PENSANDO BLOGICAMENTE – n. 04

(os anos passam – parte II)


Repitamos: tempo é questão de gosto. Se o que dissemos é válido para as pessoas adultas (em termos biológicos, não no sentido moral e intelectual, é claro), o que dizer então dos nossos jovens que dedicam unicamente suas vidas aos estudos. Quer dizer, nominalmente fazem isso, não de fato. Sem mais rodeios, vamos ao ponto do conto: temos 200 dias letivos por ano. Nove anos no Ensino Fundamental e mais três anos no Ensino Médio, correto? Por ano seriam aproximadamente 1.500 horas de aula e, no correr dos 12 anos teríamos um total de 18.000 horas. Bem, 12 anos correspondem há 105.120 horas. Menos as horas escolares, temos 87.120. Deste total vamos subtrair metade que seriam destinadas aos cuidados de si (dormir, banhar-se, se bobear, essas coisas), o que nos deixaria 43.560 horas livres para fazer o que desse na telha. Bem, o que nós fizemos com esse tempo em nossa meninice? O que nossos filhos tem feito com esse tempo livre? O bom uso desse tempo pode ser o diferencial na formação de uma pessoa. Diferencial para o bem ou para o mal e esse diferencial está, queiramos ou não, em nossas escolhas bem feitas, ou feitas igual ao nosso nariz.

Dartagnan da Silva Zanela,
em 22 de janeiro de 2010.

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