação do mesmo é feita por Dartagnan da Silva Zanela.


quarta-feira, 9 de março de 2011

[pdf] VANITAS VANITATUM ET OMNIA VANITAS

VANITAS VANITATUM ET OMNIA VANITAS

VANITAS VANITATUM ET OMNIA VANITAS

Escrevinhação n. 876, redigido em 08 de março de 2011, dia de São João de Deus.

Por Dartagnan da Silva Zanela

"Tudo em nós é vaidade, fora a sincera confissão que fazemos perante Deus das nossas vaidades".
(Jacques Bossuet)

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Em vista do tempo litúrgico agora vivido por nós e frente às inclinações turvas que se fazem presentes em nossa alma, não podemos e não devemos, esquivarmo-nos do convite que nos é feito por aquela que é Mater et Magistra para que cresçamos em Espírito e Verdade, nos conhecendo a partir dos ensinos que nos são revelados, através das lições que nos são ministradas misteriosamente por meio de nossa vida interior em um diálogo profundo e profícuo com a Luz que nos guia.

Sim, misteriosamente. Assim Aquele que é age em nossa vida. Entretanto, os dias hodiernos, nos levam a ver com grande desdém a ação divinal em vista do culto idolátrico, presente em nossa sociedade, que se apresenta na forma de uma crédula devoção a “verdades cientificamente comprovadas”.

Atualmente, vive-se não mais centrado na sacralidade do devir, mas sim, imerso na mundanidade que se faz reinar e a nortear as almas desarmadas. Tempo este que desdenham olimpicamente a Verdade em nome do que convencionalmente chama-se de conhecimento “científico” e “crítico”, ao mesmo tempo em que não se faz a menor idéia do que é uma ciência e que não se compreende a diferença que há entre uma comprovação, uma demonstração, uma evidência e uma reles afirmação. Tempo em que se desacredita na ação misteriosa de Deus em nossa vida ao mesmo tempo em que se supervaloriza a ação humana sobre o mundo e frente à nossa vida.

Tudo isso, meu caro, não passa de idolatria, da egolatria reinante que acaba por prostituir nosso intelecto, nossa alma, às forças que tramam por nossa destruição. Forças essas que são a carne, o mundo e o diabo.

Em vista disto, o sacro tempo da Quaresma, é um sapiencial convite para o autoconhecimento que, segundo Santa Catarina de Sena, deve ser uma constante na vida do Cristão. Aliás, como a mesma alma santa nos ensina, por não nos dedicarmos ao exercício de conhecermo-nos acabamos por nos firmar no solo do orgulho, nos alimentar da seiva do egoísmo, fazendo da impaciência nossa medula e tendo por rebento em nossa vida, a falta de discernimento.

Bem, e se nos desconhecemos, e desdenhamos tal exercício, por julgamos que já sabemos tudo a nosso respeito, por que então continuamos a caminhar pela senda do pecado? Eis aí uma pergunta que não deveria ser calada. Sabemos que pecamos, então por que insistimos de maneira tão obstinada por esse caminho? De mais a mais, se desprezamos tal realidade por julgarmos que ela seja simplesmente uma questão subjetiva, uma invenção de teólogos, por que o pecado continua a se fazer tão presente em nossa alma?

Bem, por orgulho desdenhamos essa realidade, por egoísmo imaginamo-nos senhores de nossa turva vida, por impaciência desprezamos o necessário exame de consciência e, por fim, nos tornamos aquilo que a nossa falta de discernimento nos permite ser: apenas vaidade, nada mais do que vaidade.

Para combatermos o bom combate, para lutarmos essa guerra que é travada neste campo de batalha que é nossa alma, é de fundamental importância que aprendamos a silenciar nossa voz para que a Voz do Sapientíssimo possa nos falar e nós, com ele, aprendermos e crescermos. Por essa razão, devemos não apenas com os lábios entoar o nome de Jesus, mas sim, procurar seguir o Cristo, de perto, conforme nos admoesta São Josémaria Escrivá, quando este nos diz que “[...] não há outro caminho. Essa é a obra do Espírito Santo em cada alma – na tua -: sê dócil, não oponhas obstáculos a Deus, até que faça da tua pobre carne um Crucifixo”.

E vejam só como é que as coisas são. Entregamo-nos levianamente, de modo similar à uma folha atirada ao vento, à praticamente todos as sandices do momento. Basta apenas que alguém da grande mídia diga que é “cientificamente comprovado”, ou que simplesmente diga que é a última novidade que, credulamente, passa-se a adotar as mais tolas bobagens como se essas fossem a quintessência do tal “viver bem”, com “qualidade de vida”. Entretanto, somos na maioria das vezes arredios à Vontade de Deus. Procuramos miseravelmente os mais variados subterfúgios para justificar, elegantemente ou não, nossa desídia espiritual. Não apenas edificamos obstáculos em nosso coração para ação de Deus, mas, muitas das vezes, nos fazemos um torpe obstáculo se percebermos que o único condenado com esse gesto ignóbil somos nós.

Pax et bonum
Site: http://dartagnanzanela.tk

A VERDADEIRA LUTA

Comentário proferido por Dartagnan Zanela - dia 09 de março - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

A VERDADEIRA LUTA

domingo, 6 de março de 2011

RETIRAR-SE É PRECISO

Comentário proferido por Dartagnan Zanela - dia 04 de março - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

RETIRAR-SE É PRECISO

sábado, 5 de março de 2011

AMAR A DEUS

Comentário proferido por Dartagnan Zanela - dia 03 de março - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

AMAR A DEUS

sexta-feira, 4 de março de 2011

MEMÓRIA - GERARDO MELLO MOURÃO (em 08 partes)



Gerardo foi um poeta, romancista, ensaísta, jornalista e político brasileiro. Católico, foi padre por alguns anos. Pertenceu ao movimento integralista de Plínio Salgado, tendo sido preso dezoito vezes durante as ditaduras de Getúlio Vargas e a militar de 1964-1985. Numa delas, ficou no cárcere durante cinco anos e dez meses (1942-1948). Foi deputado federal, tendo o mandato cassado pela ditadura militar. Morou por muito tempo fora do Brasil, no Chile e na China, de onde foi correspondente da Folha de São Paulo. Foi amigo de Guignard, Michel Deguy, de Pablo Neruda e de Albert Camus. Foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura em 1979. No Brasil, em 1999, recebeu o Prêmio Jabuti de melhor livro de poesia pelo épico - A Invenção do Mar.

Nascido na cidade de Ipueiras, no Ceará, morreu no Rio de Janeiro em março de 2007, dois meses após ter completado 90 anos de idade.

Neste programa, Gerardo fala, entre outros assuntos, sobre sua infância e família no Ceará, sua formação cristã, o movimento integralista, Tristão de Athayde, Plínio Salgado, Augusto Frederico Schmidt, Getúlio Vargas, suas prisões durante o Estado Novo e a segunda guerra mundial, a ditadura militar, etc.

O TEMOR DE DEUS

Comentário proferido por Dartagnan Zanela - dia 02 de março - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

O TEMOR DE DEUS

quinta-feira, 3 de março de 2011

O MEDO

Por Dartagnan da Silva Zanela

As pernas tremem
Abalando o esguio corpo
Que sob os joelhos balança
Frente à imagem nebulosa
Que turva a vista
Que é sustentada pelos
Trêmulos joelhos.

As pernas tremem
E as mãos transpiram
Friamente
Acompanhando,
Mesmo que distante
O tremor que resfria
A palma e os dedos
Da mão
Que são aquecidos
Pelo também trêmulo
Coração.

As pernas tremem
Os joelhos fraquejam
As mãos transpiram
E o coração vê-se apertado
Pela aflição germinada
Com a semente do medo
Que fora atirada em seu peito
Deitando suas raízes
No vacilar da alma
Que treme, fraqueja,
Transpira e aflige-se
Com o gélido sopro
Que lhe toca a face
A carne
E a alma.


...em 26 de fevereiro de 2011,
dia de Santa Paula M. Fornés e
de São José de Calazans.

PROGRAMA AVE MARIA, 03 de março de 2011.

O Programa Ave Maria é o Programa radiofônico da Paróquia Nossa Senhora de Belém e vai ao ar de segunda à sexta das 18h00 às 18h20. Nas quintas a apresentação do mesmo é feita por Dartagnan da Silva Zanela.


quarta-feira, 2 de março de 2011

[pdf] DA ELOQÜÊNCIA DO NÃO DITO

DA ELOQÜÊNCIA DO NÃO DITO

DA ELOQÜÊNCIA DO NÃO DITO

Escrevinhação n. 875, redigido em 26 de fevereiro de 2011, dia de Santa Paula M. Fornés e de São José de Calazans, de Santo Porfírio de Gaza e de Santo Alexandre do Egito.

Por Dartagnan da Silva Zanela

"A boa ordem se impõe pela disciplina."
(Sto. Agostinho)

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O carnaval está aí. Próximo também está o tempo da Quaresma. Momento de grande significado para Cristandade que marca todos os anos que se seguem por esse vale de lágrimas.

Sim, é um tempo de penitência e este tem um papel fundamental em nossa formação espiritual. Apesar de muitas vozes influentes, de maneira leviana, colocar o jejum em uma posição secundária em nossa formação nós, de nossa diminuta parte, julgamos tal recomendação além de contraproducente, danosa.

Tal observação carece, ao menos, de uma modesta explicação, a qual intentamos, dentro de nossas limitações, expor através destas parvas linhas.

Primeiramente, a orientação para a realização de jejuns nos é dada diretamente por Nosso Senhor Jesus Cristo que nos ensina essa prática através de Suas pias palavras e de Suas gloriosas ações. Basta folhear as sagradas páginas da Escritura que iremos constatar o obvio ululante: devemos jejuar sim senhor. Devemos, necessariamente, nos penitenciar para nos salvar, conforme nos ensina a via de santificação que nos é apresentada pelo Logos divino encarnado.

Ademais, quando voltamos nossas vistas para a multidão de Santos que nos são apresentados pela Santa Madre Igreja percebemos, em suas biografias, que uma das marcas singulares de todas essas aquilatadas almas era a prática estrita do que nos é recomendado pelo Verbo divino encarnado, dedicando-se à oração, à esmola e ao jejum. E ponto.

Mas, por que jejuar quando tantos passam fome? Certa feita ouvi essa indagação sendo pronunciada com um grande tom de ironia e pífia superioridade moral. Bem, poderíamos mudar a indagação e proferi-la do seguinte modo: por que o Verbo divino encarnado sendo Deus optou em viver, entre nós, uma vida de penitência e nos instruir para que assim procedêssemos? Creio que assim a pergunta torna-se mais apropriada e, naturalmente, a resposta também.

Dito isso, procuremos então seguir com nossas reflexões, sendo essas devidamente guiadas pela máxima de Jack: por partes. Primeiramente, devemos sempre nos lembrar que, através de Cristo, Deus não apenas nos revela Sua natureza, mas também, nos mostra a verdade sobre o ser humano através da maneira como Ele viveu entre nós. Ou seja: ao volvermos nossos olhos para o Cristo não estamos diante apenas da imagem amorosa de Deus, mas também está-nos sendo apresentado um retrato verdadeiro e singular de um homem que viveu de acordo com Aquele que é o amor.

Muito bem, e onde entra o jejum nisso tudo? Enquanto um gesto onde nós, pecadores, aprendemos a reconhecer as nossas limitações e faltas que Ele conhece muito melhor do que nós. O jejuar gera em nós um estado de espírito singular. A dor gerada pela ausência pão em nosso ventre nos leva a refletir sobre inúmeras questões que, muitas das vezes, não nos ocorreria enquanto estamos em estado de relativa saciedade.

Mas, que questões seriam essas cara pálida? Não sei. Cada qual tem o seu próprio fardo, tem a sua própria cruz e, naturalmente, vemo-nos imersos em conflito perene com tormentos que nos são muito próprios. De mais a mais, não é nosso intento apresentar as questões que são frequentemente indicadas pelos Santos e Místicos, mas sim, lembrarmos que determinadas indagações e, evidentemente, o acesso a determinados conhecimentos, só nos são possíveis quando aceitamos nos entregar de maneira confiante as instruções que nos são ministradas pelo Mestre dos mestres para que tenhamos contato com uma experiência mística singular que deve ser vivida por nós, periodicamente, para nos conhecermos e, deste modo, crescermos em espírito e verdade.

No mínimo, meu caro, estaremos testemunhando em que medida somos capazes de nos assenhorar de nossas paixões ou em que nível se encontra o poder destas sobre nós. Sendo um pouco mais otimista, com essa experiência poderemos ver o quanto que nossa vontade é tíbia e com que facilidade ela verga diante dos mais ínfimos obstáculos. Trocando por miúdos e, neste caso, literalmente, poderemos ver em que grau nosso ânimo é mais fraco que nossas súplicas viscerais.

Por fim, esse é o convite que nos é feito pelo Cristo. Convite este feito através de gestos e palavras. Mas, é claro que, hoje em dia, muitos imaginam-se maiores que Aquele que se fez pequeno para salvar esses pseudo-gigantes orgulhosos que somos e que, imersos nesta ilusão, fecham a alma em sua colossal e ranheta pequenez, não é mesmo?

Pax et bonum
Site: http://dartagnanzanela.tk

CIVILIZAR É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO


Assimilar normas de conduta, vivenciar valores elevados, acumular em nossa alma a bagagem cultural que nos foi legada por almas aquilatadas que nos antecederam e que nos superam enquanto atlânticos representantes da espécie humana é uma tarefa basilar que todo indivíduo deve assumir. A isso chamamos civilizar-se.

Com grande razão Hayek, certa feita havia dito, que o ser humano foi e é civilizado muito contra a sua vontade. Muito contra nossa vontade nos permitimos educar. Se realmente formos francos para conosco iremos reconhecer essa mácula que há em nosso íntimo.

Neste sentido, educar-se é sinônimo de civilizar a si, de sermos capazes de absorver os valores, regras, normas, saberes, bens espirituais que são apresentados através da experiência vivida pelas várias gerações que testemunharam, antes de nós, os tempos que não vivemos; gerações que assistiram situações que, qualquer um de nós poderá, vez por outra, viver em circunstâncias similares às que foram vividas por esses ilustres senhores, com ou sem nome.

Quanto mais apreendemos este patrimônio, mais elevamo-nos enquanto pessoa. Todavia, é muito freqüente que se dê uma importância muito maior a crítica que se faz a essa herança do que ao ato de conhecê-la e assimilá-la.

Bem, seria similar a digestão sem alimentação. Querer digerir um alimento sem antes degluti-lo gerará apenas uma terrível gastrite e, neste caso, o que mais temos nos dias atuais é uma imensa gastrite civilizacional que toma conta da alma contemporânea, corroendo-a lentamente desde sua base. Gastrite que é fruto de uma multitude de críticas advinda de almas desprovidas de conhecimento do objeto criticado.

Pax et bonum
Dartagnan da Silva Zanela,
dia de Santa Paula M. Fornés e
de São José de Calazans.

MATERIALISMO E ORAÇÃO

Comentário proferido por Dartagnan Zanela - dia 01 de março - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

MATERIALISMO E ORAÇÃO