quinta-feira, 25 de novembro de 2010

IMAGEM DA SEMANA

PROGRAMA AVE MARIA, 25 de novembro de 2010.


O Programa Ave Maria é o Programa radiofônico da Paróquia Nossa Senhora de Belém e vai ao ar de segunda à sexta das 18h00 às 18h20. Nas quintas a apresentação do mesmo é feita por Dartagnan da Silva Zanela.


MUITAS PALAVRAS SOBRE COISA NENHUMA

Escrevinhação n. 861, redigido em 24 de novembro de 2010, Santo André Dung-Lac e companheiros.

Por Dartagnan da Silva Zanela

"Foge por um instante do homem irado, mas foge sempre do hipócrita".
(Confúcio)

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Já estamos chegando na reta final de mais um ano letivo e com o seu término temos mais uma safra dos frutos desta lavoura de [des]ilusões. Produzimos e vivemos em uma ilusão que chamamos pela alcunha de “educação crítica” ao mesmo tempo em que nos desiludimos com a cepa desta que, de fato, tem apenas como crítico os seus resultados que estatisticamente e qualitativamente são os piores do mundo, conforme os resultados consecutivos dos exames do PISA e constatáveis através de uma observação direta.

Mas poucos querem realmente enxergar a realidade e muito menos tomar a atitude necessária. Estamos tão imersos e tomados pelo fingimento que não mais somos capazes de enxergar os problemas tais e quais eles se apresentam às nossas vistas e muito menos de atuar de maneira ativa em relação aos mesmos. Apegamo-nos teimosamente a inúmeras ilusões literalmente diabólicas que nos impelem a crer que nosso universo subjetivo, ideológico, é mais importante que a realidade da pessoa humana.

Sei que o tacho deste angu é grande e que os caroços não são poucos. Por essa razão que nos detemos apenas neste que, em si, é o ponto nevrálgico da contenda, que é o fingimento histriônico diante da realidade patente que se apresenta diante de nossas vistas.

No fundo, o que a maioria das pessoas deseja não é educar os mancebos, mas sim, posar de bons moços politicamente corretos como paizões e mãezonas caricatos. No fundo, não deseja-se corrigir os erros, mas apenas justificá-los vendo no desleixo e na desídia a presença da mão invisível do sistema jogando-se na lata de lixo o fator volitivo que determina as ações humanas perante si mesmo, diante da sociedade, frente ao sistema ou estando diante do raio que o parta.

Lembro-me aqui de uma passagem de minha vida onde em meio a uma acalorada discussão foi-se indagado: Qual é a função da escola? A resposta, simples e direta: transmitir para a geração atual o legado civilizacional (cultural, moral, espiritual, técnico e científico) que foi edificado e preservado pelas gerações (inumeráveis gerações) que nos antecederam para que assim possam, ativamente, agir no mundo. Bem, mas é agora que a porca torce o rabo porque tivemos uma contra-resposta no seguinte tom: “sim, mas antes disso é fundamental que tornemos os nossos alunos críticos, capazes de mudar esse sistema...” e o resto da patacoada todos nós já conhecemos bem.

Indo direto ao ponto do conto, para este e bem como para muitos, mais importante que munir a tenra geração com os instrumentos básicos para que ela possa agir de maneira relativamente independente e ativa é doutriná-lo de acordo com os ditames de uma ideologia materialista e alienante que o faz sentir-se desvencilhado da responsabilidade pela sua vida passando e desprezar e mesmo odiar a realidade desejando apenas transformá-la de acordo com a sua imagem e semelhança, mesmo que não saiba o quão torpe é a sua imagem e substância.

Trocando por miúdos, é esse o objetivo de toda a dita educação crítica que em sua ânsia de tudo transformar sem nada compreender acaba por destruir a alma que se aferra pela via da crítica vazia que a ela mesma esvazia, tornando-a impaciente, prepotente e inoperante diante da vida. Nos dias de hoje, desde muito cedo se aprende a apontar para todos os erros presentes no mundo e a gritar contra eles ao mesmo tempo em que somos adestrados a fechar as portas de nossa consciência para os nossos erros e faltas projetando sempre a responsabilidade por esses em algum elemento externo.

Neste ínterim, vem-me a mente uma sentença do professor Confúcio que nos diz que quem diz a verdade perde amizades. Mas, e quem disse que alguém realmente deseja encarar a verdade e agir a partir dela? Quem? Quem realmente está disposto a enfrentar os dissabores de desagradar os tolos no esforço de corrigi-los? Quem? Não é à toa que nossa educação em suas safras tem apresentado os frutos que colhemos, visto que, não estamos plantando algo diverso disso.

Pax et bonum
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

COMENTÁRIOS RADIOFÔNICOS - 16/11/2010 à 19/11/2010


Comentários proferidos no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

16/11/2010


17/11/2010


18/11/2010


19/11/2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

[lembrança] HOMENAGEM PARA DONA FRANCISCA (25/03/1955 - 21/11/2010)

HOMENAGEM PARA DONA FRANCISCA (25/03/1955 - 21/11/2010)

HOMENAGEM PARA DONA FRANCISCA (25/03/1955 - 21/11/2010)


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Francisca da Silva Caldas. Quem não conheceu a “tia Chica”? Para alguns “Dona Chica”, para os familiares e amigos, Chiquinha. Para os netos Johann e Pedro, vovó Chica. E assim também será para sua neta, Helena, que apenas à conhecerá nesta vida pelas lembranças que serão contadas pelos dois primeiros. Mas a questão aqui, caríssimos, não é o como lembrar, mas sim, a impossibilidade de esquecê-la, de deixar no baú do ontem uma pessoa tão doce e amorosa como ela. Não mesmo. O seu lugar é em nosso coração e assim será.

Mas a memória humana é traiçoeira e muitas das vezes nos golpeia de maneira sutil e desleal através das armadilhas que o dia à dia nos arma para nos levar a cair na cova atroz do esquecimento. Isso é uma grande verdade e não podemos negar. Do mesmo modo que é verdade e não temos o direito de negar que o amor é muito maior e mais forte que a soma de todos os dias em que passamos por esse vale de lágrimas. O amor é a força que nos faz sorrir com aqueles que, em si, são o júbilo de nossa vida e é a mesma força que leva nossos olhos a marejar em um dilúvio de lágrimas que cantam em nossa face a saudade que não quer calar.

E em nome deste mesmo amor, queremos que Dona Francisca seja lembrada do jeitinho que ela sempre viveu. Como aquela que, silenciosa, sempre estava aqui e acolá auxiliando a todos sem nunca manifestar-se, sem nunca requisitar glórias, tal qual ensina-nos Santa Terezinha do Menino Jesus. Fazendo-se pequena ela tornou-se grande engrandecendo nossas vidas com sua bondade e mansidão.

Mansa e humildade de coração. Eis as virtudes que definem esta bem-aventurada alma que hoje nos deixa para ir ao encontro do Pai Eterno para que assim ela possa sentar-se junto ao banquete dos justos e beber, alegremente, uma boa xícara de café passado na hora pelas mais suaves mãos.

É isso! Lembremo-nos do café. O café que sempre acompanhava as nossas conversas com ela. Fosse pela manhã, ao cair da tarde, ou mesmo à noite, lá estava Tia Chica com sua xícara na mão e um sorriso singelo no rosto. Lembremo-nos sempre que o aroma agreste desta efusão é a clara imagem de sua alegria. Lembremo-nos que a energia estimulante desta bebida é um retrato fiel da força de vontade e da perseverança desta mulher. E não nos esqueçamos, jamais, que o calor que emana de uma xícara de café é a compleição viva de seu amor e de seu carinho por cada um de nós que aqui estamos para dela nos despedir.

Nosso coração está apertado. Sim, é verdade. Mas em meio às lágrimas ele sorri entre as palpitações que bailam em nosso peito porque sabemos que, agora mesmo, suas franzinas mãos franciscanas estão a cultivar flores, brancas e vermelhas, no celeste jardim, sorrindo, falando-nos parafraseando as pias palavras de Santo Antônio de Pádua: “não temam, porque tudo, não acaba aí...”. Não acaba aqui, não acaba...

Redigido em 21 de novembro de 2010, dia de São Gelásio, solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.
Pax et bonum

domingo, 21 de novembro de 2010

NOTA DE FALECIMENTO






Faleceu hoje, dia 21 de novembro do ano de 2010 da Era de Nosso Senhor, às 05h17, Dona Francisca Ribeiro Caldas. Descanse em paz Vovó.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

PROGRAMA AVE MARIA, 18 de novembro de 2010.


O Programa Ave Maria é o Programa radiofônico da Paróquia Nossa Senhora de Belém e vai ao ar de segunda à sexta das 18h00 às 18h20. Nas quintas a apresentação do mesmo é feita por Dartagnan da Silva Zanela.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

FÚTEIS REFLEXÕES E NADA MAIS

Escrevinhação n. 859, redigida em 15 de novembro de 2010, dia de São Alberto Magno.

Por Dartagnan da Silva Zanela

“Transforma se o amador na cousa amada...”
(Luís Vaz de Camões)

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Somos uma geração de fracos. Uma sociedade de desfibrados que dia após dia caminha por uma senda vazia crendo tolamente que tal vereda seja a forma mais elevada de vida virtuosa. Assustamo-nos com todo e qualquer perigo (hipotéticos, na maioria das vezes) que possa assolar nosso corpo e nossa segurança ao mesmo tempo em que desprezamos nossa alma. Preferimos afagar a vaidade da multidão que parasita em nosso entorno do que fintarmos nosso olhar e nossas palavras pelo rumo do dedilhar da Verdade, mesmo que isso custe nossa sinceridade e, conseqüentemente, nossa sanidade espiritual.

Um sintoma característico desta fragilidade encontra-se na temática de nossas conversas. Bastam apenas alguns minutos de prosa que o assunto é a saúde física e a aparência estética. Obviamente, que mais do que depressa cada um apresenta uma e outra receita para manter a boa forma ou então informa os pares sobre uma e outra matéria que leu em uma revista aqui ou viu em um programa televisivo acolá que versa sobre os malefícios disso e os benefícios daquilo para o corpinho.

Todavia, mude a conversa para a sanidade espiritual. Bem, se o tom da prosa já era estupidificante no primeiro ponto, neste, o conto torna-se patético. Aliás, revela o quão patético nos tornamos na sociedade moderna, visto que, não mais se compreende o sentido do que significa a vida espiritual e intelectual e, toda vez que tenta-se macaquear um simulacro desta, acaba-se por expressar apenas uma reles e superficial caricatura. Detalhe: quanto mais “estudada” é a pessoa, mais estupidificada se apresenta suas considerações sobre este assunto.

Para melhor ilustrar o que intentamos apresentar, permitam-nos recorrer ao uso de um exemplo significativo sobre este degradado quadro. Certa feita em uma destas paragens que meus pés me levam, ouvia eu a conversa de um grupo de, como se diz, “formados”, onde se dizia que eles achavam uma bobagem esse negócio de muitas senhoras reunirem-se no dia da Assunção da Santíssima Virgem para rezar as mil Ave-Marias. Bem, de um grupo de doutos ignorantes diplomados não se poderia esperar algo mais elevado. Todavia,o “x” da questiúncula é que a conversa iniciou-se a partir dos comentários irônicos que um Padre teria feito sobre esta piedosa devoção. Em fim, a arrogância e o disparate festejavam nos lábios dos palpiteiros (de)formados que desprezam o conhecimento fingindo possuí-lo.

O padreco pode achar um absurdo que um grupo de senhoras pratique uma devoção que exija tão grande esforço. No entendimento destes (do pseudo-padre e dos “entendidos”), elas estaria recitando as orações sem saber claramente o que estão fazendo e dizendo. Ótimo! Mas, e quanto aos distintos, sabem o que dizem e o que fazem? Sabem eles que esta devoção era recomendadíssima pelo finado Papa João Paulo II? Será que eles estão cônscios de que nas várias aparições da Santíssima Virgem esta pede aos fiéis que realizem grandes esforços no caminho da oração e da penitência? Putz! É claro, como eu poderia me esquecer que estas pessoas são (em suas cabecinhas) maiores que a Igreja e mais sapientes que a Santíssima Virgem.

Indo mais adiante sobre este ponto, bastaria que as almas (in)cultamente diplomadas estudassem um pouquinho que fosse a biografia e a obra dos grandes Santos e místicos que, primeiro, iria perceber que todos eles, sem exceção, dedicavam-se a contínuas e longas orações. Segundo: que eles recomendavam vivamente essa prática a todos os fiéis e apresentavam em sua obra e em sua maneira de viver os luminosos frutos advindos de sua presteza. Obviamente que é muito mais cômodo acreditarmos que nossa preguiça espiritual e moral é um mérito e que a perseverança um vício. Tão cômodo quanto corruptível.

De mais a mais, se tomarmos em mãos as Sagradas Páginas, poderemos averiguar que o Senhor nos ordena que procuremos a Oração Permanente (1 Tes V: 17; Lc XVIII: 1; Tim II: 8 e Ef VI:18). Ao invés disso, o que procuramos? Procuramos dedicar mais tempo a mundanos assuntos que, em si, são de uma superficialidade atroz e desprezamos olimpicamente o que deveria ocupar o centro de nossa vida. E se isso não fosse o suficiente, ainda palpitamos com toda aquela autoridade postiça característica de nossa época.

Por fim, em uma sociedade que entende a preocupação patológica em relação à aparência, que é determinada simplesmente pelo gosto e desgosto das multidões bestializadas, como algo normal a Verdade, naturalmente, não encontra um coração que à abrigue e a alma e a inteligência humana divorciada da Verdade perecem similar ao rio que se aparta de sua nascente.

Não é à toa que sejamos atualmente tão crédulos e desfibrados.

Pax et bonum
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

PÁGINAS AMARELADAS PELO ESQUECIMENTO – parte I

Escrevinhação n. 858, redigido em 06 de novembro de 2010, dia de São Leonardo Noblac.

Por Dartagnan da Silva Zanela

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Quem conta um conto, aumenta um ponto. Assim roga o velho dito popular. Dito este, carregado de grande sabedoria por retratar jocosamente uma evidente verdade. Verdade esta que, como todo extrato da realidade, é sumamente desdenhada pelos nossos olhares que se encontram na maioria das vezes embebidos de toda e qualquer vã curiosidade ou, nos casos mais complexos, com a alma envenenada com toda ordem de delírios utópicos e ideológicos que camuflam o entendimento com o engodo advindo do douto desprezo pelo ato de conhecer.

Infelizmente, o ensino das chamadas humanidades está repleto desta impostura. Mas como reconhecer e diagnosticar esse problema? Como identificar essa pústula no centro de nosso ser? Inicialmente, depende da forma como procedemos no ato de conhecer. Como nos ensina Platão, o primeiro no ato do conhecer é o último na realidade do Ser. Trocando por miúdos, o que o grande mestre dos Jardins de Acádemo está nos advertindo é para o fato de que a realidade se apresenta a nossa alma em camadas superpostas. Naturalmente que isso não significa que a primeira camada de nosso entendimento seja um reles engodo, mas sim, que esta é apenas pequena e superficial quando comparada com a inteireza do real.

Infelizmente, na maioria das vezes, quando conhecemos algo novo, ou algo novo sobre um assunto que “conhecemos”, não procuramos avaliar este conhecido pelo seu valor epistêmico, mas sim, pela forma como essa informação se articula com o nosso universo simbólico modelado pelas nossas paixões pessoais, por nossa formatação utópico-ideológica, por nossos interesses (individuais e grupais) e, muitas das vezes, pela nossa futilidade intrínseca (típico da geração do “tô nem aí”).

Naturalmente que essa impostura abunda em nossa sociedade e, conseqüentemente, estas sementes de joio encontram em nossa alma um solo fértil para germinar. Corrigir a sociedade com o maroto dedo acusador seria contraproducente. Todavia, nos corrigir e procurar nos elevar frente essa torpeza que infecta a sociedade com plúmbeos ares é algo que devemos fazer se realmente amamos sinceramente a procura pela verdade e fazemos desta procura o sentido de nossa vida.

Procura pela verdade. Eis aí um ponto interessante para iniciarmos uma caminhada. Quando se fala no VERITATIS SPLENDOR, rapidamente aparece um daqueles engraçadinhos presunçosos, ignorantes de si e de tudo mais, dizendo: “como é possível falar em procura pela verdade se tudo é relativo?” Bem, sem discutirmos a essência flato[lógica] desta consideração, vejamos apenas o porque ela é insana em si mesma. Se o indivíduo não é capaz de constatar a objetividade da Verdade e, conseqüentemente, do ato de conhecer, o que ele procura quando está conhecendo? Somente mais um ponto de vista para futilmente agregar a sua coleção de pontos de vistas sem ponto de referência real?

Naturalmente que este tipo ao ler (ou ouvir) uma consideração como esta irá recorrer ao JUS SPERNIANDI. Tudo bem, mas nós devemos aceitar a sua manifestação como uma expressão da verdade ou como apenas mais um ponto de vista em meio a tantos outros? É claro que todo preclaro relativista crê que o ponto de vista de todos é relativo e que o seu é um decantado estrato da realidade porque ele “superou” as contradições da sociedade e libertou-se dos grilhões da alienação. Ele não declara abertamente isso, por dissimula uma “humildade”, postiça como sua sinceridade, mas afirma tudo o que crê como sendo um dever grave que deve ser cumprido por todo aquele que foi “iluminado” pelo catecismo materialista dialético.

Sem percebermos, muitas das vezes acabamos por agir como fundamentalista. Detalhe: entendamos por fundamentalistas o elemento que se apega a uma idéia, ideologia ou teoria e a torna medida de todas as coisas existentes e da própria existência. Ora, não é assim que agem praticamente todos os nossos auto-proclamados “pensadores críticos” com os seus jargões rotos e cacoetes mentais alucinantes?

Pax et bonum
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

PROGRAMA AVE MARIA, 04 de novembro de 2010


O Programa Ave Maria é o Programa radiofônico da Paróquia Nossa Senhora de Belém e vai ao ar de segunda à sexta das 18h00 às 18h20. Nas quintas a apresentação do mesmo é feita por Dartagnan da Silva Zanela.

COMENTÁRIO RADIOFÔNICO, 04 de novembro de 2010


Comentário proferido no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

OUTRAS PEQUENAS NOTAS E NADA MAIS

Escrevinhação n. 857, redigido em 02 de novembro de 2010, dia de finados.

Por Dartagnan da Silva Zanela

"O temor de pequenas coisas faz as grandes superstições." (Camilo Castelo Branco)

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Um ensino que nos é ministrado pela Doutrina da Santa Madre Igreja sob a orientação da filosofia de Santo Tomás de Aquino, é que o Cristão deve viver sem medo. Se ampliarmos os átrios de nosso peito, perceberemos que estas palavras encontram-se pulsando vivamente também na tradição helênica. Quando lemos os diálogos Platônicos ou mesmo filósofos latinos como Sêneca e Cícero nos deparamos com apelos similares feitos diretamente a nossa alma. Tocando por dorso (ou qualquer outro miúdo de sua preferência), viver de maneira dignamente humana significa singrar por este vale de lágrimas sem temor.

O temor de Deus é princípio de Sabedoria (IX; 10), sim, como nos ensina o Livro dos Provérbios, porém, devemos ter destemor perante os três inimigos da alma. Entretanto, no Brasil contemporâneo, a regra que se faz geral é justamente o inverso do que foi dito até aqui. De uma maneira ampla e irrestrita, as pessoas (em especial as que se vêem empavonadas com títulos, diplomas e cargos – muitas vezes “inhos”) temem vergonhosamente mais o que as pessoas vão dizer do que o juízo Daquele que É a Verdade (1ª Carta de São João II; 15-17). Tamanha é a inversão dos valores que hoje impera nestas terras abaixo da linha do Equador que qualquer sandice proclamada contra o Espírito de Verdade, em nome do mundo, da carne e das potestades das trevas, é aceita como sendo algo, como diria, “moderado” e, por isso, digno de “respeito”.

Nestes últimos meses tivemos manifestações de inúmeros clérigos da Igreja Católica Apostólica Romana em defesa da vida. Sacerdotes que deram um legítimo testemunho de coragem apostólica falando abertamente contra o aborto, pronunciando-se virilmente em defesa da Vida e da Fé, tal qual ensina a sã doutrina da Igreja. Todavia, para cada alma de ouro, com seu gládio afiado na fidelidade à Nosso Senhor Jesus Cristo, havia e há uma multidão de almas de lata que de maneira insensata e pusilânime preferiram agradar ao mundo que servir a Deus.

Vergonhoso para todos nós, Cristão Católicos, ter havido a necessidade do Santo Padre Bento XVI lembrar aos clérigos temerosos de suas obrigações. E detalhe: para aqueles que leram o discurso do Papa perceberam com grande clareza que cada palavra dita estava fundada naquilo que a Santa Madre Igreja defende já de longa data e que não era o fruto de um reles impulso de ocasião. O Sumo Pontífice lembra-nos em sua preleção do conteúdo da Constituição Pastoral Gaudium et Spes (do Concílio Vaticano II), da Exortação Apostólica Christifideles Laici de João Paulo II, da Encíclica Evangelium vitæ de Paulo VI e, naturalmente, dos ensinos que fazem-se presentes na primeira encíclica de seu Pontificado - Deus caritas est.

Ou seja: Bento XVI apenas estava lembrando os sacerdotes daquilo que todos eles deveriam saber desde antes de sua ordenação. Em 28 de outubro do ano de 2010 da Graça de Nosso Senhor, afirmou o Vigário de Cristo que: “[...] seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural. Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases”.

Dizer a verdade não é calúnia. Porém, calar-se diante da ignomia por medo de ser vexado pelas potestades abjetas é um insulto contra a Verdade. Ser verdadeiro e fiel aos princípios Cristãos não significa agradar ao mundo e ser afável com suas sandices (São João XV; 18-26), mas sim, ser firme em seu sim e profundamente claro em seu não (São Matheus V; 37). Ser reto no agir e não dúbio como o mundo que singra ao toque da marcha das massas, ditado pelo tom dos tiranetes leviatãnicos com seus falsos profetas de plantão que abundam nos dias hodiernos.

Como havíamos dito em nossa missiva anterior, não há em nosso país canais políticos, culturais e midiáticos em que possamos encontrar uma clara e franca postura conservadora, porém, cada um pode e deve perseverar na defesa destes valores e princípios estudando-os e vivendo-os e, deste modo, fortalecendo-se em Espírito e Verdade (São João XIV; 17). É nesta vereda que devemos fiar a nossa ação cívica. Não será através dos partidos rubros e fisiológicos que maculam nossa sociedade e muito menos através de um líder carismático ou de um caudilho aventureiro, mas sim, através de nosso aprimoramento como pessoa, enquanto súditos Daquele que venceu a morte. Assim, com o tempo, nascerão árvores de boa cepa que renderão bons frutos.

Até lá lutemos o bom combate.

Pax et bonum
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COMENTÁRIO RADIOFÔNICO, 03 de novembro de 2010


Comentário proferido no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.