PENSANDO BLOGICAMENTE – n. 06

(aprendendo com a Santa Doutora)

Santa Terezinha de Lisieux, Santa doutora da Igreja, é sempre desconcertante com sua pia simplicidade em nos ensinar o que devemos fazer de nosso vida, em nos apontar os caminhos que devemos trilhar em nossa caminhada por esse vale de lágrimas. Digo isso, pois, estava eu lendo uma escrevinhação de meu punho sobre educação que ponderava em algumas de suas linhas sobre a necessidade de se ter a perfeição, relativa, no aprendizado das artes (liberais e mecânicas) no horizonte educativo e, então, resolvi deitar minhas vistas na página marcada da HISTÓRIA DE UMA ALMA – MANUSCRITOS AUTOBIOGRÁFICOS que tenho em minhas mãos e eis que leio as seguintes considerações feitas pela Doctor Amoris (1998; p. 39): “[...] procurar sempre o mais perfeito e esquecer-me de mim mesma. Compreendi que havia muitos graus de perfeição e que cada alma é livre de responder aos convites de Nosso Senhor, de fazer pouco ou muito para Ele, numa palavra, de escolher entre os sacrifícios que Ele pede”. Ora, se o aprendizado dos mais sublimes ensinos exige de nós certos sacrifícios, por que o aprendizado de lições menores seriam esquivadas de tal necessidade? Toda ação humana acarreta o sacrifício de algo para realização de um objetivo. Quando falamos em educação estamos falando do sacrifício de um interesse diminuto em nome da realização de algo maior do que aquele momento. Quando fazemos isso, estamos ampliando a nossa humanidade, estamos nos tornando maior do que somos naquele instante nos fazendo menor do que somos naquela ocasião. Aí pergunto: quantas salas de aula ensinam essa lição nos dias atuais? Quantas pessoas aplicam essa lição singela em suas vidas? Provavelmente, nem mesmo os professores que deveriam ensiná-la.

Dartagnan da Silva Zanela,
em 30 de janeiro de 2010.

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