MAIS UM ANO ELEITOREIRO VEM AÍ

Escrevinhação n. 824, redigida em 29 de abril de 2010, dia de Santa Catarina de Sena e de São Pedro de Verona.

Por Dartagnan da Silva Zanela

“Em terra de cego, quem tem um olho é doido”.
(Olavo de Carvalho)

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Eu não me agüento. Tenho de escrever alguma coisa sobre a palhaçada organizada em nome da tal da cidadania. Tenho de falar algo sobre esse circo armado para dissimular uma persona democrática onde há apenas plúmbeos ares totalitários. Isso mesmo, só não vê quem não quer, porque os fatos estão a assaltar a nossa vista sem pedir licença. Mas de que fatos? Bem, sigamos a máxima de Jack.

Primeiro: desde a década de noventa da centúria passada que as plataformas eleitorais e as legendas ideológicas são majoritariamente de esquerda. Umas mais à esquerda, outras menos, mas todas redigindo seus planos e devaneios com a mão canhota. Talvez o amigo não tenha percebido isso justamente porque não leu (i) os “planos” de governo dos partidos, (ii) as resoluções que são tomadas internamente pelos mesmos e (iii) porque provavelmente nunca parou para pensar seriamente sobre o assunto porque imagina que “ser de esquerda” seja sinônimo de honestidade e benevolência. Infelizmente, não são poucos os que crêem neste mantra. Aliás, o próprio Lula, FHC, Serra e tutti quanti já declararam em inúmeras ocasiões que entre eles não há uma divergência ideológica, mas apenas uma disputa de cargos. E mais! Já no início da década de 90 o sociólogo Alain Tourraine havia afirmado que seu amigo FHC seria o principal responsável pela transição do Brasil para o socialismo. Bem, aí está a obra do “homi”.

Segundo: desde a década de noventa que se tem à presença de claro viés ideológico marxista no tom que é dado as notícias e ao conteúdo que é ministrado nas salas que deveriam ser destinadas ao ministério de aulas. Se o amigo não parou para prestar atenção nisso, perca um pouco de tempo e verá com grande clareza que a única coisa que importa para os senhores que estão capitaneando o sistema educacional é utilizá-lo para impregnar toda uma nova orbe de valores morais que em nada interessa realmente na formação dos jovens e não corresponde de modo algum às expectativas dos pais do mancebos que estão entregues a uma máquina de engenharia social para transmutá-los em algo que convencionou-se chamar pela alcunha de cidadão.

Terceiro: desde 1991 que o partido governante mantém acordos com as FARC, com o MIR chileno coordena uma estratégia continental de todos partidos e movimento políticos de esquerda da América Latina com o objetivo de recuperar neste continente o que foi perdido pelo movimento comunista no Leste Europeu. Esse é o Foro de São Paulo. Se o amigo estudar (eita palavrinha chata) esse assunto compreenderá claramente porque o nosso atual governo fez os acordos que fez com a Bolívia e Paraguaia, porque Hugo Chávez é tratado com tanta deferência (o ditador venezuelano entrou no Foro em 1996 e tornou-se ditador com o apoio dos membros do Foro) e porque o nosso governo se recusa a chamar os narcotraficantes (guerrilheiros) das FARC de terroristas, entre outras coisas como o PNDH-3.

Quarto: para piorar tudo isso, o único critério que as pessoas instruídas (as que têm diploma) utilizam para avaliar a conjuntura política atual de nosso país é o de ordem econômica e ponto. Ou seja: se eles estiverem ganhando uns bons trocados está tudo bem. Se os valores Cristãos, se a liberdade de expressão, o direito a propriedade e a segurança do cidadão honesto e trabalhador estão sendo varridos para debaixo do tapete, pouco importa. A única coisa que esses ditos senhores e senhoras com (de)formação superior, que se auto-proclamam senhores da criticidade mor, é dindim no bolso e nada mais. Quanto aos outros fatores que estão presentes e que permeiam as políticas vigentes na atualidade lhe são ilustres desconhecidos. E provavelmente continuaram, devido ao seu olímpico desdém pela realidade. Trocando em miúdos: continuarão cegos por temer e mesmo detestarem a verdade estampada em suas ventas.

Mas tudo bem. Esse ano é um ano eleitoral e podemos votar em um ou outro candidato, mesmo que todos esteja caminhando pela mesma via. Poderemos votar e, independente do resultado, a política de nosso país continuará a ser ditada pelas resoluções do Foro de São Paulo e seus parceiros sombrios. Mais uma vez, iremos votar e nos preocuparemos unicamente com a política dita social e com econômica e desdenharemos por completo as outras propostas que incidem diretamente nos frágeis fundamentos de nossa dita e remendada democracia. Em fim, a palhaçada de sempre, porém, cada vez mais aprimorada e mais próxima de seus objetivos primeiros que nunca foram negados pelo partido governista e pelos seus demais parceiros. Aliás, objetivos estes que foram reafirmados em 1991 com a fundação do referido Foro (re-fundação da OLAS) e continuamente renovado em suas reuniões e em suas deliberações.

Mas o importante é que iremos votar e decidir se caminhamos a passos largos ou tímidos para a sovietização de nosso país. É claro, cara pálida, que isso não ocorrerá em quatro ou oito anos. Porém, pare e pense nos grandes “progressos” que essa ideologia teve em nosso país e em nosso continente nos últimos vinte anos e você compreenderá, claramente, do que estamos falando.

Pax et bonum
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